Exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 96 bilhões em 2017

Montante representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior

Redação*

soja_Delfim MartinsMinistério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou hoje (16) que as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões em 2017, valor que representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

Com o crescimento do valor exportado sobre as importações, o saldo da balança comercial do setor foi de superávit de US$ 81,86 bilhões ante os US$ 71,31 bilhões registrados em 2016.

Os dados mostram ainda que os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o complexo da soja (+US$ 6,3 bilhões); produtos florestais (+US$ 1,3 bilhão); carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais, farinhas e preparações (+US$ 953,86 milhões); e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milhões).

Segundo o Mapa, a alta do saldo comercial se deve, em parte, ao início da recuperação de preços no mercado internacional e, sobretudo, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo de soja também ocupou a primeira posição, com US$ 31,72 bilhões. As vendas de grãos foram recordes em valor (US$ 25,71 bilhões) e também em quantidade (68,15 milhões de toneladas).

As carnes ficaram em segundo lugar na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango representou quase metade do montante (46,1%). Foram exportados US$ 7,14 bilhões do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior. Já as vendas de carne suína apresentaram recorde histórico, somando US$ 1,61 bilhão, ou seja, 9,7% superiores a 2016.

O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posição, com US$ 12,23 bilhões. As vendas de açúcar foram responsáveis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilhões). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, quando foram exportados US$ 10,44 bilhões de açúcar brasileiro.

*Com informações da Agência Brasil

 

Mulheres e jovens rurais serão tema de pesquisa no Brasil

Estudo que será realizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura quer detectar principais necessidades destes grupos e dar subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas

Redação*

Mulher agricultora - dreamstimeMulheres e jovens rurais serão prioridade da nova diretoria do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Isso porque a instituição vai coordenar este ano no Brasil uma pesquisa sobre estes grupos que vivem no campo. O objetivo do estudo é detectar suas principais necessidades e dar subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas.

Serão feitos levantamentos em países representativos da América e o Brasil é um deles. “Mulheres e jovens, sejam da área rural ou urbana, são os grupos menos atendidos da região. São os que têm menos atenção por parte das políticas públicas e representam um setor extremamente importante”, disse Jorge Werthein, assessor especial da diretoria do IICA.

“Juventude que não tem sistema educacional, que não tem cultura, não tem possibilidade, vai embora do campo, não tem perspectiva de futuro. A droga tem penetrado no campo e está capturando esses jovens”, completou.

O projeto será desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% dos brasileiros vivem em áreas rurais, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015. Cerca da metade é mulher, o que totaliza aproximadamente 14,1 milhões. Elas são responsáveis por 44% das compras feitas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal.

Os jovens são cerca de 8 milhões, com idade de 18 a 29 anos. Eles foram responsáveis por acessar 37,4% dos recursos destinados ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), entre os anos de 2002 e 2013.

*Com informações da Agência Brasil

 

Governo Federal amplia limites de renda e patrimônio para acesso às linhas de financiamento rural

Atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, que tiveram reajustes pela última vez há cinco anos

Redação*

DSC03715O governo federal editou na última semana (12), decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As mudanças ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento.

Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

De acordo com a Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, que tiveram reajustes pela última vez há cinco anos.

Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) beneficiou apenas 985 famílias em 2016. No ano passado, o número foi ainda menor – 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

O PNCF envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

*Com informações da Agência Brasil