São Carlos/SP sedia simpósio sobre ILPF

Com realização da Embrapa Pecuária Sudeste, evento acontece em 1 e 2/12

Redação*

gadoNos dias 1 e 2 de dezembro, a Embrapa Pecuária Sudeste em parceria com o Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ) realizam o III Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo, em São Carlos/SP.

Com o objetivo de promover o aumento da adoção deste sistema de produção, o evento vai apresentar e discutir as principais metodologias, inovações e soluções tecnológicas da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

No primeiro dia, mais teórico, serão discutidos os desafios destes sistemas integrados, histórico, pesquisas e apresentação de estudos de caso. No dia seguinte, os participantes conhecerão os sistemas de integração da Fazenda Canchin, sede da Embrapa Pecuária Sudeste.

Ao todo, são 200 vagas. As inscrições devem ser feitas pelo link.

Serviço

O quê? III Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) do Estado de São Paulo

Onde? Auditório da Embrapa Instrumentação | Rua XV de Novembro, 1452 – Centro – São Carlos/SP (1/12) e Embrapa Pecuária Sudeste | Fazenda Canchim – Rodovia Washington Luiz, Km 234 | São Carlos/SP

Quando? 1 e 2/12

*Com informações da assessoria de imprensa

 

Comunicação e organização da cadeia são grandes desafios da pecuária no Brasil

Além dos já conhecidos pelo setor, estes são os dois maiores gargalos que a atividade precisa enfrentar para se desenvolver, de acordo com especialistas

Intercorte 2017Para discutir os desafios da pecuária brasileira e o desenvolvimento sustentável e também comemorar seus 10 anos, o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS) reuniu no segundo dia (16) da Intercorte 2017 – etapa São Paulo – especialistas, pesquisadores e representantes de instituições do setor. Ao fazer um balanço do ano, os painelistas falaram a respeito dos impactos da crise vivenciada pela atividade e a imagem da carne brasileira no mercado internacional, além da importância do relacionamento entre os elos da cadeia. “Este foi um ano atípico. Temos um futuro aparentemente muito bom pela frente”, disse Sérgio de Zen, do CEPEA (Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ).

“Temos tecnologia de sobra pra isso; é só olhar os dados de 1999 a 2015 que apontam um decréscimo de 12% a 15% na área de pastagem no País, enquanto o incremento de produtividade foi de 230%”, destacou Cleber Soares, pesquisador da Embrapa. Para ele, o maior gargalo a ser enfrentado pelo setor, além dos já conhecidos, é a organização da cadeia. “Estamos descolados da economia digital e o GTPS tem papel fundamental neste desafio”, disse. O pesquisador enxerga a comunicação como fator crucial neste processo. “A sociedade não nos reconhece. Apenas 23% dos brasileiros veem ligação entre ciência e tecnologia e produção de alimentos”, lamentou.

“Mesmo com a pecuária atropelada pelas crises deste ano, é possível afirmar que a imagem do agro obteve uma melhora sensível”, afirmou Coriolano Xavier, pesquisador do Núcleo de Estudos do Agronegócio, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Para Xavier, que apontou a pesquisa Plant Project – JH/B2F – Bridge Research – A percepção do campo na cidade, divulgada no último 8/11, durante a HSM Expo 2017, como referência, apesar de dados bastante positivos, o estudo mostra também que 60% dos entrevistados não souberam dizer qual é a grande vocação do Brasil. “Precisamos ser mais assertivos em nossa comunicação. Há muito espaço ainda para o agro crescer com isso e sermos reconhecidos como a grande vocação do Brasil”, disse.

 

 

 

 

 

Projeto quer tirar araucárias da lista de espécies em extinção

Programa da Embrapa em parceira com iniciativa privada prevê o plantio de árvores nas estradas

araucária nas estradasDesde 2011, um projeto promovido pela Embrapa Florestas com apoio da iniciativa privada, vem, aos poucos, modificando a paisagem de estradas em três municípios localizados no Paraná – Lapa, Fernandes Pinheiro e Fazenda Rio Grande e em Caçador, Santa Catarina. Com o objetivo de resolver o problema da extinção de araucárias, árvore símbolo da região Sul, o programa “Estradas com Araucárias” encontrou uma forma simples para estimular o produtor rural a contribuir com o aumento da população da espécie – plantar na divisa da propriedade com a faixa de domínio da estrada.

“Para que tivéssemos a adesão dos produtores, quatro questões eram fundamentais: o plantio das araucárias não podia competir com a atividade econômica das propriedades; os agricultores precisavam de algum apoio financeiro; deveria ser atrativo para que outras empresas também participassem e teria de contar com o apoio de instituições públicas”, explica Edilson Batista de Oliveira, engenheiro agrônomo da Embrapa e idealizador do projeto.

Com esse diagnóstico em mãos, o modelo do projeto foi concebido – cada produtor planta 200 mudas de araucária nas divisas de sua propriedade com estradas. A partir do plantio, ele recebe R$ 5,00 por cada uma, totalizando uma renda de R$ 1.000,00 por ano. O pagamento ocorre até as árvores completarem plenamente seu desenvolvimento e começam a produzir pinhão, que gera renda para o produtor. “O plantio é feito em linha simples com espaçamento de cinco metros entre as árvores. A previsão para que uma araucária comece a dar pinhão é de 15 anos”, explica Oliveira.

Além do apoio das Secretarias de Agricultura e do Meio Ambiente, da EMATER e de Universidades, o “Estrada com Araucárias”, conta com o patrocínio do Grupo DSR, de soluções e inteligência logísticas. “Vimos no projeto a oportunidade de compensação de emissões de gases de efeito estufa despejados pelos caminhões da empresa e também de perpetuar nosso negócio com sustentabilidade ambiental, social e econômica”, diz Paulo Caffeu, diretor do Grupo DSR.

Plantio

“Antes de conhecer o programa, eu já tinha um interesse em plantar araucária nas divisas da minha propriedade; quando surgiu o convite da Secretaria do Meio Ambiente, uni o útil ao agradável. A araucária além de trazer beleza, traz proteção, sombra e ainda produz pinhão, que o gado come”, diz Amauri Delponte, produtor de soja e milho e criador de gado no município de Lapa/PR. “Depois que entrei para o projeto, outros agricultores me procuraram para saber como funciona. Conheço muita gente que está fazendo por conta própria”, conta Delponte.

Produtor rural também no município de Lapa/PR, Leandro Piska, também se interessou pelo projeto. “Além da questão da preservação, o pagamento pelos serviços ambientais é um grande estímulo. Com essa renda, temos uma ajuda para a compra de insumos da propriedade”, diz. “Infelizmente, no início deste ano tivemos um problema com incêndio que acabou com as árvores”, lamenta Piska. “Mas estou estudando com meu pai o replantio das araucárias”, conta.

Até o momento, participam do “Estrada com Araucárias”, 68 produtores e foram plantadas 20.000 árvores. “Este volume compensa cerca de 8% das emissões de gases de efeito estufa da DSR. Queremos expandir, mas esbarramos em uma limitação orçamentária”, explica o diretor da DSR.