Sucessão preocupa o agronegócio

Desafio é maior em empresas familiares e entidades

lide_2017O processo de sucessão, especialmente em empresas familiares e nas entidades, preocupa o agronegócio. Esta foi a principal mensagem transmitida por acadêmicos, dirigentes, executivos, autoridades, entre outros especialistas ligados ao setor, durante o Fórum Nacional de Agronegócios, realizado no último sábado (30) em Campinas (SP).

Segundo o professor da FGV, Fábio Mizumoto, não existe receita de bolo para um bom plano sucessório, mas identificar o perfil dos possíveis sucessores, bem como preparar o escolhido a respeito do negócio são medidas fundamentais. “Existem casos, por exemplo, em que um dos herdeiros não quer tocar o negócio. Neste caso, o mais recomendável é deixá-lo como sócio, sem envolvimento no dia a dia da atividade”, disse Mizumoto. “É preciso deixar claro os critérios relacionados a competências e cargos de cada um dos integrantes da família dentro da organização e também intensificar os esclarecimentos sobre o que é o negócio onde a família está atuando.”

Para o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, discutir a sucessão no agronegócio é tema da maior importância. “As profundas mudanças tecnológicas e também de gestão do agronegócio exigem uma renovação total tanto das empresas, quanto dos empresários que atuam na área e até das entidades representativas”, ressaltou.

De acordo com os presidentes da Aprosoja Brasil e da Abrapa, Marcos de Rosa e Arlindo Moura, respectivamente, o desafio nas entidades é limitar o tempo de mandato para que não se criem ditaduras setoriais e as associações possam sempre ter no seu comando dirigentes atualizados com o que acontece no mercado.