Fruticultura tem valor de produção recorde em 2016

Dado do IBGE mostra ainda que em relação a 2015, o aumento foi de 26%

Redação*

Fruit Pikovice-1Pesquisa divulgada ontem (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a fruticultura nacional registrou no ano passado recorde no valor de produção, com total de R$ 33,3 bilhões. Em relação a 2015, o montante teve um aumento de 26%. “Foi o maior valor de produção da série histórica iniciada em 1974”, disse Larissa Leone Issac Souza, supervisora da pesquisa.

As maiores altas em 2016 foram registradas nas culturas de limão (52%), laranja (47,2%), banana (43,4%) e maçã (25,8%). Em valores absolutos, a liderança é da laranja, que concentra 25,1% do valor de produção, com R$ 8,4 bilhões; e da banana (25%), com valor de produção de R$ 8,3 bilhões.

O Estado de São Paulo respondeu por 30,9% do valor de produção nacional da fruticultura, o que significou R$ 10,3 bilhões, com destaque para a cultura da laranja (59,2%). Por municípios, a liderança ficou com Petrolina/PE.

As frutíferas são compostas por 22 produtos, incluindo lavouras temporárias (abacaxi, melancia e melão) e permanentes (abacate, banana, caqui, castanha de caju, coco-da-baía, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, mamão, manga, maracujá, marmelo, noz, pera, pêssego, tangerina e uva).

Laranja

Em 2016, o Brasil produziu 17,2 milhões de toneladas da fruta, 1,8% a mais que no ano anterior. A área colhida foi de 659 mil hectares e o valor de produção teve expansão de 47,2%, alcançando R$ 8,4 bilhões.laranja

De acordo com o IBGE, houve redução na área dedicada à laranja na última década, devido ao avanço da cana-de-açúcar em São Paulo. O Estado continua sendo o maior produtor nacional de laranja, 74,5% do total em 2016, com 13 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 6,1 bilhões. Por municípios, a maior produção foi registrada em Casa Branca (SP), com 694 mil toneladas.

*Com informações da Agência Brasil

 

 

Algodão registra recorde de produção na Bahia

Os cotonicultores do oeste do estado colheram quase 400 mil toneladas de algodão pluma e 940 mil t em caroço na safra 2016/17, encerrada agora, apresentando produtividade de 310 arrobas/hectare, quase o dobro da anterior, castigada pela clima adverso. Área plantada deve crescer na próxima safra, estima a Abapa, a associação local de produtores

Por Hebert Regis*

Divulgação Abapa

Colheita de algodão em fazenda de Júlio Busato, naa Bahia: alta produtividade, com clima favorável e controle do bicudo

Com o fim da colheita de algodão, nesta quarta-feira (20), quando iniciou o vazio sanitário, os agricultores mantiveram o crescimento na produção de algodão na Bahia. Com uma área plantada de 201,6 mil hectares, foram colhidas cerca de 393,7 mil toneladas de algodão em pluma e 937,5 mil toneladas de algodão em caroço na safra 2016/2017. Embora tenha ocorrido uma redução de área de 33,3 mil hectares, em relação ao plantio passado, houve um incremento de 149,5 mil toneladas de algodão em pluma e 356,1 mil toneladas de algodão em caroço. A resposta desta equação foi uma elevada produtividade que atingiu a média de 310 arrobas/hectare, bem superior às 165 arrobas/hectare da safra 2015/2016, prejudicada por fatores climáticos.

A última estimativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) mostra que bons resultados da produtividade devem trazer ótimos resultados para a próxima safra. A previsão é que a área plantada de algodão na safra 2017/2018 seja incrementada em 35% e possa chegar a 273 mil hectares. O oeste baiano continua como um dos principais pólos agrícolas de algodão do Brasil e representa 93% de toda a produção de pluma da Bahia, sendo o segundo maior produtor brasileiro de algodão perdendo apenas para o Mato Grosso. A Bahia, por meio da região oeste, contribuiu para o cenário favorável do algodão no Brasil, cuja produção em sua maioria atende as indústrias de fiação do Nordeste, e o restante é destinado ao mercado internacional. 

Para o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, o incremento da produtividade aliado ao aumento da área plantada previsto na próxima safra são uma boa notícia diante do índice de chuvas abaixo da média histórica que vinha se repetindo nas últimas safras. “Felizmente o clima voltou à normalidade e estamos obtendo recorde de produtividade. Nos momentos de dificuldades, os produtores melhoraram os seus processos de produção, avançaram na tecnologia e equipamentos, buscando maior eficiência. Hoje, na região, temos talhões de lavouras produzindo até 500 (quinhentas arrobas/hectare), o que era inimaginável no Brasil até pouco tempo atrás”, conta, ao acreditar na retomada do crescimento da produção de algodão na Bahia.

Controle do bicudo

Além da regularidade de chuvas a mais que caíram nesta safra em relação à passada, Júlio Cézar Busato, também credita os resultados de produtividade às ações estratégicas do Programa Fitossanitário realizado pelos produtores baianos articulado pela equipe técnica da Abapa para o controle e prevenção do bicudo do algodoeiro. “Estamos, todos, fazendo o dever de casa e seguindo firmes no combate às pragas, estimulando o envolvimento de produtores, gerentes de fazendas, consultores e dos pesquisadores de defesa agropecuária”, explica.

Segundo os resultados do Programa Fitossanitário, houve uma redução de aplicações de inseticidas em todo o ciclo do algodão nesta safra e a maioria dos produtores teve dano zero com o bicudo, propiciando o incremento na renda. “Estamos utilizando toda a tecnologia necessária para produzir mais e com maior qualidade da fibra. Para a próxima safra, com a chegada da La Niña e a normalização do clima, vamos retomar a nossa área plantada, acreditando que nos próximos três ou quatro anos, chegaremos à nossa capacidade instalada de 400 mil hectares, buscando de volta os agricultores para o plantio de algodão, gerando a riqueza e desenvolvimento da região”, afirma Busato.

*Hebert Regis é assessor de imprensa da Abapa

 Foto: Divulgação/Abapa

Produção brasileira de café deve chegar a 44,77 milhões de sacas nesta safra

Estimativa é da Conab; área total cultivada deve alcançar 2,21 milhões de hectares

Redação*

cafeeiroSafra 2017 de café deve chegar a 44,77 milhões de sacas de 60 Kg. O dado, divulgado hoje (21) é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a instituição, a área total cultivada no Brasil deve alcançar 2,21 milhões de hectares, sendo 345,19 mil hectares em formação e 1,86 milhão de hectares em produção.

O relatório traz também que a produção de arábica deve chegar a 34,07 milhões de sacas. A bienalidade negativa na maior parte dos estados produtores acarreta uma produtividade média menor do que a da safra anterior. A área relativa a esta cultura será de 1,78 milhão de hectares, sendo 299,83 mil hectares em formação (16,8%) e 1,48 milhão de hectares em produção (83,2%).

A produção prevista de conilon é de 10,71 milhões de sacas. A estimativa é de que a produtividade se recupere frente à forte escassez de chuvas dos últimos anos. A área destinada à essa variedade será de 427 mil hectares, sendo 45,35 mil hectares em formação (10,6%) e 381,62 mil hectares em produção (89,4%).

Em Minas Gerais, a produção de café deverá ser 20,7% menor do que na safra 2016, também devido à bienalidade negativa.

No Espírito Santo, a queda na produção total deve ser de 1,5%. Entre as razões estão as condições climáticas desfavoráveis atravessadas pelas lavouras de conilon em 2016 e a falta de mudas para plantio. Há também o ciclo de bienalidade negativa no arábica.

Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas devido ao ciclo de bienalidade negativa e ao alto índice de podas. A produção deverá chegar a 3,36 milhões de sacas na Bahia, 1,94 milhão de sacas em Rondônia, 1,21 milhão de sacas no Paraná, 349,1 mil sacas no Rio de Janeiro, 180,1 mil sacas em Goiás, 84,5 mil sacas no Mato Grosso e 7,5 mil sacas no Amazonas.

*Com informações do Mapa