Mercado de nutrição vegetal cresceu 10% em 2017, estima Abisolo

Avaliação foi feita durante a posse dos novos integrantes dos Conselhos Deliberativo, Consultivo e Fiscal da entidade, na sexta-feira (2), em São Paulo. Clorialdo Levrero assume presidência da entidade

Redação*

Clorialdo Levrero Abiloso. Foto Ricardo HaraO mercado de produtos para nutrição vegetal apresentou crescimento de 10% no ano passado, estimou Cloriovaldo Roberto Levrero (foto), em fala durante sua posse como o novo presidente da Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, em solenidade em São Paulo na sexta-feira, 02, junto com os novos integrantes dos Conselhos Deliberativo, Consultivo e Fiscal da entidade.

“Nossa proposta é, seguindo a expansão registrada pelo mercado nos últimos anos, trabalhar na direção de uma administração mais profissional e técnica, incorporando inclusive novos profissionais, para que a entidade ganhe mais agilidade e eficiência nas suas ações e iniciativas, com vistas a se posicionar melhor no dinâmico agronegócio brasileiro”, resumiu o executivo, informando que os dados definitivos do desempenho do setor em 2017 serão divulgados em breve.

Levrero salientou ainda que a intenção da entidade é auxiliar as empresas na busca constante por inovação, recordando que as indústrias associadas à Abisolo investem aproximadamente 5% de sua receita bruta anual em pesquisa e desenvolvimento. “Devemos explorar todos os subprodutos da agroindústria e da mineração para desenvolver produtos que possam ser levados ao produtor rural, de maneira a melhorar sua produtividade”, observou Levrero. “E sempre tendo como premissa o desenvolvimento de insumos destinados a uma agricultura cada vez mais sustentável econômica, social e ambientalmente”, complementou .

“Todas as empresas do setor de nutrição vegetal, independentemente de segmento, têm como preocupação principal ganhar eficiência e minimizar os impactos ambientais”, reforçou Gustavo Branco, vice-presidente do Conselho Deliberativo da entidade, para quem o Brasil já experimenta um protagonismo mundial no campo da nutrição vegetal, “pois nossos produtos não ficam devendo nada aos que são desenvolvidos em qualquer parte do planeta”.

Levrero destacou ainda que toda a evolução que o segmento de nutrição vegetal tem obtido nos últimos anos se deve também ao trabalho desenvolvido por toda a equipe da Abisolo. A solenidade de posse dos dirigentes da entidade contou com uma palestra do consultor e engenheiro agrônomo, Marcelo Prado.

O evento foi prestigiado ainda pelo secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, que ressaltou a atuação da Abisolo ao longo dos últimos anos. “A entidade é representativa do segmento e bastante atuante na busca por inovações em termos de nutrição vegetal. Nesse sentido, gostaria de reafirmar o compromisso da Secretaria em promover parcerias para o desenvolvimento de políticas públicas de interesse de todos os envolvidos no segmento”, disse o secretário.

* com informações da assessoria da Abisolo.

Foto: Ricardo Hara/Divulgação Abisolo.

Ex-ministro Paolinelli critica falta de recursos para pesquisa agrícola

Segundo chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, parceria com o setor produtivo é fundamental para dar alívio ao caixa do governo  

Abisolo_ronaldoO ex-ministro da Agricultura e atual presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, criticou nesta quinta-feira (06), em evento em Campinas (SP), a diminuição de recursos para pesquisa agrícola no País. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do qual a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é vinculada foi um dos mais atingidos pelo corte do orçamento feito pelo governo federal.

Segundo Paolinelli, o investimento em pesquisa agrícola é fundamental para manutenção da vanguarda tecnológica da agricultura brasileira. “A pesquisa em agricultura tropical é a arma mais potente que temos de competitividade. Temos que definir prioridades e a pesquisa é uma delas”, disse, durante o Fórum da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). “Vamos pagar caro por isso. Cortar dinheiro para pesquisa é a economia mais porca que um país pode fazer”, acentuou Paolinelli.

Também presente ao evento, o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Augusto Boechat Morandi, afirmou que ao longo dos anos a empresa foi “engolida pela burocracia estatal”. Morandi fez questão de ressaltar que o atual presidente da Embrapa, Maurício Lopes, vem garimpando novas oportunidades de financiamento, como, por exemplo, o estabelecimento de parcerias com o setor produtivo.

“Em Jaguariúna, sede da Embrapa Meio Ambiente, 30% do nosso orçamento é fruto de convênios com a iniciativa privada”, revelou Morandi, acrescentando que “é preciso flexibilizar as regras para que este tipo de aliança avance cada vez mais, e assim dê alívio para o caixa do governo”.

Indústria de fertilizantes especiais projeta crescimento de 23% para 2017

De acordo com Abisolo, faturamento bruto será de cerca de R$ 7,1 bilhões

Redação*

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Anderson Ribeiro, diretor de Comunicação Social da Abisolo, durante o VII Fórum Abisolo, em Campinas/SP

A indústria brasileira de fertilizantes especiais projeta, para este ano, um faturamento bruto de aproximadamente R$ 7,1 bilhões, o que representará, caso se confirme, uma expansão de 23% sobre os R$ 5,8 bilhões faturados no ano passado. A projeção foi feita por Anderson Ribeiro, diretor de Comunicação Social da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), durante o VII Fórum Abisolo, em Campinas/SP.

“É importante ressaltar que, do final do ano passado, quando foi feito o levantamento sobre as expectativas dos empresários, para o atual momento, houve uma piora na percepção do mercado em razão de alguns fatores: queda nos preços de soja e milho (quase 20% de redução); certa dúvida com relação ao crédito e incertezas no cenário político”, disse Ribeiro.

Outras questões também foram destacadas pelo diretor – o total de empregos das indústrias de nutrição vegetal foi estimado ano passado em 17.000 postos de trabalho, representando um crescimento de 18%. O levantamento também constatou que o segmento é um dos que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. “A pesquisa mostrou que nossa indústria investe 5% do seu faturamento em P&D, o que equivale a R$ 290 milhões de investimento anual. Há segmentos, como o de fertilizantes orgânicos e organominerais, nos quais a taxa de investimento chega a 6%”, informa Ribeiro.

A pesquisa foi feita com base em informações fornecidas por cerca de 150 empresas, de um total de 459 registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

*Com informações da assessoria de imprensa