Exportadores de carnes de aves e suínos fazem campanha em redes sociais na Ásia

ABPA, em parceria com a Apex-Brasil, reforça qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil a consumidores chineses e japoneses. País tem como diferencial ser livre de gripe aviária

carne-de-porco-morguefile-copiacarne-de-porco-morguefile-copiacarne-de-porco-morguefileCientes de que o povo asiático usa muito as redes sociais, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), está investindo em ações cujo alvo é o consumidor final da China e do Japão.

A campanha, com ações nas redes sociais chinesas WeChat (equivalente WhatsApp), Weibo (ao Twitter) e YouKu (YouTube), está promovendo as carnes de aves e suínas produzidas no Brasil, por meio das marcas Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Pork, destacando sua qualidade, sanidade e perfil sustentável da produção. “Na campanha, mostramos a preocupação que existe com qualidade e sanidades na produção de carnes de aves e suína no Brasil”, explicou Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA em conversa com jornalistas na 3a feira, 13.

A China passou a comprar diretamente essas carnes do Brasil em 2009. Antes o fazia via Hong Kong. Hoje é o segundo maior importador de carne de aves e o terceiro de carne de suínos do Brasil, em crescimento de 62,88% e 195%, respectivamente, em relação ao ano passado. As 424 mil toneladas de carne de frango exportadas pelos Brasil à China de janeiro a outubro equivalem a 11,7% do total exportado pelo País no período. Com relação à carne de porco, o percentual é de 12,4%.

O Brasil, segundo maior produtor de carne de aves do mundo, é reconhecido como uma país livre de “influenza aviária”, enfermidade que ameaça plantéis de diversos países, especialmente os asiáticos. “Os bons cuidados nas granjas brasileiras são reconhecidos mundialmente. Queremos destacar todas tecnologia empregada em nosso sistema produtivo, que é hoje um dos mais avançados do mundo e ter a confiança de quem adquire o nosso produto na gôndola”, reforça o presidente da ABPA, Francisco Turra.

No Japão, a campanha foca apenas a carne suína e é feita em meios de transportes, como trens e táxis.

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Açúcar em debate

Produção de açúcar no mundo deve crescer de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas para 2017/2018, projeta LMC International

seminario-internacional-do-acucarReunindo líderes de importantes países produtores de açúcar no mundo, a LMC International e a Canaplan, com o apoio da Abag, realizaram em São Paulo ontem (7), o Seminário Internacional do Açúcar para traçar um panorama deste mercado e discutir desafios e soluções à demanda crescente pelo produto.

“A perspectiva para 2017/2018 é de que tenhamos um incremento de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas de açúcar no mundo”, projetou Martin Tood, diretor gerente da LMC International. Neste contexto de aumento de produção, Tood falou também sobre as expectativas para cada um dos países ou blocos representados. “No Brasil, o crescimento deve ser em torno de 1 milhão de toneladas; fechando a produção entre 39 milhões e 40 milhões de toneladas”, disse. “Na Índia, a produção deve aumentar em até 3,5 milhões de toneladas, passando para 26 milhões de toneladas. A Tailândia deve subir em 2,5 milhões de toneladas sua produção e, com isso atingir 12,5 milhões de toneladas; e a União Europeia também deve ter crescimento parecido, ultrapassando, assim, sua produção em 20 milhões de toneladas”, completou.

China

A China também foi alvo de discussão no evento. Apesar de ter capacidade para incremento em produção, o país crescerá ainda mais como importador. “Lá os produtores têm preferência por outras culturas pelo altíssimo custo de produção e pela escassa mão de obra. Por outro lado, o governo mantém uma política de preço atraente para que as pessoas permaneçam no campo”, disse Gareth Forber, diretor de Pesquisa de Açúcar, da LMC International.

“A consequência foi que os chineses absorveram mais importações. Na China Ocidental, há um déficit de 6 milhões de toneladas. O que não sabemos é como o país vai atender a isso; com estoque ou com mais importações?”, questiona Forber. “Há um estoque na China de 7 milhões de toneladas de açúcar, que está sendo liberado. Mas não há uma política clara de quanto será liberado pelo governo”, disse.

Indústria festeja fim de embargos à carne brasileira em 2015

Volta dos embarques à China, Japão e Arábia Saudita, entre outros, e a liberação de compra do produto in natura pelos Estados Unidos são conquistas celebradas pela ABIEC, a associação dos exportadores de carne, no balanço de um ano em que o mercado interno recuou. Aumento das exportações deve fazer de 2016 um ano melhor para o setor

Cristina Rappa

Camardelli, da ABIEC: “Crescimento das exportações compensará queda das vendas no mercado interno”

Se 2015 foi um ano marcado pela queda de faturamento pelo setor de carne bovina brasileiro – estimada em US$ 1,2 bilhão em relação a 2014, em função da crise econômica no País e de problemas conjunturais nos nossos maiores mercados (Rússia, Hong Kong e Venezuela) –  por outro lado, a indústria tem conquistas a comemorar e que terão impacto nos resultados de 2016. São elas o retorno a importantes mercados, como China, Arábia Saudita, Iraque, África do Sul e, mais recentemente, Japão; e o anúncio da liberação das exportação de carne in natura de 14 estados brasileiros aos EUA.

“O destaque de 2015 foi o fim dos embargos à carne brasileira, encerrando lutas que o setor travava há anos”, afirmou Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) em evento com jornalistas nesta 5a feira (10), em São Paulo. A maioria dos bloqueios à carne brasileira ocorreu em 2012, após o caso não clássico de “vaca louca”.

A última boa notícia do ano veio no início deste mês, com a suspensão do embargo japonês para a carne processada. “O negócio com o Japão é importante pelo bom volume e preço, podendo representar um faturamento de US$ 19 milhões ao ano”, revelou o executivo, para quem a atuação da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, foi fundamental para alguns dos bons resultados, especialmente as negociações com China e Japão.

As exportações para a China devem chegar a US$ 1,3 bilhão em 2016, estima a ABIEC. Além de ser um mercado importante em termos de potencial de volume, o gigante asiático representa uma boa alternativa para os nossos cortes nobres à União Europeia, que cada vez impõe mais barreiras.

EUA e o que esperar para 2016

Quantos aos EUA, o país publicou em junho suas Final Rules, liberando a compra de carne in natura de 14 estados brasileiros, sendo que os primeiros embarques devem acontecer antes da metade de 2016, prevê a ABIEC.

A América do Norte, com seu mercado forte, e o Sudeste Asiático, região onde o consumo de carne bovina vai apresentar maior crescimento nos próximos anos, são, por sinal, as áreas prioritárias para aberturas de mercado no próximo ano. Assim, países como México, Taiwan, Indonésia e Tailândia estão na mira da associação.

Com um câmbio mais competitivo e a conquista desses novos mercados, a ABIEC estima que o faturamento do setor chegue a US$ 7,5 bilhões em 2016, superando o recorde de 2014 (US$ 7,2 bi). O crescimento das vendas externas, que devem chegar a US$ 1,75 bilhão, vai compensar a queda no mercado interno, comprometido pela queda de renda da população e a inflação, situação que não deve ser revertida no próximo ano, prevêem os executivos da ABIEC.