Abertas inscrições para curso de mestrado em café na Itália

Serão oferecidas bolsas de estudo integral e parcial; interessados devem enviar currículo até 15 de junho

Redação*

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Alunos da turma 2017

Estão abertas as inscrições para o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café 2018, ministrado em Trieste, na Itália. Direcionado a profissionais graduados em Economia, Administração, Engenharia Agronômica ou Ciências, o curso tem como objetivo oferecer formação multidisciplinar sobre o mundo do café, englobando todo o ciclo produtivo desde o seu cultivo até os serviços de alimentação, incluindo logística e processo de industrialização.

Serão concedidas bolsas parciais e uma integral. Os interessados devem enviar email para pensa@pensa.org.br, com currículo resumido em até três páginas e carta de apresentação (apontando o interesse e a motivação em realizar o curso), ambos em inglês, até 15 de junho. Bom desempenho acadêmico, envolvimento com atividades cafeeiras e fluência na língua inglesa são diferenciais.

As inscrições para alunos pagantes vão até 1° de outubro e devem ser feitas diretamente na Fundação Ernesto Illy.

O curso é resultado de uma parceria entre a Fundação Ernesto Illy, Università del Caffè da illycaffè, Universidade de Trieste, Universidade de Udine, International Superior School of Advanced Studies of Trieste, Association of Molecular Biomedicine e o District of Coffee de Trieste

Para outras informações, ligue para (11) 3818-4005 ou escreva para master@illy.com

 

Inovações na cafeicultura são tema de evento no Pensa/USP

Foram apresentados também 10 estudos de caso realizados em propriedades de MG e ES em 2016

cafe-verdeillycaffè e Università Del Caffè Brazil em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo, realizaram na manhã desta quinta-feira (16) o seminário “Fazendo mais e melhor: inovações no agronegócio café”.

Falando sobre possibilidades de criação de valor por meio de inovações, Andrea Illy, presidente da illycaffè, abriu o ciclo de palestras. “Para que a inovação crie valores, ela deve ser vista como uma fórmula financeira”, disse. “Trabalhar com inovação é também estar ciente dos riscos tecnológicos, comerciais, de propriedade intelectual, legais, de segurança e saúde etc”, completou.

O empresário falou também sobre as inovações na agricultura com o uso de novos produtos, tecnologias e o surgimento de novos mercados para produtos de valor agregado. “Estamos num momento bom para investir. O consumo de café no mundo está crescendo; estamos numa fase de recuperação da economia global e o fenômeno da globalização vem cessando”, disse. “Precisamos investir não só em melhorias de gestão, mas em tecnologias que nos ajudem a tornar a atividade, de fato, sustentável”.

“A importância da inovação está diretamente ligada à redução de recursos disponíveis no mundo”, disse o Prof. Dr. Decio Zylbersztajn, professor da FEA/USP e fundador do Centro de Conhecimento em Agronegócio (PENSA/FIA). “Os drivers da inovação estão conectados também a outras percepções que não o preço – de mercado, à sensibilidade do inovador, que é uma competência única que não se consegue replicar em outro lugar”.

Na sequência, o professor falou sobre coinovação, em que há interação do adotante da tecnologia ou da estratégia de gestão com Universidades, especialistas etc. “Além disso, o perfil da assistência técnica mudou muito. Tanto a iniciativa privada quanto cooperativas oferecem pacotes tecnológicos completos para o produtor”, disse.

“Não podemos nos esquecer também do que chamamos de microinovação, que nada mais é do que rotinas; de pequenas mudanças que o produtor faz em sua propriedade, mas que representam muito no custo total de sua produção”, lembrou o professor. “E, por fim, podemos citar inovações do sistema agroindustrial como a produção de insumos, processamento, novos sistemas de distribuição e tudo o que envolve esta cadeia”.

A seguir, foram apresentados estudos de caso realizados em propriedades de café do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro, de Matas de Minas e do Espírito Santo, em 2016, pelos Profs. Drs. Samuel Ribeiro Giordano e Christiane Leles Rezende De Vita, da Unoversità Del Caffè Brazil.

 

Importação de café conilon é aprovada

Medida é válida pelo período de quatro meses e para um volume total de 1 milhão de sacas

Redação*

cafe-verdeFoi aprovada ontem (15) por unanimidade a redução de 10% para 2% do imposto de importação para o café conilon (robusta). A medida autorizada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) se aplica à cota de até 1 milhão de sacas de 60 Kg (ou 250 mil sacas mensais), entre fevereiro e maio de 2017.

O Gecex aprovou a aplicação da alíquota máxima de 35% a toda importação de café verde . Anteriormente, a alíquota para importação de qualquer tipo de café era de 10%. O próximo passo é a publicação das medidas de mitigação de risco fitossanitário do café importado do Vietnã, resultado da Análise de Risco de Pragas (ARP) elaborada pelo Ministério. O Vietnã é o maior produtor de conilon, seguido pelo Brasil.

A redução do imposto de importação do café foi solicitada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) verificar estoques reduzidos de café conilon no Espírito Santo, Rondônia e Sul da Bahia, entre 1,5 milhão a 1,7 milhão de sacas, insuficientes para atender a necessidade da indústria de café solúvel.

*Com informações do Mapa