Brasil será reconhecido pela OIE como livre da febre aftosa

Até 2023, País quer erradicar doença sem vacinação

Redação*

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) comemora, em evento em Brasília/DF durante esta semana, o esforço de todos os órgãos oficiais de defesa sanitária do País, dos produtores e da indústria pecuária para erradicação da febre aftosa.

As ações empreendidas para eliminar a doença do rebanho brasileiro serão reconhecidas internacionalmente na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE (Organização Mundial de Sanidade Animal), em Paris, na França, de 20 a 25 de maio.

Na ocasião, o Brasil receberá o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo os Estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará. Com isso, o processo de implantação de zonas livres de febre aftosa alcança toda a extensão territorial brasileira.

O próximo passo agora é a última etapa de erradicação da doença, com ampliação da zona livre de febre aftosa sem vacinação, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).

A partir de maio de 2019, Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e de Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é de que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o Brasil inteiro seja reconhecido pela OIE como país livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

Trabalho constante

A vacinação correta contra a febre aftosa de bovinos e búfalos, de acordo com o calendário nacional, é essencial na prevenção da doença.

É também muito importante que o produtor adquira somente animais sadios e de origem segura. O transporte de animais sempre deve ser acompanhado da Guia de Trânsito Animal (GTA).

Em caso de suspeita da doença, o Serviço Veterinário Oficial precisa ser imediatamente informado para que haja atendimento rápido e eficaz, evitando que a eventual ocorrência se alastre e cause maiores prejuízos.

Hoje o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo somando 218,7 milhões de cabeças de bovinos e búfalos. É também o maior exportador de carne com vendas para mais de 140 países.

*Com informações do MAPA