Exportações brasileiras cresceram acima da média mundial em 2017

Dado é do relatório “Trade and Statistics Outlook”; aumento das vendas nacionais foi o 6º mais expressivo entre os 30 maiores exportadores

Redação*

foto - Eduardo Zappia/Pulsar Imagens

foto – Eduardo Zappia/Pulsar Imagens

A Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou ontem (12) o relatório “Trade and Statistics Outlook”, que traz que o Brasil ampliou sua participação nas exportações mundiais em 2017. No último ano, o crescimento das vendas brasileiras ao exterior foi a 6ª mais expressiva entre os 30 maiores exportadores do mundo, superando países como Estados Unidos, China e Alemanha.

O documento mostra que, em valores, as exportações brasileiras cresceram 17,5% em 2017, acima da média mundial, após cinco anos de queda. O resultado também refletiu na ampliação da participação brasileira nas vendas mundiais, que passou de 1,16%, em 2016, para 1,23% do total, em 2017.

No informe do ministério, a safra agrícola recorde, o crescimento da produção de petróleo, o desempenho favorável das exportações de bens manufaturados, como do setor automotivo, também foram apontados como os responsáveis pelo crescimento das exportações.

Em 2017, a indústria brasileira exportou 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países diferentes, crescimento de 40% em relação a 2016. O relatório também demonstra que o comércio mundial apresentou o maior crescimento em volume em seis anos, com uma expansão de 4,7% em 2017.

Por meio de comunicado da assessoria de imprensa, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, atribuiu o resultado a medidas que estão em andamento na pasta e que facilitam o comércio exterior, “como a agenda de acordos comerciais e a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz em 40% os prazos de exportação e importação”.

*Com informações da Agência Brasil

 

Exportações de frutas crescem 18,3% no início do ano

 

Volume exportado foi de 124,3 mil toneladas

Redação*

foto - Tales Azzi/Pulsar Imagens

foto – Tales Azzi/Pulsar Imagens

Produtores brasileiros exportaram 124,3 mil toneladas de frutas frescas e processadas para diversos países nos dois primeiros meses do ano. O volume representa um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2017. Quando se observa o valor arrecadado com as vendas, de US$ 98,1 milhões, o crescimento foi ainda maior, cerca de 18,3% em apenas um ano. Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

O maior destaque entre as frutas exportadas no período é a laranja (fresca ou seca), cujo volume vendido ao exterior aumentou 96.380%, passando de 4 mil toneladas no ano passado para mais de 3,8 milhões de toneladas embarcadas nos últimos dois meses. Morango (394%) e banana (267%) também registraram grande crescimento de vendas, em termos de volume.

Apesar dos bons índices, apenas 2,5% de todo o volume de frutas produzidos no Brasil é vendido para outros países. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de frutas do mundo (atrás de China e Índia), com volume anual de 44 milhões de toneladas, o Brasil é apenas o 23° colocado na lista dos principais exportadores. “Diferentemente de produtos como carnes, café e açúcar, com os quais estamos ao mesmo tempo na lista dos maiores produtores e dos principais exportadores, no setor de frutas, ainda tempos esse desafio de crescer muito nas exportações”, explica em nota, Jorge Souza, diretor técnico da Abrafrutas.
A União Europeia responde por 70% das cargas brasileiras de frutas, seguida pelos Estados Unidos (15%), e países da América do Sul e o Oriente Médio.

Além das barreiras fitossanitárias, o protecionismo do setor está entre os desafios para ampliar as vendas externas dos produtores nacionais. “Do ponto de vista do ambiente de negócios, esses movimentos nacionalistas que temos visto em termos comerciais pode dificultar a abertura de novos mercados. No âmbito interno, é mais um trabalho de desenvolvimento da cultura exportadora do produtor”, disse Souza. Ainda de acordo com ele, a maioria dos produtores brasileiros é formada de pequenos proprietários, o que demanda um processo abrangente de capacitação.

Outro gargalo está na infraestrutura para escoamento da produção. “No caso das frutas, que são altamente perecíveis, os portos e aeroportos precisam estar mais bem preparados, com cadeia de frios, para garantir a integridade dos produtos”, afirma Jorge de Souza. O Brasil tem muita competitividade, disse Souza, com a exclusividade de produtos como açaí, castanha e frutos do Cerrado. “Nosso país reconhecido internacionalmente por produzir uma fruta muito doce e saborosa. Precisamos explorar essa potencialidade”, finalizou.

*com informações da Agência Brasil

 

Consultoria agroeconômica lança plataforma para gerenciamento de documentação de crédito

O Agrodocs dá autonomia às empresas originadoras das operações, organiza documentos e informações, além de orientar a checagem jurídica

Redação*

estágio_morguefile_reduzidaCom o objetivo de gerenciar toda documentação para crédito no setor de agronegócio, o aplicativo Agrodocs, desenvolvido pela Agrosecurity, além de organizar e unificar as informações em um único ambiente eletrônico, permite maior governança entre as áreas de crédito, vendas e jurídico das empresas financiadoras.

“Na área de crédito rural, a documentação é muito específica e complexa. A organização de documentos e informações por meio desta plataforma cria um processo de gestão documental e o coloca em um formato mais corporativo. Todo e qualquer histórico das operações fica no sistema, à disposição da empresa”, explica Fernando Lobo Pimentel, sócio-diretor da Agrosecurity.

A ferramenta foi desenvolvida por uma equipe composta por profissionais de TI, advogados e pela área de inteligência da empresa, que integra engenheiros agrônomos e agrícolas e economistas, responsáveis pela alimentação e manutenção de acervo de dados, como valoração de ativos agrícolas, capacidade produtiva, etc.

O Agrodocs busca auxiliar o usuário na feitura de documentos, conferência de garantias oferecidas como lastro, acompanhamento do processo de coleta de assinaturas, registro em cartório, trânsito pelo correio, custódia de documentos etc., ou seja, organiza e dá suporte a todo o exercício de checagem jurídica, o que é imprescindível para a concretização do processo de crédito.

Amigável e simples, o Agrodocs permite o uso de smartphones e tablets para a inclusão de imagens de documentos no sistema e também alteração do status de formalização, podendo ser acessado por um colaborador pré-definido.

*com informações da assessoria de imprensa