IBGE estima safra de grãos em 238,6 milhões de toneladas

Volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016

Redação*

Valter CampanatoInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (8) que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano em 238,6 milhões de toneladas. O volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016, que foi de 184,7 milhões.

De acordo com o IBGE, as três principais lavouras de grãos do País deverão ter crescimento neste ano – soja (17,2%), arroz (14,7%) e milho (52,3%). Dezesseis dos 26 produtos pesquisados pelo IBGE deverão seguir na mesma tendência.

Segundo o levantamento, deverão ter aumento também de produção o feijão 1ª safra (40,6%), feijão 2ª safra (33,9%), café canephora (26,7%), cacau (10%), algodão herbáceo (7,3%), amendoim 2ª safra (38,1%), cevada (16,1%), cebola (1,4%) e batata inglesa 1ª (4,2%) e 2ª safras (0,7%).

Entre os dez produtos com queda na produção estão a cana-de-açúcar (-0,3%), o café arábica (-14,8%), a mandioca (-13%), o trigo (-9,5%), a laranja (-7,8%), o feijão 3ª safra (-2%) e a batata-inglesa 3ª safra (-5,8%).

A área colhida deve ficar em 60,9 milhões de hectares, 6,7% a mais do que em 2016. As três principais lavouras deverão ter alta – 2,1% na área da soja, de 17,2% na área do milho e 3,9% na área do arroz.

*Com informações da Agência Brasil

 

Conab e IBGE preveem safra recorde

Super safra se deve ao aumento de produção e de área cultivada

Redação*

exportação_soja em grãos_Valter CampanatoDe acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de grãos 2016/2017 deve chegar a 232 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 24,3% em relação ao período anterior.

Segundo a Conab, a super safra se deve ao crescimento da área cultivada, que ainda pode ser ampliada em 3,5%, chegando a 60,4 milhões de hectares em todo o país.

Para a soja, a previsão de crescimento é de 18,4%, algo em torno de 113 milhões de toneladas, com ampliação de 1,8% de área plantada. O grão é responsável por 33,9 milhões de hectares cultivados.

O total de milho colhido pode chegar a 92,8 milhões de toneladas, 39,5% a mais com relação à safra de 2015/2016. A área total cultivada atinge os 17,2 milhões de hectares. A soja e o milho correspondem a cerca de 90% de toda a produção de grãos no Brasil.

O feijão também teve forte alta na produção, chegando a ter 33,5% de aumento com relação ao ciclo anterior. Já o trigo teve queda de 7,8% e a área de cultivo reduzida de 2,1 para 1,95 milhões de hectares.

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para este ano será 26,2% maior do que a de 2016, devendo atingir 233,1 milhões de toneladas, a maior da história.

Os dados indicam também que a estimativa da área a ser colhida é de 60,8 milhões de hectares, um crescimento de 6,5% diante da área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares). O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,7% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida.

Ainda de acordo com o Instituto, em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,4% na área de soja, de 16,5% na de milho e de 3,3% de arroz. Em relação à produção, houve acréscimos de 17,5% para a soja, 13,5% para o arroz e 46,8% para o milho.

*Com informações da Agência Brasil

FAO aponta aumento de preços de alimentos em janeiro

Alta é liderada pelo açúcar e pelos cereais, de acordo com a Organização

Redação*

açúcar_MorguefileUm novo comunicado da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta que o preço global dos alimentos aumentou consideravelmente em janeiro, liderado pelo açúcar e pelos cereais, mesmo com grandes estoques destes produtos.

O Índice de Preços de Alimentos marcou 173 pontos em janeiro, o maior em quase dois anos, um aumento de 2,1% em comparação ao valor de dezembro e 16,4% em comparação a janeiro de 2016.

Enquanto 2016 foi o quinto ano consecutivo de queda do Índice global, janeiro marca o sexto mês consecutivo de alta de preços. O preço do açúcar aumentou 9,9%, motivado pela expectativa de prolongada redução do produto no Brasil, Índia e Tailândia. Os preços dos cereais aumentaram 3,4%, com aumento do valor de trigo, milho e arroz.

De acordo com o documento, os preços internacionais do arroz também subiram, em parte por conta do programa governamental de aquisição da Índia, reduzindo as quantidades disponíveis para exportação.

Os preços dos óleos vegetais aumentaram 1,8%, em parte por conta dos baixos estoques de óleo de palma, aliada à baixa produção no Sudeste Asiático. Preços do óleo de soja, por outro lado, melhoraram as expectativas de maior oferta deste produto.

Segundo a FAO, os preços de laticínios não mudaram de dezembro, bem como os da carne, com aumento apenas na carne bovina, em função de manejo de rebanho na Austrália, compensado pelos baixos preços de ovinos e outras carnes.

*Com informações da FAO.