Exportações do agronegócio crescem 23,7% em setembro

Embarques brasileiros somaram US$ 8,56 bilhões

Redação*

soja exportação_DivulgaçãoAgência de Notícias do ParanáDe acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura (Mapa), as exportações brasileiras do agronegócio aumentaram 23,7% em setembro em relação ao mesmo mês de 2016. Os embarques somaram US$ 8,56 bilhões, ante US$ 6,92 bilhões de setembro do ano passado. Com importações de US$ 1,14 bilhão, o setor teve superávit de US$ 7,42 bilhões. O agro representou 45,8% das exportações totais brasileiras no mês passado.

O crescimento de US$ 1,64 bilhão nas vendas externas foi puxado pelo complexo soja (US$ 938,74 milhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 436,17 milhões), produtos florestais (US$ 158,72 milhões), fibras e produtos têxteis (US$ 55,50 milhões) e carnes (US$ 42,50 milhões).

As vendas externas do complexo soja, de carnes, do setor sucroalcooleiro, de produtos florestais e de cereais, farinhas e preparações totalizaram US$ 6,76 bilhões.

A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,83 bilhões. Em função do aumento das vendas de soja em grãos do Brasil houve aumento de 40,6% em exportações para a região, de modo que sua participação aumentou para 44,8% do total.

Entre os países, o principal importador do agro brasileiro é a China. A soja em grãos contribui para a manutenção daquele mercado como principal destino do agronegócio do Brasil, com US$ 1,85 bilhão em aquisições, dos quais US$ 1,31 bilhão foi apenas para a soja. Tal valor representou crescimento de 272,1%, de modo que a participação chinesa passou de 12,2% para 21,6% no período.

*Com informações do Mapa

Mercado asiático pode trazer US$ 2 bilhões ao Brasil

Estimativa foi apresentada pelo Mapa após missão ao continente

Redação*

Divulgação PhibroEm coletiva de imprensa realizada hoje (27), em Brasília, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que a sua missão à Ásia poderá render negócios de US$ 1,5 bi a 2 bilhões para o Brasil, entre novos mercados e investimentos. “Esta é uma expectativa. O governo estimula o setor e cria regras. Mas quem faz é a iniciativa privada”, disse.

Durante 25 dias, o ministro viajou com uma equipe do Mapa e representantes de cerca de 40 empresas e entidades do agronegócio. Foram visitados sete países – China, Índia, Vietnã, Coreia do Sul, Myanmar, Tailândia e Malásia. Nas rodadas de negócios, cerca de 500 empresários dos sete países conversaram com os brasileiros. A missão faz parte da estratégia de elevar de 7% para 10% a participação do Brasil no comércio agrícola mundial.

Resultados

No Vietnã, o mercado para as carnes suína, bovina e de frango foi reaberto. Técnicos do país virão ao Brasil para inspecionar frigoríficos. O Mapa também iniciou as negociações para a venda de produtos lácteos a este mercado.

Na Malásia, houve ampliação do mercado de carne de aves. Técnicos do país também virão ao Brasil para fazer inspeção em frigoríficos. Mapa deu início às negociações para a exportação de bovinos vivos, carne bovina e material genético bovino (embrião e sêmen).

Na Índia, os empresários brasileiros negociaram a venda de vários produtos, como madeira, couro e pescados. Foi firmada uma parceria entre a Embrapa e a empresa UPL para o desenvolvimento de pesquisas com leguminosas de grãos, como lentilha.

Na Tailândia, foram abertas negociações para a venda de carne bovina e farinha para ração.

Na Coreia do Sul, o Mapa finalizou a penúltima fase de habilitação da carne suína de Santa Catarina para exportação.

Na China, os empresários brasileiros negociaram a venda de diversos produtos como grãos, carnes, pescados, frutas, café e açúcar.

Myanmar reabriu as licenças de importação para produtos como carnes, frutas e grãos.

O ministro destacou ainda o potencial do mercado asiático para o consumo de alimentos. “Em 2030, o continente terá uma classe média de 3,2 bilhões de pessoas”. De acordo com Maggi, o Brasil é parceiro estratégico para garantir a segurança alimentar na Ásia, assim como essa região é estratégica para ampliar a participação do agronegócio brasileiro no mercado mundial.

*Com informações do Mapa