Associação quer incentivar o uso de algodão na indústria têxtil

Com realização da ABRAPA e apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Bayer, campanha “Sou de Algodão” tem como meta o consumidor final

algodaochapadao-300x200Para incentivar o uso do algodão na indústria têxtil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA) lançou a Campanha “Sou de Algodão”, cujo plano de ação quer conscientizar a cadeia e os consumidores dos benefícios da matéria-prima. “O algodão tem a vantagem da maciez, do conforto, do sentir-se abraçado”, diz Arlindo Moura, presidente da ABRAPA. “Sem falar na saúde. Na moda íntima, infantil, cama, mesa e banho, o algodão é muito valorizado porque não tem os riscos do tecido sintético”, completa Moura.

A ideia da campanha surgiu após uma pesquisa realizada pela consultoria Markestrat, em 2015, com a indústria têxtil, o comércio e o consumidor final. “Percebemos que o algodão foi perdendo espaço para o sintético ao longo dos anos. Além de ser mais barato, acredito que também houve falha da cadeia como um todo na comunicação das vantagens e dos benefícios em usar o algodão, tanto para a indústria como para o consumidor”, diz o presidente da ABRAPA.

De acordo com a pesquisa da Markestrat, 83% do vestuário infantil é de algodão, 64% do masculino, 86% refere-se a cama, mesa e banho, 21%, da moda feminina e 11% para a linha esportiva. O estudo aponta também que 54% do vestuário, do comércio formal, é composto de algodão. “Embora as mulheres comprem peças de algodão para a casa e a família, elas são as que menos consomem”, diz Moura. “Nosso objetivo com essa campanha é que o uso do algodão aumente em 10%, passando para 64%”.

Para atingir essa meta, a campanha conta com ações durante o São Paulo Fashion Week, a produção de uma coleção exclusiva, informativos, workshops, parceria com estilistas e programas com Universidades de moda. “O objetivo desta segunda fase da campanha é chegar ao consumidor final”, diz Moura. “Os resultados virão a longo prazo. Faremos uma nova pesquisa em 2018; com três anos, já teremos uma noção se o movimento está surtindo efeito”, acredita.

Cotonicultura

De acordo com a ABRAPA, a produção de algodão no Brasil na última safra (2015/2016) foi de 1,250 milhão de toneladas. “Para a próxima, que começa a ser colhida agora, teremos uma área 4% menor com a matéria-prima, porém uma produção 20% superior”, diz Moura. “Isso se deve ao clima favorável, o que não ocorreu na última safra, por conta do El Niño. A nossa expectativa é de que tenhamos uma produção de 1,6 milhão de tonelada. E para 2017/2018, acreditamos em um incremento de 17%”, anseia.

De toda produção brasileira, 60% destina-se à exportação, o restante ao consumo interno.

 

Fundecitrus lança campanha de controle do greening

Identificada em 2004 no Brasil, a doença já causou a erradicação de 100 mil hectares e a eliminação de 46 milhões de plantas

unidos contra o greeningSob o mote “Unidos contra o greening”, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) iniciou uma campanha de conscientização dos diferentes elos da cadeia citrícola e também da sociedade em geral a respeito dos impactos da pior doença do citros. “O controle do greening exige uma ação conjunta. Boa parte das doenças do campo, o produtor consegue controlar bem, com o psilídeo (inseto transmissor da bactéria que causa a doença), a dificuldade é muito maior porque ele tem a capacidade de se locomover”, explica Ivaldo Sala, engenheiro agrônomo, do Fundecitrus.

Identificada em 2004 no parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais, a doença já causou a erradicação de 100 mil hectares e a eliminação de 46 milhões de plantas. “O greening não tem cura. Por meio desta ação, queremos reforçar junto aos produtores, técnicos e profissionais, além da população urbana, a importância do manejo de árvores sadias, da erradicação das contaminadas e do controle do psilídeo”, diz Sala.

A campanha, que conta com a divulgação de um vídeo e também a distribuição de um adesivo com os dizeres “Unidos contra o greening”, tem base educativa. “Queremos mobilizar e envolver os 349 municípios citrícolas com esta ação”, finaliza.

Inseto

O psilídeo Diaphorina citri é o inseto transmissor da bactéria que causa o greening. Vive em plantas de citros – laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limas ácidas. As árvores de pomares abandonados, orgânicos e de quintais na área urbana e rural, que não recebem aplicações para o controle da doença, são importantes criadouros do psilídeo e da bactéria do greening.

De acordo com o Fundecitrus, as pessoas devem ficar atentas a fatores como o amarelecimento de ramos e a queda de folhas e frutos.

CFMV lança campanha nacional em favor do bem-estar animal

Ação foi apresentada durante o IV Congresso Nacional de Bioética e Bem-Estar Animal, em Porto Alegre/RS

Cartaz_campanha bemestar animalDesde 19 de abril uma peça de 30 segundos a respeito do bem-estar animal é exibida em canais fechados na TV. A Campanha, de âmbito nacional, é promovida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), e envolve também podcasts com médicos veterinários e zootecnistas; distribuição de folders informativos;  exibição do vídeo em redes de cinema de todo o Brasil; posts e avatar para o Facebook; cartazes em instituições de ensino; anúncios em revistas; além de um quiz digital com perguntas para testar o conhecimento sobre o assunto. “Tanto o rico quanto o pobre conhecem animais selvagens, possuem animais de companhia e se alimentam de proteína animal. Esta é uma campanha que tem como objetivo uma convivência mais harmônica entre seres humanos e a natureza”, diz Benedito Fortes de Arruda, presidente do CFMV.

Lançada em 18 de abril durante o IV Congresso Nacional de Bioética e Bem-Estar Animal, realizado de 18 a 20 de abril em Porto Alegre/RS, a ação, além de informar e conscientizar a população sobre o tema, destaca que os médicos veterinários e os zootecnistas são os grandes aliados da população na busca por um bem-estar único, que agrega a qualidade de vida humana e animal e a preservação do meio ambiente. “Essa integração pode e deve acontecer em qualquer setor que envolva os animais – seja na produção de carne suína ou de bovinos e na produção de ovos, por exemplo, que deve estar atento à questão da liberdade animal como também em relação à possibilidade do animal doméstico de expressar seu comportamento natural”, diz Arruda. “Não se deve pintar um cachorro de verde, dar pão ou bolo, fazer qualquer tipo de intervenção em suas cordas vocais para impedir seu latido. Neste sentido, a campanha vem para levar conhecimento técnico-científico, para esclarecer questões ligadas às cinco liberdades”, completa.

As cinco liberdades, conceito desenvolvido nos anos 1990 pelo Conselho do Bem-Estar de Animais de Produção do Reino Unido, englobam os principais aspectos que influenciam a qualidade de vida dos animais como alimentação, espaço, comportamento natural, cuidados com saúde e ambiente livre de estresse. “Esta é uma tônica mundial. Cada vez mais se reconhece a importância de pensar alternativas que minimizem a dor e o sofrimento dos animais e nossa campanha vem ao encontro disso”, finaliza o presidente do CFMV.

Assista ao vídeo da Campanha aqui.