Empréstimos agrícolas para grandes e médios produtores têm aumento de 14% na safra atual

Valor total chegou a R$ 85 bilhões

Redação*

foto - Fernanda Sampaio - Pulsar Imagens

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Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na última sexta-feira (16) que o crédito agrícola tomado pelos grandes e médios produtores rurais na safra 2017/2018 teve um aumento de 14% em relação ao período da safra anterior.

O resultado inclui empréstimos do crédito oficial voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento e se refere ao período julho/2017 a janeiro/2018. O valor total chegou a R$ 85 bilhões.

Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões. As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também cresceram, alcançando 61%, com um total de R$ 8,9 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

Sobre os financiamentos de comercialização, houve aumento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a 39%, explicado pelos preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que levou os produtores a estocarem produtos, aguardando melhores condições.

*Com informações da Agência Brasil

 

FEMAGRI chega à 17ª edição

Evento com entrada gratuita, acontecerá de 21 a 23 de fevereiro

banner-fenagri 2018Mais de 35 mil cafeicultores. Esta é a expectativa de público da Cooxupé, organizadora da 17ª FEMAGRI – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas. De acordo com a cooperativa, nem mesmo em período de crise, os produtores deixaram de investir. As últimas edições da feira registraram crescimento na linha de negócios: em 2017, as negociações chegaram a R$ 169 milhões; em 2016 a R$ 130 milhões e em 2015 a R$ 122 milhões. Segundo a Cooxupé, os investimentos podem chegar até a R$ 800 mil em uma única colheitadeira de café, por exemplo.

“Na edição 2018 também registramos aumento de 8% no número de expositores (130 no total). Isto para nós significa que mesmo com os cenários adversos pelo qual nosso país passou, nossos parceiros e principalmente os cooperados não deixaram de comparecer à FEMAGRI e investir em suas atividades. Nossa feira sempre andou  na contra mão da crise. Isto porque nossos produtores buscam mais eficiência para ganharem mais competitividade no mercado, tendo redução de custos. Vale destacar que os cooperados encontram na feira a oportunidade de comprar seus produtos utilizando o café como moeda de troca”, explica em nota, Carlos Paulino, presidente da Cooxupé.

A 17ª FEMAGRI é um evento gratuito e acontece no município de Guaxupé/MG.

Serviço

O que é? 17ª FENAGRI – Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas

Onde? Av. Vereador Nelson Elias, 1300b – Japy | Guaxupé/MG

Quando? De 21 a 23 de fevereiro, das 8h às 18h

*Com informações da assessoria de imprensa

 

Brasil ocupa oitavo lugar no ranking mundial em produção de energia eólica

País totalizou 539,58 GW de capacidade instalada em 2017

foto - Luis Salvatore - Pulsar Imagens

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O Brasil subiu uma posição, passando o Canadá, e agora ocupa o oitavo lugar no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produção de energia eólica, segundo o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia eólica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC). Em 2017, o país conseguiu “adicionar 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada”, informou ontem (15) a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), que reúne empresas do setor.

Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a 9ª posição. Atualmente, o país conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do Canadá. A China, ocupa a primeira posição, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW, e a Alemanha, com 56,132 GW de capacidade instalada. A India, Espanha, o Reino Unido e a França completam o ranking dos sete primeiros.

Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no país. O segmento já é responsável por 8,3% da energia produzida no Brasil, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional.

A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW.

A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando ao força dos ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW de capacidade instalada.

Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada.

A expectativa é de que nos próximos seis anos devem ser adicionados mais 1,45 GW de capacidade eólica no país, decorrentes dos leilões de energia realizados em dezembro do ano passado. A Abeeolica estima que 18 milhões de residências sejam abastecidas com a energia eólica.

De acordo com a presidente da Abeeolica, Élbia Gannoum, o país pode cair de posição nos próximos anos, porque haverá menos projetos sendo concluídos entre 2019 e 2020. “Nesse ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Elbia.

*com informações da Agência Brasil