PIB cresce 1% após oito meses seguidos de queda

Destaque do resultado foi para agropecuária, que obteve expansão de 13,4%

Redação*

db_07Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (1) o resultado do Produto Interno Bruto do último trimestre. Após oito trimestres seguidos de queda, o índice avançou 1% em relação ao 4º trimestre do ano passado. O valor divulgado foi de R$ 1,595 trilhão.

O destaque do resultado foi para a agropecuária, que obteve um crescimento de 13,4%, maior expansão em mais de 20 anos. A safra recorde de grãos 2016/2017 ajudou a impulsionar este resultado.

De acordo com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o bom desempenho da agropecuária tem reflexos em toda a economia. “Indiretamente, a agricultura impulsiona a economia porque tem um volume maior de produção, até com preços menores que o ano passado. Se tivéssemos mantido os mesmos preços do mercado internacional de 2016 com a produção que temos, talvez alcançássemos um crescimento em torno de 17%”.

Depois da agropecuária, o setor com melhor desempenho foi o da produção e distribuição de eletricidade, gás, água e esgoto, com expansão de 3,3%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

*Com informações do Mapa

Indústria de fertilizantes especiais projeta crescimento de 23% para 2017

De acordo com Abisolo, faturamento bruto será de cerca de R$ 7,1 bilhões

Redação*

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Anderson Ribeiro, diretor de Comunicação Social da Abisolo, durante o VII Fórum Abisolo, em Campinas/SP

A indústria brasileira de fertilizantes especiais projeta, para este ano, um faturamento bruto de aproximadamente R$ 7,1 bilhões, o que representará, caso se confirme, uma expansão de 23% sobre os R$ 5,8 bilhões faturados no ano passado. A projeção foi feita por Anderson Ribeiro, diretor de Comunicação Social da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), durante o VII Fórum Abisolo, em Campinas/SP.

“É importante ressaltar que, do final do ano passado, quando foi feito o levantamento sobre as expectativas dos empresários, para o atual momento, houve uma piora na percepção do mercado em razão de alguns fatores: queda nos preços de soja e milho (quase 20% de redução); certa dúvida com relação ao crédito e incertezas no cenário político”, disse Ribeiro.

Outras questões também foram destacadas pelo diretor – o total de empregos das indústrias de nutrição vegetal foi estimado ano passado em 17.000 postos de trabalho, representando um crescimento de 18%. O levantamento também constatou que o segmento é um dos que mais investe em pesquisa e desenvolvimento. “A pesquisa mostrou que nossa indústria investe 5% do seu faturamento em P&D, o que equivale a R$ 290 milhões de investimento anual. Há segmentos, como o de fertilizantes orgânicos e organominerais, nos quais a taxa de investimento chega a 6%”, informa Ribeiro.

A pesquisa foi feita com base em informações fornecidas por cerca de 150 empresas, de um total de 459 registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

*Com informações da assessoria de imprensa

 

Abisolo estima crescimento de 13% do setor de nutrição vegetal em 2016

Soja, hortaliças, milho, café, cana-de-açúcar e frutíferas são as culturas que mais fizeram uso desses insumos

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Da esq. para dir., Anderson Ribeiro, Clorialdo Roberto Levrero e Gustavo Branco, da Abisolo, em entrevista coletiva

Em processo de consolidação de dados para o balanço de 2016, a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) apresenta uma estimativa de crescimento de 13% para o ano passado. De acordo com a entidade, os segmentos de maior investimento são os fertilizantes foliares, com 70,5% da fatia do mercado, seguidos pelos organominerais, com 14%, o restante distribuído entre condicionadores de solo, fertilizantes orgânicos e substratos para plantas. “Observamos nos últimos anos um interesse maior pelo segmento de orgânicos e organominerais. De 20% a 30% das empresas associadas incluíram esse tipo de produto em seus portfólios”, disse Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (21).

Segundo Levrero, a estimativa para o crescimento do setor de nutrição vegetal explica-se pela alta competitividade e pela busca de produtos de valor agregado. “O aumento de produtividade com maior eficiência só se obtém com investimento em tecnologia e a nutrição do solo vem para potencializar as demais, para criar sinergia”, disse.

Com uma expectativa positiva também para este ano, a Abisolo falou sobre as principais culturas onde são utilizados os insumos. Em primeiro lugar aparece a soja, depois hortaliças, milho, café, cana-de-açúcar e frutíferas. “Hortaliças e frutas sempre estiveram mais abertas ao uso de fertilizantes. Commodities estão fazendo mais uso agora. Milho de segunda safra, por exemplo, já utiliza a tecnologia em 10% de sua área total”, conta Gustavo Branco, conselheiro fiscal da Abisolo. “Essa entrada de commodities só mostra para nós que a nutrição é viável para grandes culturas e em larga escala”, completou Levrero.

Legislação

Em referência ao lançamento do Programa Agro+, lançado ontem em São Paulo, a Associação falou o que espera da iniciativa. “Toda e qualquer ação que visa a desburocratização é vista com bons olhos por nós. Ainda mais quando há matéria-prima parada no porto por 60/90 dias, como costumamos acompanhar. Mas acreditamos que essas medidas precisam ser muito bem dosadas para evitar que haja a entrada de empresas ilegais ou que venham causar problemas para o setor”, disse Anderson Ribeiro, diretor de Relações Institucionais e Comunicação Social da Abisolo.

Ribeiro falou também sobre a questão da rotulagem dos produtos. “Do ponto de vista prático, isso vem piorando ano a ano”, lamenta. “Estamos com dificuldades para colocar todas as informações exigidas pelos órgãos reguladores. Algumas empresas estão até lançando mão de rótulo-bula, com até 10 páginas de informações a respeito do produto. “Uma legislação que obriga a empresa a apresentar informações que o produtor não faz ideia do que sejam, não faz sentido”, completa Gustavo Branco. “Não estamos muito otimistas com isso, mas em trabalho permanente para tentar avançar”, finaliza.