Fotógrafo lança projeto de valorização da imagem do homem do campo

Delfim Martins resgata fotos das primeiras edições da revista Informativo Coopercitrus, de 30 anos, e busca encontrar os personagens

Agro 30 anos_II

Há trinta anos um grupo formado pelos jornalistas Allen Dupré e Cristina Rappa e o fotógrafo Delfim Martins compunham a equipe responsável pelo primeiro informativo voltado a produtores cooperados. Sob a iniciativa da Coopercitrus, situada em Bebedouro/SP, e a realização do Escritório Brasileiro de Artes (EBART), a publicação é distribuída até hoje. “Na época (fim de 1986), os informativos empresariais tinham caráter de coluna social. Em pesquisa realizada na ocasião, percebemos que as pessoas tinham grande interesse em saber mais a respeito da empresa, do mercado, de ações realizadas pela companhia etc, e concluímos que isso estava relacionado ao fato de que elas gostavam de fazer parte de um time vencedor”, diz o jornalista Allen Dupré, diretor de Marketing e Comunicação do portal Toda Fruta.

“Então, estruturamos a publicação sob um tripé – o primeiro aspecto era “gente”: histórias de sucesso de cooperados; o segundo era “técnico”: informações que pudessem ser aplicadas no campo; e o terceiro, uma “vitrine”: o que a Cooperativa oferecia em termos de serviços aos associados”, explica Dupré.

“Nossa ideia inicial era fazer um jornalzinho e acabou virando uma revista bem robusta, com o objetivo bem claro de ser um canal de comunicação entre a Cooperativa e seus associados. O informativo ganhou nova cara, outro nome, mas manteve seu foco ao longo desses anos. Hoje, a tiragem é de 24 mil exemplares, distribuídos pelo correio”, conta Agostinho Mario Boggio, gerente do Departamento Técnico Agrícola da Coopercitrus.

“Essa experiência com as reportagens para a revista Informativo Coopercitrus foi a união de duas paixões – o campo e o jornalismo. Coisa do destino. E acabou marcando minha carreira como jornalista do agro”, diz Cristina Rappa, na época repórter e editora-assistente da revista e hoje, editora deste CenárioAgro.

Agro 30 anos

Agro 30 anos_IA efeméride despertou no fotógrafo Delfim Martins a vontade de revisitar as imagens feitas na época e, com isso, o desejo de fazer um novo registro de personagens que compuseram algumas das edições da revista. “A ideia do Agro 30 anos é refotografar essas pessoas e saber como estão 30 anos depois. É contar a história de pessoas que passaram pelas minhas lentes durante o tempo em que estive na revista”, conta Martins. Por meio destes relatos, o fotógrafo pretende também mostrar como o setor se transformou neste período. “Durante este tempo muita coisa mudou – legislação trabalhista, mecanização… quero saber o que aconteceu, que rumo a vida delas tomou”, diz.

“Este trabalho de identificação e localização será o mais difícil, certamente, porque a maioria era mão de obra sazonal. Não havia vínculo empregatício. Era o chamado boia fria”, diz Martins. “Por isso, quanto maior a divulgação dessas imagens e do projeto, maiores as chances de reencontrá-las”, justifica.

Para isso, o fotógrafo tem publicado diariamente em seu perfil no Facebook algumas dessas imagens. “Nesta fase, conto com o apoio de divulgação dos simpatizantes ao projeto e daqueles que trabalham ou moram na região. Até 2020, quero encontrar até 30 dessas pessoas”, anseia.

 

Programa Agro+ é lançado em São Paulo

Estado é o segundo no país a adotar o programa, que tem por objetivo a modernização do agronegócio e o combate à ineficiência gerada pela burocracia

Blairo Maggi_Agro+

Blairo Maggi, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sob a organização da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), reuniram-se em São Paulo na manhã desta segunda-feira (20) o presidente da República, Michel Temer, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, além de senadores, deputados, secretários e representantes do setor, da indústria e também da iniciativa privada para o lançamento da etapa paulista do Agro+, programa que tem por objetivo a modernização do agronegócio para reduzir o custo das atividades do setor e combater a ineficiência gerada pela burocracia. “Com a implantação do Agro+ nos tornaremos ainda mais eficientes porque teremos maior rapidez nas tomadas de decisão; outros estados também vão seguir esse caminho”, disse Blairo Maggi. “Hoje o Brasil tem uma fatia de 7% do mercado global em agronegócio. Temos a meta de, em cinco anos chegarmos a 10%”, completou.

“Tenho certeza de que essas medidas que serão implementadas pelo Agro+ deixarão este setor, que já é campeão, ainda mais eficiente e competente. Aqui em São Paulo, vamos estendê-lo também para psicultura”, disse Geraldo Alckmin. “Lembrando que temos um trabalho permanente de melhoria da logística. A hidrovia Tietê Paraná obteve um recorde no transporte de cargas no último ano, que permitiu que o setor avançasse ainda mais no Estado”, informou.

A expectativa do governo com o programa é ter um ganho de eficiência estimado em R$ 1 bilhão, valor que representa 0,2% do faturamento anual do setor, calculado em cerca de R$ 500 bilhões.

Michel Temer_Agro+

O presidente da República, Michel Temer, no evento de lançamento do Agro+ em São Paulo

“Considero o nome deste programa muito feliz porque mais é o que o agronegócio tem feito pelo Brasil. Estamos implementando-o em nível federal e tenho certeza de que essas 63 medidas desburocratizantes contribuirão com resultados ainda mais espetaculares do setor. Ele deve servir de modelo, inclusive, para outros ministérios. Nós temos compromisso com a modernização e com o crescimento do agronegócio”, disse Michel Temer.

São Paulo é o segundo estado a implementar o programa; o primeiro foi o Rio Grande do Sul. Rondônia está com o lançamento programado para março e o Distrito Federal para maio. Os estados de Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás já demonstraram interesse em adotá-lo.

Agro+

Com foco na redução da burocracia, o Plano Agro+ contém medidas de curto, médio e longo prazos, sob dois eixos – modernização e desburocratização e o Marco Regulatório do Plano de Defesa Agropecuária.

Para tanto, o Mapa acelerou a implementação do Manual de Boas Práticas Regulatórias de Defesa Agropecuária e priorizou as demandas de automação desta área.

Algumas das medidas do Programa são o fim da reinspeção nos portos e carregamentos vindos de unidades com SIF; lançamento do sistema de rótulos e produtos de origem animal; alteração da temperatura de congelamento da carne suína (-18° para -12°C); revisão de regras de certificação fitossanitária; aceite de laudos digitais também em espanhol e inglês; permitir a utilização de containers para armazenamento de produtos lácteos e simplificação de procedimentos da vigilância internacional em portos e aeroportos, sem abrir mão da qualidade e da segurança do serviço.