Fundação Cargill abre inscrições para seu Edital 2019

Podem concorrer projetos com foco na área da alimentação

Redação*

edital 2019_fundação cargillA partir de hoje (16), a Fundação Cargill recebe inscrições de organizações, fundações, associações ou sociedades não governamentais e sem fins lucrativos que tenham projetos na área da alimentação para o seu Edital 2019.

De acordo com a Cargill, o Edital tem como objetivo identificar, estimular o desenvolvimento e apoiar a gestão de projetos realizados por organizações da sociedade civil e ou pessoas jurídicas com negócios de impacto social que estejam num raio de até 150 Km do entorno das unidades e escritórios da empresa. “Buscamos iniciativas inovadoras no combate ao desperdício de alimentos, que estejam ligadas à inovação tecnológica e que fortaleçam o empreendedorismo na cadeia da alimentação”, diz em nota, Yuri Feres, presidente da Fundação Cargill.

Até dezembro de 2018, serão selecionados os projetos que receberão de R$ 50 mil à R$ 200 mil. As propostas serão avaliadas quanto ao alinhamento e coerência com a própria organização e a missão da Fundação Cargill, à consistência do planejamento e gestão; ao impacto e à relevância frente ao contexto local em que se pretende atuar; ao potencial de escala e à consequente transformação social; e aos fatores que assegurem a continuidade da iniciativa.

Serão aceitos projetos das regiões de Barreiras/BA, Ilhéus/BA, Itumbiara/GO, Rio Verde/GO, Goiânia/GO, Balsas/MA, Uberlândia/MG, Três Lagoas/MS, Primavera do Leste/MT, Sinop/MT, Santarém/PA, Maringá/PR, Castro/PR, Ponta Grossa/PR, Toledo/PR, Paranaguá/PR, Porto Velho/RO, Chapecó/SC, Porto Ferreira/SP, Itapira/SP, Campinas/SP, Mairinque/SP e São Paulo/SP.

As inscrições são gratuitas e vão até 28 de maio. Para acessar regulamento, outras informações e preencher formulário, acesse o site.

*Com informações da assessoria da Fundação Cargill

 

Pesquisadores criam embalagem anatômica para frutas

Objetivo do novo modelo é evitar lesões de transporte e perda do produto

embalagem embrapa_Aline BastosA qualidade de frutas e hortaliças envolve alguns aspectos – aparência visual (frescor, cor, defeitos e deterioração); textura (firmeza, resistência e integridade), sabor e aroma, valor nutricional e segurança do alimento. A classificação desses atributos, no entanto, fica comprometida quando frutos altamente perecíveis passam pelo processo que envolve as fases de pós-colheita, comercialização e consumo, quando são manuseados sob condições ambientais que aceleram sua durabilidade ou tempo de vida útil.

Pensando nas grandes perdas e, consequentemente, no desperdício de alimentos causados pela falta de cuidado no manuseio e transporte, além do mal acondicionamento dos frutos, pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT)e o Instituto de Macromolécula (IMA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram embalagens para frutas que acompanham o formato de seu conteúdo e por isso são capazes de evitar essas lesões ou perdas.

“Iniciamos o projeto em 2010 direcionados para frutos que têm maior impacto para exportação como manga e mamão. Pensamos também em caqui, cuja maior produção concentra-se em São Paulo e no Rio de Janeiro e também para morangos. O maior problema desses últimos é que nas embalagens convencionais, os que ficam em cima são geralmente maiores e mais vistosos, enquanto que os de baixo, além de menores, acabam amassados ou mofados por má acondicionamento”, diz Antonio Gomes Soares, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

“Para o desenvolvimento do projeto, visitamos produtores e atacadistas, estudamos as formas e os calibres dos frutos e depois disso, fizemos um scanner 3D dos frutos. A partir daí, construímos os modelos virtuais e reais”, conta.

embalagem morango embrapa_Aline BastosCom o novo modelo, os pesquisadores observaram um significativo impacto positivo em relação aos índices de perda das frutas no caminho do campo ao consumidor. “Com a experiência que obtivemos, observamos que o uso da embalagem anatômica proporcionou um ganho de 15% a 35% em relação às convencionais utilizadas no mercado. Com o mamão, por exemplo, a perda foi de somente 1%, já para manga, caqui e morango, o índice foi de 5%”, diz Soares.

Composta de poliuretano e fibras vegetais (30%), a embalagem tem preço compatível com as já existentes, segundo o pesquisador, e não encareceria o produto final. “Os valores são muito semelhantes. Os resultados dessa pesquisa estão diretamente voltados para o mercado e para o setor produtivo”, afirma.

embalagens embrapa_Aline BastosAté o momento, três empresas estão fechando contrato para começar a produzir as embalagens. “Acreditamos que ainda esse ano será possível ver frutas embaladas nesse novo modelo”, anseia Soares.

“Vamos fazer testes com outros alimentos cuja perda é muito grande. O tomate é um deles”, diz.