Agronegócio paulista exporta 7,6% a mais no primeiro semestre deste ano

Dado é do IEA; saldo do setor chegou a US$ 6,96 bilhões

Redação*

BRASIL, SÃO PAULO, SP, 02/09/2014. CEAGESP. Trabalho de descarga e seleção de tomates em um box para comércio de legumes e verduras na CEAGESP  (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, SP. Essa central é administrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. – FOTO: ALF RIBEIRO

foto – Alf Ribeiro

Estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA), divulgado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apontou que no primeiro semestre de 2017, o agronegócio paulista teve um saldo de US$ 6,96 bilhões. O valor representa um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período de 2016.

O estudo também indica que as exportações setoriais nos primeiros seis meses deste ano chegaram a US$ 9,44 bilhões, 7,6% superior ao valor em 2016, assim como as importações subiram 13,8%, totalizando US$ 2,48 bilhões.

As exportações totais paulistas em seis meses chegaram a US$ 24,64 bilhões, o equivalente a 22,9% do total nacional, e importou US$ 25,82 bilhões (36,1% do total nacional), registrando um déficit de US$ 1,18 bilhão. Ainda de acordo com o IEA, as importações paulistas nos demais setores, excluindo o agronegócio, somaram US$ 23,34 bilhões, e as exportações US$ 15,20 bilhões.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

*Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Região Norte retoma geração de emprego no campo com carteira assinada

Dado é do último boletim divulgado pelo Dieese

Redação*

DSC03715Estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o emprego com carteira assinada no setor agropecuário cresceu, no primeiro semestre de 2017, na maioria dos estados da Região Norte.

De acordo com a análise, em junho, o Pará foi o estado do Norte que mais contratou no setor e teve o melhor desempenho: 376 novos postos de trabalho no campo. O número representa um crescimento de 0,72%, se comparado ao mês anterior.

No acumulado do primeiro semestre, o saldo entre demissões e admissões foi de pouco mais de 80 vagas. Para Roberto Sena, técnico do Dieese, “a quantidade pode parecer pequena, mas é expressiva se comparada com o mesmo período em 2016, quando quase 1,2 mil postos de trabalho, no campo, foram fechados.

Além do Pará, o primeiro semestre do ano também foi positivo na geração de emprego no campo com carteira assinada, no Acre, Amapá e Tocantins.

*Com informações da Agência Brasil

FAO e MERCOSUL firmam novo acordo para combate à fome

O termo de cooperação conta com ações voltadas à erradicação da má nutrição e da pobreza rural

Redação*

feiraDurante a cúpula de chefes de Estado do MERCOSUL, realizada na semana passada na Argentina, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) firmou um novo acordo com o bloco com o objetivo de prestar assistência técnica aos programas regionais e nacionais de combate à fome. De acordo com a FAO, atualmente metade das pessoas em situação de insegurança alimentar na América Latina e Caribe vive na América do Sul.

Segundo o termo de cooperação, o mercado comum e a FAO trabalharão juntos para avançar ações voltadas à erradicação da má nutrição e da pobreza rural.

Durante participação no encontro de líderes políticos, o representante regional da FAO, Julio Berdegué, disse que o peso do setor agrícola dos países do MERCOSUL faz do mercado comum um ator de importância planetária. “O que o MERCOSUL faz ou deixa de fazer em termos de desenvolvimento agrícola tem o potencial de afetar, em grande parte, o mundo. Por isso é tão importante o trabalho conjunto com esses países: são sócios-chave para alcançar tanto o desenvolvimento sustentável, como a fome zero”, defendeu o dirigente.

O acordo reafirma e renova a aliança que os dois organismos haviam criado ao longo dos últimos quatro anos. Parceria foi responsável por múltiplas iniciativas de apoio à agricultura familiar, bem como por programas de cooperação Sul-Sul. Berdegué afirmou que a nova estratégia permitirá o compartilhamento de boas práticas já implementadas por países do MERCOSUL com nações de outras regiões.

“Três décadas nos mostram que, sozinhos, não vamos a lugar algum. Crescemos apenas quando estamos juntos com quem está à nossa volta”, disse o chanceler da Argentina, Jorge Faurie, em declarações à imprensa local.

*Com informações da FAO