Projeto levou educação ambiental a mais de 7 mil estudantes em 2017

Programa da Cooxupé ainda promoveu a doação de mais de 36 mil mudas de árvores nativas aos produtores da região de Guaxupé/MG

Cooxupé educação ambiental

O Núcleo de Educação Ambiental – projeto desenvolvido pela Cooxupé em parceria com a Fundação Espaço ECO®  – recebeu em 2017 mais de 7 mil alunos e professores que tiveram acesso a capacitação e informações sobre a preservação do meio ambienteUm dos principais objetivos do projeto é trabalhar de forma didática dentro das escolas com o corpo docente e, posteriormente, de forma prática dentro do local, assuntos que norteiam a educação ambiental como a preservação da mata, rios e animais silvestres e o papel de cada um no cuidado com o meio ambiente.

Desde a sua inauguração, em 2013, o NEA já atendeu mais de 27 mil alunos dos ciclos Fundamental 1 e 2, sendo que o programa de Capacitação Docente atendeu mais de 160 professores. Em 2017, participaram do projeto em 2017 130 escolas, de 23 municípios da região de atuação da cooperativa, entre eles Aguaí, Areado, Bom Jesus da Penha, Campestre, Carmo do Rio Claro, Nova Resende, São Sebastião da Grama, Caconde, Tapiratiba, entre outros.

“A criação do Núcleo é uma das ações que a Cooxupé realiza em parceria com a Fundação Espaço ECO® e tem como objetivo contribuir para o crescimento e desenvolvimento dos alunos quanto a sua consciência ambiental. Com os professores queremos ressaltar e incluir essa preservação no dia a dia para que eles possam ajudar as crianças em mais essa formação “, destaca, em nota, o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino.

Além de seu papel como propagador de conhecimento, o NEA mantém um viveiro com mais de 100 espécies nativas cultivadas, cujas mudas são doadas a produtores da região. No ano passado, mais de 36 mil mudas de espécies como copaíba, chal-chal, delaleiro, jatobá, óleo branco, jenipapo e jequitiba, foram doadas.

Foto: Divulgação Cooxupé

Logística reversa do óleo de cozinha

Conheça os impactos do descarte incorreto deste material e o que fazer depois de usá-lo em casa

Cooperativa óleo de soja_Campo Mourão_Ernesto ReghranVocê certamente já assistiu a reportagens de TV mostrando a imensa mancha de óleo no oceano causada por algum navio cargueiro e deve ter pensado – “Nossa, quanta irresponsabilidade de uma empresa deixar que este tipo de coisa aconteça” – certo? Agora, me responda rápido: quando faz fritura em casa, como descarta o óleo? Se a sua resposta foi “jogo na pia da cozinha”, saiba que a sua atitude em nada se diferencia à da empresa que causou o desastre natural.

De acordo com a Oil World, o Brasil produz cerca de 9 bilhões de litros de óleos vegetais por ano, dos quais 1/3 corresponde aos óleos comestíveis. Segundo a entidade, o consumo per capita gira em torno de 20 litros/ano e mais de 200 milhões de litros de óleos usados por mês vai para rios e lagos. O impacto ambiental disso é grande. Para se ter uma ideia, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estima que um litro de óleo de cozinha pode contaminar até 25 mil litros de água.

Mas, apesar do prejuízo, o problema tem solução. Em âmbito estadual, por exemplo, São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e a empresas de produção e processamento de óleo (Bunge, Cargill, ADM, LDC e Imcopa) firmaram um termo de compromisso relativo à logística reversa do óleo de cozinha, sob a coordenação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). “As ações da plataforma “Óleo Sustentável” tiveram início em 2012 e são direcionadas a pessoas que consomem e que têm a função de gestoras do lar. O trabalho envolve a orientação de como coletar, armazenar e entregar nos postos corretamente”, explica Cindy Moreira, gerente de sustentabilidade da Abiove.

“A nossa maior dificuldade, certamente, é a conscientização sobre este descarte porque não adianta nada uma cadeia estar inteiramente preparada para receber e fazer a destinação certa deste material, se em casa, o consumidor joga esse óleo no ralo”, completa Cindy.

Paralelo ao programa oficial de São Paulo, empresas do setor têm seus projetos relacionados à questão. É o caso, por exemplo, da Cargill. “O Ação Renove Meio Ambiente iniciou suas primeiras coletas em janeiro de 2011. Sob o patrocínio da Liza, o trabalho engloba ações de sustentabilidade da marca, com o objetivo de reduzir impacto de produção, agir no pós-consumo e na reciclagem do óleo e de sua embalagem”, conta Márcio Barela, coordenador de sustentabilidade da Cargill.

Até o momento, o programa contabiliza 787 pontos de coleta em oito estados brasileiros (RS, SC, PR, MG, SP, RJ, GO, MS). Em 2017, foram coletados 530 mil litros de óleo de cozinha. De acordo com a empresa, ele deve se estender também para as regiões Norte e Nordeste. “Mas mais do que ampliar o número de postos de coletas, o que queremos é qualificar melhor cada um deles, melhorando suas performances. E isso só se dá por meio da conscientização e da educação das pessoas”, acredita Barela.

“Por isso, nosso trabalho é constante. Além da divulgação do Óleo Sustentável e do Ação Renove, o projeto direcionado a ONGs e escolas tem se mostrado bastante importante porque desenvolve a educação ambiental das próximas gerações”, diz.

Formação

É o caso da Escola Municipal Professor Márcio de Camargo, no bairro de Recanto dos Eucaliptos, em Mairinque/SP. “Já participávamos do “Fura-Bolo” e do de “grão em grão” (ligados ao logística reversa óleo_divulgação cargillestímulo à leitura e à transmissão de conceitos da agricultura familiar e alimento seguro, respectivamente) há mais ou menos cinco anos e no ano passado, resolvemos entrar para o de coleta de óleo de cozinha”, conta Márcia Eugênia da Silva César, diretora da escola.

“A receptividade dos alunos foi muito boa. Todos, na verdade, abraçaram a causa – pais, funcionários etc. O envolvimento foi tamanho que alunos se mobilizaram para recolher óleo usado também nos arredores da escola, em casas, supermercados e restaurantes”, disse Márcia.

“Se a gente reciclar, o Brasil será mais limpo e organizado. Estamos fazendo nossa parte para um mundo melhor. Em um mês, conseguimos encher um tambor com 200 litros de óleo coletado na vizinhança”, anima-se Poliana da Cruz Madeira, aluna do 6º ano do Fundamental, da Márcio de Camargo, em Mairinque.

“É interativo porque envolve a todos. Além de ajudarmos o município, estamos ajudando também o meio ambiente”, diz Gabriel Vinícius dos Anjos, também do 6º ano do Fundamental, da mesma escola.

Nem no ralo, nem no lixo

O descarte incorreto do óleo de cozinha não só de residências, como também de lanchonetes e restaurantes, por exemplo, gera algumas consequências. Por ter densidade inferior à água, uma vez em contato com oceanos ou rios, posiciona-se sobre a água, formando uma película que prejudica a entrada de luz e oxigênio, o que provoca por sua vez, a mortandade de peixes e de outros seres vivos.

Além disso, este tipo de descarte pode provocar também alagamento nas casas e nas ruas. Isto porque durante o seu trajeto na tubulação, o óleo acaba aderindo às paredes e retendo partículas sólidas, o que causa obstrução da passagem de água.

Uma vez descartado no lixo comum, é importante saber que o óleo de cozinha também tem a capacidade de formar uma camada impermeável no solo, impedindo, dessa maneira, que a água da chuva consiga se infiltrar, aumentando o risco de enchentes. E, em processo de decomposição, forma gás metano, que junto ao gás carbônico contribui para o aquecimento global.

O óleo reaproveitado pode ser utilizado na produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel.

Para saber como descartar e ter acesso aos pontos de coleta de óleo de cozinha em todo o País, acesse o site do Óleo Sustentável.

Ministério do Meio Ambiente lança edital para educação ambiental

Serão contratados serviços de consultoria para elaboração de material educativo e de formação de gestores municipais de meio ambiente

Redação*

O Ministério do Meio Ambiente abriu licitação para contratar serviços de consultoria de pessoa jurídica para a elaboração de material educativo e formação de gestores municipais de meio ambiente. A licitação faz parte do Programa Nacional de Capacitação de Gestores na bacia hidrográfica do rio São Francisco.

O edital é fruto de um projeto de cooperação técnica com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O objetivo é mobilizar e capacitar novos gestores municipais de meio ambiente, que atuam nos municípios da região do São Francisco, no âmbito do Programa Nacional de Capacitação de Gestores, por meio de processo formativo semipresencial.

A contratação prevê a elaboração de material didático específico e a realização de cinco oficinas na região da bacia. As propostas devem ser entregues até 8 de fevereiro no IICA, em Brasília.

Aqui, você tem acesso a outras informações e ao edital.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente