Exportações de carne suína tem aumento de 17,6% nos nove primeiros meses deste ano

Foram embarcadas 530,8 mil toneladas que totalizaram US$ 1,248 bilhão em receita

Redação*

porcos-morguefile-300x221De acordo com boletim divulgado na última quarta-feira (11) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne suína foram 17,6% maior em 2017, em comparação aos primeiros nove meses de 2016. As vendas realizadas de janeiro a setembro totalizaram US$ 1,248 bilhão. No mesmo período do ano passado, foram obtidos US$ 1,061 bilhão.

Segundo a ABPA, os volumes embarcados de janeiro a setembro chegaram a 530,8 mil toneladas, número 3,8% menor que o obtido no ano anterior, com 551,9 mil toneladas.

Principal importadora de carne suína do Brasil, a Rússia foi destino de 210,3 mil toneladas de janeiro a setembro, desempenho 11,7% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, Hong Kong importou 112,2 mil toneladas, volume 10,8% inferior em relação ao ano passado (125,9 mil toneladas).

Dentre os importadores das Américas, a Argentina foi o destino de 23,5 mil toneladas, volume 48,7% maior que o registrado no ano anterior (15,8 mil toneladas). Para Angola, maior importadora entre os países da África, foram embarcadas 23,2 mil toneladas, volume 14% superior a 2016.

O documento traz também que a carne suína com osso, cujo mercado foi recém-aberto para as exportações de estados livres de aftosa com vacinação, teve como destaque Singapura, que registrou um aumento de 2,3% nas importações em 2017, com um volume de 24,9 mil toneladas.

*Com informações da assessoria da ABPA

 

Exportações de frango ultrapassam 400 mil toneladas em agosto

Volume é 14,6% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado

Redação*

frangoII_MorguefileAs exportações brasileiras de carne de frango atingiram 416,8 mil toneladas em agosto. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que anunciou durante cerimônia de abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), que o resultado supera em 14,6% o volume embarcado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a ABPA, o saldo das vendas gerou receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016. No acumulado do ano (de janeiro a agosto), a receita dos embarques alcançou US$ 4,887 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período. Em volume, no entanto, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016.

“O mês de agosto marca a superação de um cenário difícil vivido no segundo trimestre. Esperamos números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016”, disse em nota, Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

A Associação também diculgou que as vendas de carne suína in natura alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4% superior ao registrado em agosto de 2016. Em receita, o resultado foi 2,4% superior, alcançando US$ 143 milhões. No ano, a receita de exportações chegou a US$ 1,006 bilhão. Já em volume, houve retração de 2,3%, com 401,3 mil toneladas.

*Com informações da ABPA

 

Brasil tem queda na exportação de frango, mas apresenta aumento de quase 6% em receita

Dado é da ABPA para o primeiro semestre deste ano; ainda de acordo com Associação, exportações de carne suína obtiveram crescimento de 28,5%

Da esquerda para direita - Ricardo Santim, Francisco Turra e Rui Vargas, da ABPA

Da esquerda para direita – Ricardo Santim, Francisco Turra e Rui Vargas, da ABPA

Após quatro meses da divulgação da Operação Carne Fraca, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresenta os resultados do primeiro semestre de produção e de mercado de carnes de frango e suína referentes ao primeiro semestre de 2017. “Não podemos negar que perdemos credibilidade em alguns países e que os importadores trabalham com muito mais cuidado em relação à carne brasileira. Mas, apesar disso, os impactos na participação do Brasil no mercado internacional foram mínimos”, disse Francisco Turra, presidente da ABPA, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (11), na sede da entidade, em São Paulo.

De acordo com a Associação, o volume de carne de frango exportado neste período obteve queda de 6,4%. Apesar disso, a receita apresentou um crescimento de 5,9%. Em relação à carne suína, as exportações brasileiras registraram um crescimento de 28,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. “Isso se explica porque as produções globais crescem menos do que a exportação”, explica Ricardo Santim, vice-presidente e diretor de Mercados da ABPA. “A incidência de Influência Aviária em 22 países exportadores também foi determinante para a melhora no preço internacional do setor”, completa Turra.

A expectativa da ABPA é de que para o segundo semestre deste ano haja um crescimento de 1%, em volume, tanto para carne de frango quanto para carne suína. “Não prevemos queda. Esperamos que haja abertura de mercados da Coreia do Sul e do México. Só no ano passado, o México importou mais de 1 milhão de toneladas de carne suína. Este é um mercado muito ambicionado por nós”, disse Turra.

“Conseguimos demonstrar para os países importadores que temos capacidade de desenvolver medidas de correção e de prevenção de problemas para o setor”, disse Rui Vargas, vice-presidente e diretor técnico da ABPA. “Estamos satisfeitos com a postura adotada pelo Ministério da Agricultura diante da Operação Carne Fraca”, acrescentou.