Biotecnologia aplicada ao setor de cosméticos será discutida em Brasília/DF

A geração de insumos para cosméticos é uma oportunidade para o enriquecimento de cadeias agropecuárias com novos produtos

De 25 a 27 de setembro acontece em Brasília/DF o IV Encontro de Pesquisa e Inovação. Promovido pela Embrapa Agroenergia, o evento discutirá o papel da biotecnologia para o desenvolvimento tecnológico no setor de cosméticos, que ocupa o segundo lugar no ranking dos que mais investem em inovação no Brasil.

A geração de insumos para cosméticos é uma oportunidade para o enriquecimento de cadeias agropecuárias com novos produtos. Atualmente, as empresas do setor têm como desafio atender ao consumidor cada vez mais exigente, que pede produtos de baixo impacto ambiental. Como exemplo, uma linha de pesquisa com potencial para gerar insumos com estas características é o estudo de microalgas.

O encontro contará com mesas-redondas voltadas para o segmento de cosméticos e de nutrição animal. Além disso, serão exibidos 22 trabalhos em desenvolvimento nos laboratórios da Embrapa Agroenergia.

Para conferir a programação completa, acesse www.embrapa.br/enpi2017. Para outras informações, ligue para (61) 3448-1592/1598 ou escreva para cnpae.enpi@embrapa.br

Serviço

O quê? IV Encontro de Pesquisa e Inovação

Onde? Embrapa Agroenergia | Parque Estação Biológica s/n° | Brasília/DF

Quando? De 25 a 27 de setembro

*Com informações da Embrapa Agroenergia

 

Cosméticos são uso promissor do café apostam Cooxupé e AQIA

Cooperativa mineira, a maior do mundo na comercialização do grão, inova na diversificação e anuncia joint-venture com indústria de cosmésticos para produzir linha de ingredientes à base de subprodutos do café verde

óleo café

“Estou me sentindo realizada hoje”, anunciou a engenheira química especializada em Cosmetologia Sônia Corazza na manhã desta terça-feira (25) em São Paulo, no lançamento da linha da AQIA Coffee, que fornecerá ingredientes à base de óleo e torta de café verde da AQIA e Cooxupé. Razões não lhe sobram para comemorar: são 39 anos de dedicação ao estudo das propriedades dos subprodutos do café.

Sonia Corazza

A engenheira química especializada em Cosmetologia, Sônia Corazza.

O óleo de café verde tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e a torta, ou biomassa, funciona com um filtro solar fazendo uma barreira física, não química, o que é uma vantagem e tendência na cosmetologia mundial, explica Sônia, com base em pesquisas feitas por instituições paulistas como a Unicamp, UNESP de Araraquara e a Universidade de São Paulo (USP). “Esses produtos podem ser usados com bons resultados em linhas para pele e cabelos, beneficiando especialmente os brasileiros, normalmente muito expostos ao sol”, afirma.

A busca de produtos multifuncionais ou polivalentes, capazes de realizar múltiplas funções ao mesmo tempo é outra tendência da Cosmética atual. Além da preocupação com a procedência, evitando-se usar produtos à base de petróleo que podem ser danosos ao ser humano e ao planeta. “A linha AQIA Coffee tem como base uma fonte renovável, nossa e ainda com certificado de procedência”, completa a consultora do projeto. “São só vantagens”, enfatiza.

Crescimento expressivo

A aposta no novo negócio tem base nos números de um setor que cresce a taxas bem mais expressivas que o restante da indústria: 9,2% ao ano nos últimos 18 anos, contra 2,8% do PIB e 1,9% da média da indústria nacional no período, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Alaor Pereira Lino

Alaor Pereira Lino, fundador e presidente da AQIA.

Alaor Pereira Lino, fundador e presidente da AQIA, com 30 anos no mercado, estima vendas de US$ 5 milhões já em 2016, no primeiro ano de comercialização dos produtos, chegando a US$ 25 milhões em 2020, representando um crescimento da ordem de 20% a 30% nos negócios.

Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, diz que a cooperativa está sempre atenta a oportunidades de inovar para agregar valor à produção dos cooperados e que foi investido entre R$ 5 milhões e 7 milhões em pesquisas e na montagem de uma fábrica em Guaxupé/MG para o processo de extração do óleo de café verde para a indústria cosmética. “Estamos otimistas com esse novo modelo de negócios em que a Cooxupé é a primeira cooperativa de café no Brasil a fazer extração da matéria prima para novos nichos de mercado”, finaliza.