Estimativa do VBP em 2018 tem queda de 5,2%

Dado é do MAPA, que projetou o valor da produção agropecuária em R$ 515,9 bilhões

Pulverizador 4630O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) projetou nesta 3a feira (13) o valor da produção agropecuária (VBP) de 2018 em R$ 515,9 bilhões. O valor é 5,2% menor do que o registrado em 2017, consolidado em R$ 544,2 bilhões.

No detalhamento por segmentos, o valor das lavouras deve fechar o ano em R$ 346,1 bilhões, 5,7% abaixo do desempenho do ano passado. A estimativa de VBP para a pecuária é de R$ 169,8 bilhões, 4,1% menor do que o consolidado de 2017.

Dos produtos da lavoura, nove vêm seguindo tendência de redução de valor, como arroz, cana-de-açúcar, feijão, milho, laranja e uva, e oito apresentam apresentam aumento de faturamento, entre os quais algodão, batata, cacau, café, soja, tomate e trigo.

Já na produção da pecuária, a queda projetada de 4,1% no faturamento se deve, principalmente, ao pior desempenho do frango, da carne suína, de leite e de ovos. A diminuição do preço de aves já vem acontecendo há mais de dois anos, de acordo com o MAPA.

Entre as regiões, o Centro-Oeste ocupa a liderança do ranking do VBP, seguido de Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Até 2017, o Sul ocupava a primeira colocação. Entre os estados, o melhor desempenho está, até o momento, com o Mato Grosso.

*Com informações da Agência Brasil

Índice de Confiança do Agronegócio encerra 2017 com otimismo

O quarto trimestre do ano fechou em 100,3 pontos

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgaram que o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) fechou o quarto trimestre de 2017 com 100,3 pontos; 1,2 ponto acima em relação ao trimestre anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados com pontuação acima de 100 correspondem a otimismo e abaixo, demonstram baixo grau de confiança.

“Esse resultado sinaliza uma recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre os produtores agrícolas e os fabricantes de insumos. Entre os pecuaristas e as indústrias de forma geral, o nível de desconfiança continuou maior”, disse, em nota, Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro da Fiesp.

Segundo a Fiesp, a queda de 4 pontos na confiança da indústria para 99,3 pontos em relação ao trimestre anterior, não significa necessariamente um esfriamento geral dos ânimos, pois o resultado foi influenciado por segmentos específicos da indústria depois da porteira, como as empresas de trading e logística, atividades nas quais as margens de lucro mantiveram-se bastante pressionadas nos últimos tempos. A maioria dos setores que compõem esse grupo (como os de alimentos e sucroenergético) apresentou maior confiança em relação ao trimestre anterior. Já a indústria antes da porteira (insumos agropecuários) apresentou avanço de 0,4 ponto, para 105,2 pontos no encerramento do 4º trimestre.

Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário, que encerrou o 4º trimestre de 2017 em 101,8 pontos, alta de 8,6 pontos ante o anterior. Mas, esse foi o único período do ano em que o indicador para esse segmento ficou na faixa considerada otimista.

Pelos resultados, há mais entusiasmo entre os produtores agrícolas do que entre os pecuaristas. No primeiro caso, o índice subiu 11,1 pontos, chegando a 104 pontos.

Entre os pecuaristas, a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu 0,9 ponto, fechando o ano em 95,1 pontos. A falta de ânimo em relação aos custos de produção pesou para manter o indicador num patamar abaixo. Outro aspecto no qual houve perda de confiança foram os preços – a queda mais acentuada entre os produtores de leite do que entre os pecuaristas de corte.

*Com informações da assessoria de imprensa da Fiesp

Valor da produção agropecuária de 2018 é de R$ 516,6 bilhões, estima Conab

Montante representa uma queda de 4,9% em relação ao ano passado

Redação*

foto - Adriano Kirihara - Pulsar Imagens

foto – Adriano Kirihara – Pulsar Imagens

516,6 bilhões de reais. Esta é a primeira estimativa de 2018 da Conab, divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para o valor bruto da produção agropecuária (VBP). O valor representa uma queda de 4,9% em relação a 2017. De acordo com o relatório, as lavouras apresentam redução de 6,2% e a pecuária, de 2,3%.

Segundo o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA), José Garcia Gasques, parte dessa diferença entre as estimativas deve-se ao fato de o ano passado ter sido excepcional, tendo obtido o maior valor desde o início da série de informações. Outro aspecto, é o fato de janeiro ser quase o início da safra do ano, e portanto, com informações ainda incompletas.

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 15% no valor, batata inglesa (11,1%), cacau (44,5%), café (5,8%), tomate (36,1%) e trigo (49%). Na pecuária, destaca-se carne bovina com desempenho positivo, depois de registrar durante o ano passado preços em baixa.

O grupo de produtos com redução do valor da produção inclui o amendoim (-7,1%), arroz (-16,4%), banana (-13,1%), cana-de-açúcar (-13,2%), feijão (-22,4%), laranja (-29,4%), milho (-13%) e uva (-24,8%). Entre esse grupo, cana, laranja, e milho tiveram em 2017 resultados excepcionais, que não estão se repetindo. Como são produtos que têm participação expressiva no VBP, explica Gasques, a redução do valor afeta os resultados deste ano.

Na pecuária, os resultados de suínos, frango, leite e ovos também são inferiores aos de 2017. Para esses, os preços mais baixos no período têm contribuído para um VBP mais baixo.

*Com informações do Mapa