Catanduva e Bebedouro, em SP, participam do Dia Nacional do Campo Limpo

Em parceria com a Coopercitrus, evento chega à sua 13ª edição

Redação*

Dia Nacional do Campo LimpoNa próxima sexta-feira (18), acontecerá nas centrais de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos da Coopercitrus, em Bebedouro, às 9h, e em Catanduva, às 15h, a 13ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo.

Sob a realização da cooperativa e do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), o evento, que tem o tema “Quando cada um cumpre a sua parte, temos muitos motivos para comemorar”, tem como objetivo conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação do meio ambiente e do desenvolvimento de uma agricultura sustentável.

“Conscientizar os produtores e a população sobre a preservação do meio ambiente é o foco principal deste dia. Com essa ação, a cooperativa cumpre com seus princípios cooperativistas”, diz em nota, Anderson Luiz Bessa, colaborador da Coopercitrus em Bebedouro.

*Com informações da assessoria de imprensa

Fotógrafo lança projeto de valorização da imagem do homem do campo

Delfim Martins resgata fotos das primeiras edições da revista Informativo Coopercitrus, de 30 anos, e busca encontrar os personagens

Agro 30 anos_II

Há trinta anos um grupo formado pelos jornalistas Allen Dupré e Cristina Rappa e o fotógrafo Delfim Martins compunham a equipe responsável pelo primeiro informativo voltado a produtores cooperados. Sob a iniciativa da Coopercitrus, situada em Bebedouro/SP, e a realização do Escritório Brasileiro de Artes (EBART), a publicação é distribuída até hoje. “Na época (fim de 1986), os informativos empresariais tinham caráter de coluna social. Em pesquisa realizada na ocasião, percebemos que as pessoas tinham grande interesse em saber mais a respeito da empresa, do mercado, de ações realizadas pela companhia etc, e concluímos que isso estava relacionado ao fato de que elas gostavam de fazer parte de um time vencedor”, diz o jornalista Allen Dupré, diretor de Marketing e Comunicação do portal Toda Fruta.

“Então, estruturamos a publicação sob um tripé – o primeiro aspecto era “gente”: histórias de sucesso de cooperados; o segundo era “técnico”: informações que pudessem ser aplicadas no campo; e o terceiro, uma “vitrine”: o que a Cooperativa oferecia em termos de serviços aos associados”, explica Dupré.

“Nossa ideia inicial era fazer um jornalzinho e acabou virando uma revista bem robusta, com o objetivo bem claro de ser um canal de comunicação entre a Cooperativa e seus associados. O informativo ganhou nova cara, outro nome, mas manteve seu foco ao longo desses anos. Hoje, a tiragem é de 24 mil exemplares, distribuídos pelo correio”, conta Agostinho Mario Boggio, gerente do Departamento Técnico Agrícola da Coopercitrus.

“Essa experiência com as reportagens para a revista Informativo Coopercitrus foi a união de duas paixões – o campo e o jornalismo. Coisa do destino. E acabou marcando minha carreira como jornalista do agro”, diz Cristina Rappa, na época repórter e editora-assistente da revista e hoje, editora deste CenárioAgro.

Agro 30 anos

Agro 30 anos_IA efeméride despertou no fotógrafo Delfim Martins a vontade de revisitar as imagens feitas na época e, com isso, o desejo de fazer um novo registro de personagens que compuseram algumas das edições da revista. “A ideia do Agro 30 anos é refotografar essas pessoas e saber como estão 30 anos depois. É contar a história de pessoas que passaram pelas minhas lentes durante o tempo em que estive na revista”, conta Martins. Por meio destes relatos, o fotógrafo pretende também mostrar como o setor se transformou neste período. “Durante este tempo muita coisa mudou – legislação trabalhista, mecanização… quero saber o que aconteceu, que rumo a vida delas tomou”, diz.

“Este trabalho de identificação e localização será o mais difícil, certamente, porque a maioria era mão de obra sazonal. Não havia vínculo empregatício. Era o chamado boia fria”, diz Martins. “Por isso, quanto maior a divulgação dessas imagens e do projeto, maiores as chances de reencontrá-las”, justifica.

Para isso, o fotógrafo tem publicado diariamente em seu perfil no Facebook algumas dessas imagens. “Nesta fase, conto com o apoio de divulgação dos simpatizantes ao projeto e daqueles que trabalham ou moram na região. Até 2020, quero encontrar até 30 dessas pessoas”, anseia.

 

Integração-Lavoura-Pecuária marca presença em tradicional polo citrícola

Coopercitrus realiza, em parceria com a Embrapa e a Estação de Citricultura de Bebedouro (EECB), seu segundo dia de campo sobre ILPF. Benefícios do sistema, que ocupa 800 mil hectares no Estado de São Paulo, atraem tanto pecuaristas como agricultores


Capa-Cris

Na manhã desta quarta-feira, 15, a Coopercitrus organiza seu segundo dia de campo de Integração-Lavoura-Pecuária e Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta, ou, simplesmente, ILP e ILPF, evento em que são esperadas cerca de 80 pessoas.

Apesar do nome, a tradicional cooperativa de citricultores de Bebedouro/SP que completou 40 anos de fundação em 2016 tem hoje perfil e área bastante abrangentes, com a cana-de-açúcar e os grãos – especialmente soja, milho e café – dominando entre as culturas adotadas por seus associados.

Em 2015, por meio de convênio com a Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos/SP, e a Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (EECB), a Coopercitrus resolveu apostar na divulgação dos sistemas de ILP e ILPF entre os seus cooperados. Eles consistem em aproveitar a área de pastagem para implementar até três culturas por ano. Assim, no pasto que está para ser reformado, o pecuarista inicia o processo com o plantio de soja, após a colheita da qual, é plantado milho ou sorgo, já realizando a semeadura do capim. No caso do ILPF, há ainda o cultivo de eucalipto ou outra cultura para produção de madeira.

Benefícios

Plantio de sorgo, em área de pasto recuperado, é feito junto com a braquiária: benefícios

Plantio de sorgo, em área de pasto recuperado, é feito junto com a braquiária: benefícios

“A integração traz grandes benefícios ao produtor, pois promove a fertilidade do solo e sua conservação, com o plantio direto, além de permitir o maior aproveitamento da terra, mão-de-obra, maquinários e outros insumos, com o cultivo de soja, milho, a criação de gado e a produção de madeira, promovendo rendimento o ano todo”, explica o agrônomo Antônio Reinaldo Pinto Silva, chefe do Departamento Técnico da Coopercitrus, reforçando a sustentabilidade do sistema.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Luiz Adriano Cordeiro, a integração oferece vantagens tanto para produtores de grão como para os pecuaristas. “Os agricultores enxergam no sistema uma oportunidade de aumento de produtividade na lavoura de grãos e de renda extra com a pecuária de corte na época seca”, diz.

Já a agricultura amortiza os custos de reforma das pastagens, no caso do pecuarista.

Esses ainda contam com os sistemas florestais para oferecer conforto térmico aos animais, além da renda obtida com a venda da madeira, no caso do IPLF.

Apesar das vantagens da integração com floresta, o IPLF representa apenas 1% da área com os dois sistemas em todo o Brasil, que chegou a 11,5 milhões em 2016, segundo levantamento da Embrapa. O Estado de São Paulo, que reúne a maior parte dos associados da Coopercitrus (os demais estão em Minas Gerais) já contabiliza 800 mil hectares em integração.

As explicações para a baixa adesão “às florestas” seriam sua maior complexidade e custo mais elevado de implantação, além da dependência da situação do mercado de madeiras na região, explica Cordeiro, da Embrapa.

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