Irrigação inteligente economiza água e não desperdiça

Por Cristiano Jannuzzi*

irrigação_gotejamentoRecentemente uma discussão está bastante presente no agronegócio: o uso de água para a irrigação na agricultura. Algumas manifestações nos últimos dias, questionaram a utilização desta tecnologia como prejudicial à economia de água, mas a verdade é que nem sempre a irrigação deve ser vista como vilã do meio ambiente.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), estima-se que em 2050 seremos cerca de 9,5 milhões de pessoas no mundo. Assim, há necessidade de elevar a produção de alimentos em 70%. Para isso, o setor produtivo depende de tecnologias que entreguem resultados e colaborem com a preservação dos recursos naturais, ajudando o produtor cumprir esta meta e alimentar o mundo.

A irrigação inteligente, sistema que leva água direto na raiz da planta, garante incremento de produtividade, economia de água e energia elétrica. Por meio de tubos gotejadores que levam água, nutrientes e químicos diretamente na raiz da planta, o sistema auxilia no desenvolvimento pleno de cada um dos cultivos. Quando aplicada na área de absorção, o aumento de produtividade chega a 100% e a economia de água pode chegar a 60%, colaborando para que o produtor não comete eventuais desperdícios.

Além de potencializar o uso da água, na irrigação por gotejamento a economia de energia pode chegar a 60% quando comparado aos demais sistemas de irrigação. Também comparando a outros sistemas, na estação seca, por exemplo, o consumo de água por meio da irrigação por aspersão pode alcançar 600 mm a depender da cultura. Por sua vez, a irrigação por gotejamento consome em torno de 400 mm e transporta a água e nutrientes, através do sistema de nutrirrigação, diretamente no sistema radicular das plantas, assegurando maior retorno em produtividade e qualidade dos cultivos.

A solução de irrigação gota a gota, por sua eficiência, permite ainda irrigar uma área maior com a mesma quantidade de água disponível em relação aos demais métodos de irrigação. Os resultados comprovam que a irrigação é um método eficiente e sustentável de produção. Quando projetado corretamente, com a orientação adequada para cada propriedade, a irrigação subterrânea se torna aliada na luta pela agricultura sustentável.

Mas, há quem diga que essa tecnologia de irrigação subterrânea é muito cara, sem ao menos considerar o custo-benefício. Uma vez que esse investimento é feito no cultivo de grãos, o payback acontece entre quatro e seis safras e o projeto dura mais de 15 anos. Ou seja, em média, garante 12 anos de economias e produtividade acima da média.

Tecnologias como a irrigação inteligente, vieram para auxiliar em safras mais produtivas.

*gerente agronômico da Netafim Brasil

WWF lança plataforma de risco hídrico no Brasil

Gratuita e completamente digital, ferramenta já foi utilizada por mais de 1500 organizações de 32 setores da indústria

WWF_lançamento WRFA WWF, em parceria com a instituição alemã de desenvolvimento financeiro KfW/DEG, reuniu nesta 3a feira (21) em São Paulo, parceiros, empresas de diversos setores da economia e a imprensa para anunciar o lançamento de uma ferramenta de risco hídrico (Water Risk Filter em inglês – WRF). Criada e desenvolvida desde 2009, a plataforma foi oficialmente lançada pela organização em 2012, mas somente agora ganha uma versão brasileira.

“A água tem sido questão central em diversas discussões e também na estratégia de desenvolvimento de projetos no país. Podemos falar aqui de escassez no Nordeste, em São Paulo, mais recentemente em Brasília; do caso de poluição no Rio Doce ou ainda da guerra pelo uso da água, em Correntina, na Bahia”, disse Maurício Voivodic, diretor-executivo da WWF-Brasil. “Precisamos enxergar a água não só como uma questão ambiental, mas também de oportunidade para diversos interesses e objetivos”, completou.

“As exportações brasileiras vêm caindo nos últimos cinco anos. E a causa está diretamente ligada aos recursos hídricos. São US$ 126 bilhões que estão em risco”, disse Alexis Morgan, líder global da WWF. “É preciso pensar nisso”, refletiu.

Gratuita e completamente digital, a ferramenta já foi utilizada por mais de 1500 organizações de 32 setores da indústria. Para o desenvolvimento da plataforma no Brasil, a WWF contou com informações oriundas de Universidades e de instituições de pesquisa e também da Agência Nacional de Águas (ANA), com foco em qualidade, quantidade e uso da água. De acordo com a organização, foi realizado ainda um amplo levantamento sobre a governança das principais bacias hidrográficas do Brasil. “Os riscos avaliados pela ferramenta são em níveis físico, reputacional e regulatório. É possível emitir relatórios específicos ou ainda ter acesso ao de outras empresas do setor em que atua”, explicou Bernardo Oliveira, analista de conservação da WWF. “Com isso, você consegue ver o que estão fazendo para mitigar suas ações e fazer uma análise comparativa entre elas”, disse.

“Além de avaliar o risco hídrico e de explorar opções de mitigação, com a ferramenta temos uma visão mais integrada das bacias hidrográficas; podemos envolver outros atores e dimensionar o impacto das ações dentro do contexto em que determinada empresa atua”, disse Oliveira.

Na ferramenta são considerados mais de 100 indicadores de risco. A partir do cruzamento destes dados, a WRF mostra uma visão detalhada dos riscos hídricos de cada região com foco no setor em que a organização está inserida.

Para ter acesso à ferramenta, acesse http://waterriskfilter.panda.org/pt/Maps

 

Prêmio Serviço Florestal Brasileiro abre as inscrições

Interessados devem se inscrever até 1º de dezembro

Redação*

logo Premio_SFBEstão abertas as inscrições para o V Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em estudos de Economia e Mercado Florestal. Nesta edição, serão concedidos R$ 53 mil para os três melhores trabalhos inscritos nas categorias Graduando e Profissionais. O Prêmio tem como objetivo incentivar estudos que evidenciem o valor das florestas e suas diversas interfaces com a economia.

Podem concorrer trabalhos individuais ou em grupo sobre mercado florestal, concessões, sistema tributário, florestas plantadas, PIB Verde, comércio internacional, Código Florestal e outros temas relacionados.

A edição este ano concederá uma menção honrosa para os trabalhos das categorias Graduando e Profissional que abordarem o subtema “Água e Floresta”.

As inscrições podem ser feitas até 1/12/17.

Para outras informações, ligue para (61) 3412-6124 ou escreva para premio.sfb-mma@fazenda.gov.br

Para ter acesso ao regulamento e se inscrever, clique aqui.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente