Conab vai comprar sementes de milho e feijão de agricultores familiares do CE

Propostas de venda deverão ser apresentadas até 3 de novembro

feijão_cenárioA Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está com inscrições abertas para aquisição de sementes de milho e feijão de agricultores familiares. A compra será feita pela Superintendência Regional no Ceará, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As propostas de venda deverão ser apresentadas por associações e cooperativas interessadas até 3 de novembro.

Serão adquiridos 143, 8 mil quilos de sementes de milho (BRS Catingueiro) e 19,11 mil quilos de sementes de feijão (Vigna BRS Pujante), com recursos de R$ 486,1 mil repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

A compra foi solicitada pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para distribuição a agricultores familiares dos municípios de Aneiroz, Caucaia, Parambu, Quiterianópolis, Tauá, Boa Viagem, Canindé, Caridade, Crateús, Novo Oriente, Tamboril, Banabuiú, Mombaça, Pedra Branca, Quixeramobim, Russas e Horizonte.

Para participar do edital, associações ou cooperativas da agricultura familiar devem enviar à Conab, além da proposta de participação conforme modelo pré-determinado, prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), cópia da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Jurídica, entre outros documentos listados no edital. Também é preciso que a cultivar a ser fornecida e a entidade fornecedora estejam inscritas no Registro Nacional de Cultivares e no Registro Nacional de sementes e mudas (RENASEM). Os documentos devem ser entregues na sede da Conab no Ceará ou enviados pelos Correios.

Após a habilitação, serão priorizadas as propostas de participação com maior proximidade do município de entrega, visando aumentar a adaptação da semente, incentivo à produção local e menor custo de transporte. Em segundo lugar, terão prioridade como fornecedores assentados da Reforma Agrária, mulheres e quilombolas.

Serviço

Chamada pública para compra de sementes de milho e feijão
Prazo de inscrição – até 3 de novembro
Local de entrega da documentação com proposta de venda – Conab/CE – Rua Antônio Pompeu, 555 – José Bonifácio – Fortaleza/CE – CEP 60040-005 – A/C Marcelino Viana da Silva Filho

*Com informações da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

Arroz e feijão – os vilões da vez

Alta de preços impacta hábito alimentar do brasileiro

feijão_cenárioA dupla mais querida do prato do brasileiro – arroz e feijão – tem deixado o preço do PF bem salgado há alguns meses.

Segundo o IBGE, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. E mais uma vez, o feijão-carioca, cujos preços subiram, em média 58,06%, foi o item que, sozinho, exerceu o maior impacto no índice do mês, 0,18%.

Em Goiânia, por exemplo, o quilo do produto aumentou 81,03%, em Brasília, 62,69%, em Salvador, 61,69% e em Fortaleza, 60,63%.

De acordo com o Instituto, os outros tipos de feijão também apresentaram aumentos significativos nos preços. O mulatinho passou a custar, em média, 45,94% a mais, o preto subiu 34,23% e o fradinho, 11,78%.

Os números divulgados no último mês (junho) pelo Instituto Rio-Grandense do Arroz (IRGA), mostram que o arroz pode seguir os mesmos passos do feijão, no varejo. A cotação do saco de 50 Kg. do arroz tipo 1, em casca, atingiu R$ 44,52, o maior valor registrado no Rio Grande do Sul em quase 20 anos.arrozal-Morguefile-1024x682

Alternativas

“Além de outras variedades (preto, banco, jalo, fradinho, rosinha), devemos considerar também como alternativa ao feijão-carioca, outras leguminosas como lentilha, ervilha, fava, soja, grão de bico. Estes grãos apresentam uma envoltura de celulose, contêm amido e proteína vegetal, contemplando também em sua composição carboidratos complexos, fibras solúveis e insolúveis, vitaminas do complexo B, minerais como potássio, fósforo, magnésio, zinco, ferro, cálcio e pouca quantidade de colesterol e sódio”, explica Denise Cussioli Gonçalves, nutricionista e diretora da Associação Paulista de Nutrição (APAN).

Quebra da safra eleva preço do feijão

Estudo realizado pelo IEA aponta números das regiões produtoras da leguminosa, cuja produção caiu mais de 30%

Redação*

feijão_cenárioLevantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo indicou que a queda de 32,8% na área cultivada de feijão da seca no Estado de São Paulo foi impactada pela redução drástica da produção de São João da Boa Vista, Itapeva e Itapetininga, três das quatro principais regiões produtoras, influenciando assim, a oferta do produto.

O documento mostrou também que esperava-se um incremento da ordem de 0,8% de produtividade na safra do feijão de inverno irrigado, especialmente na área de Itapeva, seguida de Andradina, Assis, Avaré e General Salgado.

Diante deste cenário, o estudo sobre o comportamento de preços do feijão constatou uma elevação em três níveis de comercialização – com o preço recebido pelo produtor em maio 7,6% mais caro do que em abril e 26% superior ao valor do produto em maio de 2015, influenciando os preços do atacado e, posteriormente, ao consumidor.

Ainda de acordo com os analistas Ana Victória Vieira Monteiro e José Roberto da Silva, do IEA, outro fator que impactou o preço do feijão foi a quebra da safra dos dois principais estados produtores de feijão da seca, Paraná e Minas Gerais, em decorrência de excesso de chuva e geadas.

O documento traz também que, por não sofrer a mesma pressão nos preços, o feijão preto pode ser uma alternativa de consumo.

*Com informações do IEA