Safra de grãos de 2018 deve sofrer queda de 8,9%

Estimativa é do IBGE; de acordo com Instituto safra deverá ser de 220,2 milhões de toneladas. Clima é um dos fatores que devem afetar a produção

Redação*

soja exportação_DivulgaçãoAgência de Notícias do ParanáA safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do ano que vem deverá ser 8,9% abaixo deste ano. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, divulgado hoje (9), a safra deverá ficar em torno de 220,2 milhões de toneladas em 2018; 21,4 milhões a menos do que a produção esperada para este ano. O atraso das chuvas é apontado pelos especialistas do instituto como um dos fatores da queda.

São esperadas quedas nas três principais lavouras de grãos do Brasil – soja (-6,3%), milho (-14,4%) e arroz em casca (-6,8%). Também é esperado um recuo na produção de algodão herbáceo em caroço (-1,5%). Dentre as cinco principais lavouras, apenas o feijão em grão deverá ter aumento na safra: 1,3%.

As cinco regiões do País deverão ter queda na safra no ano que vem, em relação a esse ano: Norte (-3,2%), Nordeste (-5,8%), Sudeste (-4,8%), Sul (-12,3%) e Centro-Oeste (-8%).

Ainda de acordo com o Instituto, a nova estimativa para a safra de grãos 2017, realizada em outubro, é de que deverá ser 0,2% menor do que a anterior, de setembro. Mas, espera-se que o ano seja encerrado com uma safra 30% superior à observada em 2016: 241,6 milhões de toneladas ou 55,8 milhões de toneladas a mais do que no ano passado.

Entre as principais lavouras, a soja deverá fechar 2017 com uma alta de 19,4% e o arroz com um crescimento de 16%. O milho apresentou um aumento de 27,3% na primeira safra do ano e de 72% na segunda safra, de acordo com o IBGE.

*Com informações da Agência Brasil

 

Produção brasileira de café deve chegar a 44,77 milhões de sacas nesta safra

Estimativa é da Conab; área total cultivada deve alcançar 2,21 milhões de hectares

Redação*

cafeeiroSafra 2017 de café deve chegar a 44,77 milhões de sacas de 60 Kg. O dado, divulgado hoje (21) é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a instituição, a área total cultivada no Brasil deve alcançar 2,21 milhões de hectares, sendo 345,19 mil hectares em formação e 1,86 milhão de hectares em produção.

O relatório traz também que a produção de arábica deve chegar a 34,07 milhões de sacas. A bienalidade negativa na maior parte dos estados produtores acarreta uma produtividade média menor do que a da safra anterior. A área relativa a esta cultura será de 1,78 milhão de hectares, sendo 299,83 mil hectares em formação (16,8%) e 1,48 milhão de hectares em produção (83,2%).

A produção prevista de conilon é de 10,71 milhões de sacas. A estimativa é de que a produtividade se recupere frente à forte escassez de chuvas dos últimos anos. A área destinada à essa variedade será de 427 mil hectares, sendo 45,35 mil hectares em formação (10,6%) e 381,62 mil hectares em produção (89,4%).

Em Minas Gerais, a produção de café deverá ser 20,7% menor do que na safra 2016, também devido à bienalidade negativa.

No Espírito Santo, a queda na produção total deve ser de 1,5%. Entre as razões estão as condições climáticas desfavoráveis atravessadas pelas lavouras de conilon em 2016 e a falta de mudas para plantio. Há também o ciclo de bienalidade negativa no arábica.

Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas devido ao ciclo de bienalidade negativa e ao alto índice de podas. A produção deverá chegar a 3,36 milhões de sacas na Bahia, 1,94 milhão de sacas em Rondônia, 1,21 milhão de sacas no Paraná, 349,1 mil sacas no Rio de Janeiro, 180,1 mil sacas em Goiás, 84,5 mil sacas no Mato Grosso e 7,5 mil sacas no Amazonas.

*Com informações do Mapa

 

Produção brasileira de cana-de-açúcar deve cair nesta safra

Volume de 646,34 milhões de toneladas, estimado pela Conab, é 1,7% inferior ao da temporada passada

Redação*

Canavial-Ed-300x246Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou números do 2º levantamento da safra 2017/2018 de cana-de-açúcar. De acordo com a Companhia, a safra atual deve ser de 646,34 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 1,7% comparada às 657,18 milhões da temporada passada.

A área colhida apresenta uma redução de 3,1%, passando de 9,05 milhões para 8,77 milhões de hectares. A queda deve-se à desistência e à devolução de áreas de fornecedores distantes das unidades de produção, principalmente aquelas em que há dificuldade de mecanização.

De acordo com a Conab, o recuo na produção só não é maior graças ao aumento de 1,5% na produtividade, que deve passar das 72,62 toneladas por hectare da safra anterior para 73,73 toneladas por hectare.

A prioridade continua sendo a produção de açúcar, que deve atingir 39,39 milhões de toneladas, aumento de 1,8% em relação à safra anterior, de 38,69 milhões de toneladas. Com esta tendência, a produção de etanol registra redução de 6,1%, passando de 27,81 para 26,12 milhões de toneladas.

A queda ocorre apenas no etanol hidratado, aquele que vai direto para as bombas de combustível. O anidro tem mercado garantido na mistura com a gasolina e não apresenta variações na produção. Enquanto o hidratado cai 10,2% e sai de 16,73 para 15,02 bilhões de litros, o anidro sobre de 11,07 para 11,09 bilhões de litros, com aumento de 0,2%.

O levantamento também divulgou o percentual de colheita mecanizada no país – a estimativa desta safra é de que 90,2% da área de colheita adote a tecnologia. Na Região Centro-Sul, o percentual é de 95,6%, enquanto que no Norte-Nordeste é de apenas 23,2%, devido à dificuldade de atuação mecânica num relevo mais acidentado.

Os dados deste segundo levantamento da Conab foram coletados no período de 30 de julho a 12 de agosto.

*Com informações do Mapa