Brasil iniciará exportação de carne à Indonésia e à Coreia do Sul

Mapa anunciou também ampliação de mercado na China

Redação*

Desossa em frigorífico - foto: Delfim Martins/Pulsar Imagens

Desossa em frigorífico – Foto: Delfim Martins/Pulsar Imagens

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou nesta 3a feira (17) que estão em fase final as negociações para o início das exportações de carne bovina para a Indonésia.

Maggi ainda informou que a Coreia do Sul será outro novo mercado para a carne brasileira. De acordo com o ministro, coreanos irão importar carne suína brasileira, fornecida por Santa Catarina, área livre de febre aftosa sem vacinação, sendo que as tratativas serão concluídas nos próximos dias.

“… está sendo acertada para maio, possivelmente nas primeiras semanas do mês, a vinda da “tão esperada missão da China, para ampliação do número de plantas frigoríficas autorizadas a embarcarem todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves) àquele país”, disse o ministro.

Maggi explicou também que está em fase final a reabertura do mercado da Rússia à carne suína brasileira. O ministro já enviou carta às autoridades sanitárias russas informando as medidas adotadas pelo Brasil para viabilizar a volta dos embarques àquele mercado.

As exportações à Rússia foram suspensas em dezembro de 2017, sob a alegação de presença de ractopamina em cortes suínos. Para a próxima semana (24), está prevista reunião entre autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia para os acertos finais à retomada do comércio.

*Com informações do Ministério da Agricultura.

 

Exportações brasileiras cresceram acima da média mundial em 2017

Dado é do relatório “Trade and Statistics Outlook”; aumento das vendas nacionais foi o 6º mais expressivo entre os 30 maiores exportadores

Redação*

foto - Eduardo Zappia/Pulsar Imagens

foto – Eduardo Zappia/Pulsar Imagens

A Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou ontem (12) o relatório “Trade and Statistics Outlook”, que traz que o Brasil ampliou sua participação nas exportações mundiais em 2017. No último ano, o crescimento das vendas brasileiras ao exterior foi a 6ª mais expressiva entre os 30 maiores exportadores do mundo, superando países como Estados Unidos, China e Alemanha.

O documento mostra que, em valores, as exportações brasileiras cresceram 17,5% em 2017, acima da média mundial, após cinco anos de queda. O resultado também refletiu na ampliação da participação brasileira nas vendas mundiais, que passou de 1,16%, em 2016, para 1,23% do total, em 2017.

No informe do ministério, a safra agrícola recorde, o crescimento da produção de petróleo, o desempenho favorável das exportações de bens manufaturados, como do setor automotivo, também foram apontados como os responsáveis pelo crescimento das exportações.

Em 2017, a indústria brasileira exportou 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países diferentes, crescimento de 40% em relação a 2016. O relatório também demonstra que o comércio mundial apresentou o maior crescimento em volume em seis anos, com uma expansão de 4,7% em 2017.

Por meio de comunicado da assessoria de imprensa, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge, atribuiu o resultado a medidas que estão em andamento na pasta e que facilitam o comércio exterior, “como a agenda de acordos comerciais e a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz em 40% os prazos de exportação e importação”.

*Com informações da Agência Brasil

 

Exportações de café têm queda em março

Declínio foi de 11% em relação ao mesmo período do ano passado

Redação*

café verde_Pulsar ImagensEm março, o Brasil exportou 2.523.719 sacas de café, com receita cambial de US$ 396,2 milhões. O volume representa uma queda de 11% em relação ao mesmo período de 2017. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre as variedades embarcadas no mês, o café arábica representou 84,5% do volume total de exportações (2.132.973 sacas), seguido pelo solúvel, com 13% (327.424 sacas), e robusta, com 2,5% (62.807 sacas). De acordo com a Cecafé, a exportação de café robusta teve um crescimento de 204,5% em relação a março de 2017 e aumento de 133% em relação a fevereiro deste ano.

No acumulado do ano, o Brasil registrou um total de 7.739.493 sacas exportadas, queda de 4,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita cambial também caiu, alcançando US$ 1.233,1 milhões.

“É importante mencionar que o café mantém uma performance positiva, mesmo em cenários adversos, como os anos de 2008,2010 e 2014. Isso acontece, principalmente, porque o café é mais do que uma bebida; trata-se de um produto com sabor sem igual, que promove momentos de socialização entre os consumidores. A tendência de crescimento do consumo mundial, na média de 2% ao ano, se mantém, e a boa reputação do café brasileiro garante que esteja sempre com uma demanda atraente”, diz Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Em março, o preço médio foi de US$ 157,00/saca, um decréscimo de 10,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a média foi de US$ 175,62.

*Com informações da Cecafé