Valor da produção agropecuária de 2018 é de R$ 516,6 bilhões, estima Conab

Montante representa uma queda de 4,9% em relação ao ano passado

Redação*

foto - Adriano Kirihara - Pulsar Imagens

foto – Adriano Kirihara – Pulsar Imagens

516,6 bilhões de reais. Esta é a primeira estimativa de 2018 da Conab, divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para o valor bruto da produção agropecuária (VBP). O valor representa uma queda de 4,9% em relação a 2017. De acordo com o relatório, as lavouras apresentam redução de 6,2% e a pecuária, de 2,3%.

Segundo o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA), José Garcia Gasques, parte dessa diferença entre as estimativas deve-se ao fato de o ano passado ter sido excepcional, tendo obtido o maior valor desde o início da série de informações. Outro aspecto, é o fato de janeiro ser quase o início da safra do ano, e portanto, com informações ainda incompletas.

Os produtos com melhor desempenho são algodão, com aumento real de 15% no valor, batata inglesa (11,1%), cacau (44,5%), café (5,8%), tomate (36,1%) e trigo (49%). Na pecuária, destaca-se carne bovina com desempenho positivo, depois de registrar durante o ano passado preços em baixa.

O grupo de produtos com redução do valor da produção inclui o amendoim (-7,1%), arroz (-16,4%), banana (-13,1%), cana-de-açúcar (-13,2%), feijão (-22,4%), laranja (-29,4%), milho (-13%) e uva (-24,8%). Entre esse grupo, cana, laranja, e milho tiveram em 2017 resultados excepcionais, que não estão se repetindo. Como são produtos que têm participação expressiva no VBP, explica Gasques, a redução do valor afeta os resultados deste ano.

Na pecuária, os resultados de suínos, frango, leite e ovos também são inferiores aos de 2017. Para esses, os preços mais baixos no período têm contribuído para um VBP mais baixo.

*Com informações do Mapa

Valor Bruto de Produção fecha em R$ 540,3 bilhões em 2017

Montante é recorde e representa um crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior

Redação*

lavoura milho_Pulsar ImagensDe acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) 2017 se encerrou com um Valor Bruto da Produção de R$ 540,3 bilhões. O montante representa um aumento de 1,3% em valores reais obtido em 2016. Este é o maior valor registrado desde 1989, quando se iniciou a série de análises de dados. As lavouras tiveram crescimento de 4,2% e a pecuária, redução de 4,1%.

O resultado deve-se à grande safra de grãos – 240,6 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE, e 237,7 milhões, de acordo com a Conab. Mapa destaca que a produtividade agrícola, e não o incremento de área, foi o principal fator responsável pelo bom resultado. Diz ainda que os preços agrícolas, em geral mais baixos do que em 2016, tiveram pouca ou nenhuma importância na formação do VBP 2017.

O crescimento do VBP em 2017 foi impulsionado pelo algodão, cana-de-açúcar, laranja, mandioca, milho e soja. Com exceção da laranja, estes produtos alcançaram no ano passado o maior faturamento bruto desde 1994. Uma lista de produtos teve forte redução de valor, com destaque para banana (-26,7%); batata (-46,3%); cacau (-27,2%); café (-14,7%); cebola (-49,4%); feijão (-26,7%); trigo (-47,9%) e maçã (-21,5%).

Sete estados lideraram o VBP em 2017 – São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Pará. Entre as regiões, o Sul está à frente, seguida pelo Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte.

Estimativa

As projeções do IBGE e da Conab para 2017 e 2018 indicam uma safra de grãos de 224,3 milhões de toneladas e de 227,9 milhões, respectivamente.

*Com informações do Mapa

 

Dieese aponta queda no preço da cesta básica em 2017

Mesmo com a redução, entidade mostra que o salário mínimo deveria ser quase quatro vezes mais alto, com base no custo da cesta mais cara do país

Redação*

Agencia Brasil_cesta básicaDe acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo dos alimentos que integram a cesta básica caiu em 21 capitais brasileiras. As reduções variaram entre -13,16%, em Belém, e -2,76%, em Aracaju.

Mas, segundo o levantamento, em dezembro o valor da cesta aumentou em 14 cidades. As altas mais expressivas foram em Recife (1,31%), João Pessoa (1,42%) e no Rio de Janeiro (2,78%).

As quedas foram registradas em sete capitais, com destaque para Porto Alegre (-3,92%), Curitiba (-1,66%) e Vitória (-0,71%). O maior custo do conjunto de bens alimentícios básicos foi apurado em Porto Alegre (R$ 426,74), seguido por São Paulo (R$ 424,36), Rio de Janeiro (R$ 418,71) e Florianópolis (R$ 418,61). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 316,65), João Pessoa (R$ 329,52) e Natal (R$ 331,18).

Salário mínimo

Com base no custo da cesta mais cara, que em dezembro de 2017 foi a de Porto Alegre, o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.585,05, ou 3,83 vezes o mínimo de R$ 937,00, segundo o Dieese.

Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.856,23 ou 4,38 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.

*Com informações da Agência Brasil