Exportações de frango ultrapassam 400 mil toneladas em agosto

Volume é 14,6% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado

Redação*

frangoII_MorguefileAs exportações brasileiras de carne de frango atingiram 416,8 mil toneladas em agosto. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que anunciou durante cerimônia de abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), que o resultado supera em 14,6% o volume embarcado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a ABPA, o saldo das vendas gerou receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016. No acumulado do ano (de janeiro a agosto), a receita dos embarques alcançou US$ 4,887 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período. Em volume, no entanto, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016.

“O mês de agosto marca a superação de um cenário difícil vivido no segundo trimestre. Esperamos números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016”, disse em nota, Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

A Associação também diculgou que as vendas de carne suína in natura alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4% superior ao registrado em agosto de 2016. Em receita, o resultado foi 2,4% superior, alcançando US$ 143 milhões. No ano, a receita de exportações chegou a US$ 1,006 bilhão. Já em volume, houve retração de 2,3%, com 401,3 mil toneladas.

*Com informações da ABPA

 

Brasil tem queda na exportação de frango, mas apresenta aumento de quase 6% em receita

Dado é da ABPA para o primeiro semestre deste ano; ainda de acordo com Associação, exportações de carne suína obtiveram crescimento de 28,5%

Da esquerda para direita - Ricardo Santim, Francisco Turra e Rui Vargas, da ABPA

Da esquerda para direita – Ricardo Santim, Francisco Turra e Rui Vargas, da ABPA

Após quatro meses da divulgação da Operação Carne Fraca, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresenta os resultados do primeiro semestre de produção e de mercado de carnes de frango e suína referentes ao primeiro semestre de 2017. “Não podemos negar que perdemos credibilidade em alguns países e que os importadores trabalham com muito mais cuidado em relação à carne brasileira. Mas, apesar disso, os impactos na participação do Brasil no mercado internacional foram mínimos”, disse Francisco Turra, presidente da ABPA, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (11), na sede da entidade, em São Paulo.

De acordo com a Associação, o volume de carne de frango exportado neste período obteve queda de 6,4%. Apesar disso, a receita apresentou um crescimento de 5,9%. Em relação à carne suína, as exportações brasileiras registraram um crescimento de 28,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. “Isso se explica porque as produções globais crescem menos do que a exportação”, explica Ricardo Santim, vice-presidente e diretor de Mercados da ABPA. “A incidência de Influência Aviária em 22 países exportadores também foi determinante para a melhora no preço internacional do setor”, completa Turra.

A expectativa da ABPA é de que para o segundo semestre deste ano haja um crescimento de 1%, em volume, tanto para carne de frango quanto para carne suína. “Não prevemos queda. Esperamos que haja abertura de mercados da Coreia do Sul e do México. Só no ano passado, o México importou mais de 1 milhão de toneladas de carne suína. Este é um mercado muito ambicionado por nós”, disse Turra.

“Conseguimos demonstrar para os países importadores que temos capacidade de desenvolver medidas de correção e de prevenção de problemas para o setor”, disse Rui Vargas, vice-presidente e diretor técnico da ABPA. “Estamos satisfeitos com a postura adotada pelo Ministério da Agricultura diante da Operação Carne Fraca”, acrescentou.

Campanha quer estimular o consumo de carne suína no Brasil

Idealizada pela Cooperativa Frimesa, do sudoeste paranaense, ação conta com o lançamento de um portal com informações sobre consumo, preparo e segurança alimentar

Conversamos com Valter Vanzella, presidente da Frimesa, a respeito de consumo de carne suína no Brasil e no mundo e também sobre a iniciativa que lançaram em outubro deste ano. Confira!

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Valter Vanzella, presidente da Frimesa

1 – Por que motivo a carne suína é tão pouco consumida aqui no Brasil em relação aos outros países do mundo?

A carne suína é a mais consumida no mundo e, no Brasil, encontra cada vez mais espaço para crescer. Temos o desafio junto à cadeia produtiva de desmistificar e valorizar o alimento ainda visto de forma errônea, como gorduroso e prejudicial à saúde. Diante de uma realidade bem diferente, de uma carne indicada por especialistas como excelente fonte de proteína e dependendo do corte com menos gordura que a de frango e boi, é preciso levar informação.
Em países da Europa como Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Holanda e Suécia, as características da carne suína são muito apreciadas. Lá, a carne suína lidera a preferência com um consumo per capita de quase 40 quilos habitante/ano. Áustria é a recordista europeia, onde o consumo chega a 53 kg e na China o consumo chega a 38 kg ao ano. Esses dados são divulgados pela FAO, órgão vinculado a ONU, que aponta que a carne suína em todo mundo fica com quase 40% do mercado, à frente das demais carnes.
No Brasil, o consumo vem crescendo ano a ano. O ano de 2016 deve fechar com consumo per capita acima dos 15,1 quilos, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior.

2 – Quais os benefícios de seu consumo?

Filé mignon, alcatra e até mesmo o coxão mole suínos são classificados como cortes magros. Isso porque a gordura é extramuscular. Na carne suína, muitos cortes possuem uma capa externa, enquanto a gordura de outras fontes de proteína animal apresenta-se de forma intramuscular – interna e não visível. Assim sendo, se o consumidor optar por ingerir uma carne sem gordura, basta retirar esta capa.
Os benefícios podem surpreender os consumidores. No caso do complexo B, os nutrientes essenciais ajudam a converter os alimentos em combustível, o que permite ficar energizado durante todo o dia.
A carne suína é a principal fonte animal de tiamina (vitamina B1) e quando comparada às carnes bovina e de frango, pode conter até 10 vezes a mais da vitamina. A cada 100g, por exemplo, pode se alcançar 20% da recomendação diária.
Um bife de carne suína é fonte de um importante mineral, o potássio, que regula os níveis de sódio e auxilia pessoas que sofrem com pressão alta. O zinco é importante para fortalecer as defesas do corpo. Encontramos ainda na carne suína – ferro, cálcio, cálcio e fósforo.
É saudável: Cortes como lombo, coxão mole e filé mignon possuem menor gordura e colesterol que peito de frango. Além de ser rica em proteína, é fonte de vitaminas do complexo B, ferro, zinco, potássio e sódio;
É saborosa e suculenta podendo ser assada, cozida, grelhada ou frita;
É Segura: A produção de suínos é tecnificada e os produtores devem seguir programas rígidos desde a alimentação do rebanho, instalações que priorizam o bem-estar animal, genética e sustentabilidade.
É versátil: São 60 tipos de cortes que permitem infinitas formas de preparo nas refeições diárias. Picanha, alcatra, lombo, carré, sobrepaleta, entre outros aceitam todo tipo de ingrediente ou de condimento e as mais variadas guarnições.

3 – Há alguma restrição em relação ao consumo?

Antigamente, muitas décadas atrás, a regra geral era criar os animais em situações precárias de saneamento, alimentando-os com restos de comida, que muitas vezes já estava contaminada. Por isso, poderiam ocorrer casos de cisticercose. Hoje, a carne suína é produzida em criadouros com tecnologia, estrutura, higiene e segurança. Existem cooperativas qualificadas, que alimentam os animais somente com ração, passam por um controle rigoroso de vigilância sanitária e tudo é atestado por laudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Afirmações como “grávidas não devem comer carne suína”, ou “os judeus devem ter um motivo para não comê-la” acabam por espalhar alguns mitos sobre o alimento.
Considerá-la uma carne perigosa, por exemplo, é uma das afirmações que, segundo o nutricionista José Dorea, professor da Universidade de Brasília (UnB), já não faz sentido há pelo menos uns 100 anos. Segundo o especialista, o medo de adquirir uma doença depois de comer carne suína nasceu porque, no passado, os animais eram criados no entorno das casas, sem qualquer condição de higiene ou saneamento. Uma realidade bastante diferente da que se vive atualmente.

4 – Que tipos de ações a Cooperativa promove para estimular o consumo de carne suína no País?

Vamos mostrar para o brasileiro o que o mundo todo já sabe; que a carne suína é a mais consumida no mundo porque é segura, saborosa, faz bem para a saúde e existem infinitas formas de consumi-la. A iniciativa quer levar informações sobre tudo o que envolve a carne suína e estimular o seu consumo no dia a dia das famílias.
Diante do custo-benefício da carne suína nesse momento de crise que afeta a renda das famílias brasileiras, é necessária uma maior conscientização sobre os valores nutricionais e a qualidade desta carne.

5 – Quando foi lançado o site “acarnequeomundoprefere.com.br” e o que os consumidores podem encontrar por lá?

O portal foi lançado na segunda quinzena de outubro. A plataforma apresenta conteúdos divididos em cinco seções: Segurança, com vídeos e textos que mostram a cadeia produtiva, a procedência da carne e todo o cuidado que temos na produção dos cortes, bem como as questões de rastreabilidade, higienização e certificação; Mitos e Verdades, trazendo o que é verdade ou não sobre a carne suína e seus benefícios à saúde, sabor e conveniência, além de esclarecer dúvidas em relação à produção e consumo; Receitas com 60 receitas, cinco para cada corte; Nutrição, um espaço que apresenta informações nutricionais dos cortes, saudabilidade, cortes indicados para dietas de baixa calorias etc. E, por fim, Produtos com toda a linha de cortes e derivados de carne suína.