Ex-ministro Paolinelli critica falta de recursos para pesquisa agrícola

Segundo chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, parceria com o setor produtivo é fundamental para dar alívio ao caixa do governo  

Abisolo_ronaldoO ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, criticou nesta quinta-feira (06), em evento em Campinas (SP), a diminuição de recursos para pesquisa agrícola no País. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do qual a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é vinculada foi um dos mais atingidos pelo corte do orçamento feito pelo governo federal.

Segundo Paolinelli, o investimento em pesquisa agrícola é fundamental para manutenção da vanguarda tecnológica da agricultura brasileira. “A pesquisa em agricultura tropical é a arma mais potente que temos de competitividade. Temos que definir prioridades e a pesquisa é uma delas”, disse, durante o Fórum da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). “Vamos pagar caro por isso. Cortar dinheiro para pesquisa é a economia mais porca que um país pode fazer”, acentuou Paolinelli.

Também presente ao evento, o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Augusto Boechat Morandi, afirmou que ao longo dos anos a empresa foi “engolida pela burocracia estatal”. Morandi fez questão de ressaltar que o atual presidente da Embrapa, Maurício Lopes, vem garimpando novas oportunidades de financiamento, como, por exemplo, o estabelecimento de parcerias com o setor produtivo.

“Em Jaguariúna, sede da Embrapa Meio Ambiente, 30% do nosso orçamento é fruto de convênios com a iniciativa privada”, revelou Morandi, acrescentando que “é preciso flexibilizar as regras para que este tipo de aliança avance cada vez mais, e assim dê alívio para o caixa do governo”.