Brasil deve começar a exportar frango para Indonésia em 2018

Mercado representa um potencial de US$ 70 milhões a US$ 100 milhões por ano para o país

Redação*

frangoII_MorguefileO Brasil venceu uma disputa comercial com a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e poderá começar a vender frango para o país no ano que vem, a depender do andamento dos trâmites necessários. O mercado representa um potencial de US$ 70 milhões a US$ 100 milhões por ano para o Brasil.

A decisão da OMC está no Painel da disputa iniciada pelo Brasil em 2014, contra a Indonésia, sobre normas que vedam as exportações brasileiras de carne e produtos de frango, divulgado ontem (17). As medidas favorecem os produtos indonésios, mas, de acordo com a conclusão do Painel, violam acordos da OMC e compromissos assumidos pelo país perante a organização.

Agora, ambos países têm um prazo de 60 dias para recorrer da decisão. Caso nenhum país recorra, o relatório do Painel deverá ser adotado pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC em até também 60 dias e as partes deverão estabelecer um prazo para implementação das recomendações. O prazo geralmente é de seis meses. Assim, a expectativa é de que as exportações sejam autorizadas ao longo de 2018.

Na prática, o mercado de frango é fechado na Indonésia e, com a decisão, outros países, além do Brasil, também devem passar a ter acesso a ele, entre os quais os Estados Unidos.

Para o vice-presidente e diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o brasil é bastante competitivo e deve obter uma grande fatia do mercado. Com uma população majoritariamente muçulmana, o principal produto exportado pelo brasil à Indonésia deverá ser o frango halal, que é abatido de acordo com os preceitos e as normas ditadas pelo Alcorão Sagrado e pela Jurisprudência Islâmica.

O Brasil é o maior exportador de frango halal desde 2004. “Temos certeza que conseguimos cumprir as exigências. Inclusive as autoridades indonésias já estiveram aqui e já atestaram, no caso do halal, que as certificadoras brasileiras têm capacidade para certificar uma produção halal confiável para ele”, disse Santin.

Hoje, o Brasil possui cerca de 40% do mercado total de frango do mundo. Em 2016, as exportações de frango congelado, fresco ou refrigerado totalizaram US$ 5,95 bilhões, representando 3,2% das exportações brasileiras e ocupando o quinto lugar em produtos brasileiros mais exportados.

*Com informações da Agência Brasil

 

Brasil e Argentina se reúnem para estabelecer estratégias de abertura de mercados

Encontro teve como principal objetivo a construção de uma agenda conjunta para impulsionar o comércio internacional de produtos agropecuários

Redação*

soja exportação_DivulgaçãoAgência de Notícias do ParanáRepresentantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) receberam na última quarta-feira (17/2) a comitiva do secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Agroindústria da Argentina, Ricardo Neri, para estreitar relação entre os dois países. O principal objetivo do encontro foi construir uma agenda conjunta para impulsionar o comércio internacional de produtos agropecuários.

Os ministérios dos dois países concordam que as tratativas com a União Europeia, China e Rússia, além de outros mercados, devem ter prioridade na pauta dos governos. O governo argentino garantiu apoio ao Brasil no grupo de análise de risco sanitário e fitossanitário no âmbito da Junta Interamericana de Agricultura, que engloba todos os países das Américas.

Na reunião, o secretário de Política Agrícola, André Nassar, apontou o interesse do Mapa em estreitar cooperação com a Argentina na área de infraestrutura e logística para o escoamento de produtos agropecuários.

Os visitantes também ressaltaram a relevância da cooperação técnico-científica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), da Argentina.

*Com informações do Mapa

 

Mercado sul-coreano abre as portas para carne suína brasileira

Segundo Mapa, potencial de exportação é de USS 108 milhões

Redação*

porcos-Morguefile-300x221Pela primeira vez, o Brasil poderá embarcar carne suína in natura para a Coreia do Sul. Isso porque, depois de dez anos de negociação, o governo coreano decidiu autorizar a importação da carne produzida em Santa Catarina. Os dois países esperam concluir ainda este ano todas as formalidades da transação comercial para permitir as primeiras exportações.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o potencial de exportação de Santa Catarina para aquele país é de US$ 108 milhões, o que representa 33 mil toneladas do produto.

“A Coreia do Sul é um dos maiores importadores mundiais de carne suína. Hoje, a União Europeia, os Estados Unidos, o Canadá e o Chile são os maiores fornecedores do produto para esse mercado. A produção local da Coreia do Sul está sendo afetada pelos surtos de febre aftosa e de diarreia epidêmica suína (PEDV). O Brasil é o parceiro que poderá oferecer produto saudável e seguro ao consumidor sul-coreano”, diz em nota, Tatiana Palermo, secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.

Ainda segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, a carne suína de Santa Catarina foi escolhida pelas autoridades sanitárias sul-coreanas porque esse é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

*Com informações do Mapa