Fundecitrus lança campanha de controle do greening

Identificada em 2004 no Brasil, a doença já causou a erradicação de 100 mil hectares e a eliminação de 46 milhões de plantas

unidos contra o greeningSob o mote “Unidos contra o greening”, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) iniciou uma campanha de conscientização dos diferentes elos da cadeia citrícola e também da sociedade em geral a respeito dos impactos da pior doença do citros. “O controle do greening exige uma ação conjunta. Boa parte das doenças do campo, o produtor consegue controlar bem, com o psilídeo (inseto transmissor da bactéria que causa a doença), a dificuldade é muito maior porque ele tem a capacidade de se locomover”, explica Ivaldo Sala, engenheiro agrônomo, do Fundecitrus.

Identificada em 2004 no parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais, a doença já causou a erradicação de 100 mil hectares e a eliminação de 46 milhões de plantas. “O greening não tem cura. Por meio desta ação, queremos reforçar junto aos produtores, técnicos e profissionais, além da população urbana, a importância do manejo de árvores sadias, da erradicação das contaminadas e do controle do psilídeo”, diz Sala.

A campanha, que conta com a divulgação de um vídeo e também a distribuição de um adesivo com os dizeres “Unidos contra o greening”, tem base educativa. “Queremos mobilizar e envolver os 349 municípios citrícolas com esta ação”, finaliza.

Inseto

O psilídeo Diaphorina citri é o inseto transmissor da bactéria que causa o greening. Vive em plantas de citros – laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limas ácidas. As árvores de pomares abandonados, orgânicos e de quintais na área urbana e rural, que não recebem aplicações para o controle da doença, são importantes criadouros do psilídeo e da bactéria do greening.

De acordo com o Fundecitrus, as pessoas devem ficar atentas a fatores como o amarelecimento de ramos e a queda de folhas e frutos.

Roraima é declarado zona livre de aftosa com vacinação

Expectativa do Mapa é de que AM e PA também sejam considerados livres da doença

Redação*

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou ontem (25) o estado de Roraima zona livre de febre aftosa com vacinação. Com isso, produtores do estado poderão vender carne bovina para as demais unidades da Federação, exceto para Santa Catarina, que é área livre da doença sem imunização. O próximo passo é submeter o reconhecimento do governo federal à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), para que Roraima possa vender também para o mercado externo.

A expectativa do Mapa é de que o Amazonas e o Amapá também venham a ser declarados nacionalmente como livres da doença com vacinação. Os dois estados são os únicos ainda sem esse status. Caso o Amazonas e o Amapá também consigam o reconhecimento do Mapa e da OIE, o Brasil terá todo o território livre de aftosa – 26 estados com vacinação e Santa Catarina sem vacinação.

*Com informações do Mapa