FAO e MERCOSUL firmam novo acordo para combate à fome

O termo de cooperação conta com ações voltadas à erradicação da má nutrição e da pobreza rural

Redação*

feiraDurante a cúpula de chefes de Estado do MERCOSUL, realizada na semana passada na Argentina, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) firmou um novo acordo com o bloco com o objetivo de prestar assistência técnica aos programas regionais e nacionais de combate à fome. De acordo com a FAO, atualmente metade das pessoas em situação de insegurança alimentar na América Latina e Caribe vive na América do Sul.

Segundo o termo de cooperação, o mercado comum e a FAO trabalharão juntos para avançar ações voltadas à erradicação da má nutrição e da pobreza rural.

Durante participação no encontro de líderes políticos, o representante regional da FAO, Julio Berdegué, disse que o peso do setor agrícola dos países do MERCOSUL faz do mercado comum um ator de importância planetária. “O que o MERCOSUL faz ou deixa de fazer em termos de desenvolvimento agrícola tem o potencial de afetar, em grande parte, o mundo. Por isso é tão importante o trabalho conjunto com esses países: são sócios-chave para alcançar tanto o desenvolvimento sustentável, como a fome zero”, defendeu o dirigente.

O acordo reafirma e renova a aliança que os dois organismos haviam criado ao longo dos últimos quatro anos. Parceria foi responsável por múltiplas iniciativas de apoio à agricultura familiar, bem como por programas de cooperação Sul-Sul. Berdegué afirmou que a nova estratégia permitirá o compartilhamento de boas práticas já implementadas por países do MERCOSUL com nações de outras regiões.

“Três décadas nos mostram que, sozinhos, não vamos a lugar algum. Crescemos apenas quando estamos juntos com quem está à nossa volta”, disse o chanceler da Argentina, Jorge Faurie, em declarações à imprensa local.

*Com informações da FAO

 

 

Prêmio Josué de Castro de combate à fome abre inscrições

Podem participar universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas e órgãos públicos municipais ou estaduais de São Paulo

Redação*

alimentacao_saudavel_fund julitaA partir de 17 de julho, o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea/SP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, recebe inscrições para o Prêmio Josué de Castro.

A iniciativa premiará a formulação de soluções concretas para o combate à fome e a promoção de segurança alimentar e nutricional, em duas categorias – melhor pesquisa científica e melhor programa ou projeto de política pública.

Podem participar universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas e órgãos públicos municipais ou estaduais de São Paulo. Os interessados podem se inscrever até 15 de agosto por meio do link.

Para outras informações, escreva para consea@consea.sp.gov.br ou ligue para (11) 5067-0444.

Josué de Castro

Influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor e ativista do combate à fome, publicou uma extensa obra, partindo de sua experiência pessoal no Nordeste brasileiro. Geografia da fome, Geopolítica da fome, Sete palmos de terra e um caixão e Homens e caranguejos são seus livros publicados. Morreu em 1973.

*Com informações da assessoria de imprensa

Brasil avança no combate à fome, mas tem 54% da população com sobrepeso

Dado é do último documento divulgado pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos

Redação*

alimentacao_saudavel_fund julitaÚltimo levantamento realizado pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) sobre alimentação no Brasil apontou que a incidência de nanismo associado à subnutrição no País caiu de 19% em 1989 para 7% em 2007. O avanço foi um dos destaques do relatório que reuniu dez pontos sobre a nutrição no Brasil.

O documento traz que de 1986 a 2006, o aleitamento materno exclusivo para bebês de até seis meses aumentou de 2% para 39%. Outra conquista apontada foi o combate ao uso e preparação pouco conscientes dos alimentos; em 2007, as taxas de desperdício foram estimadas em 2%.

Chamou atenção para a adoção em 2010, na Constituição brasileira, do direito à comida. Com a medida, o Brasil se tornou um dos três países do mundo a garantir a alimentação enquanto direito fundamental. A lei estabelece que todo cidadão seja livre da fome e da má nutrição e tenha acesso à alimentação adequada e saudável.

Outro ponto positivo foram as regulações mais rígidas adotadas em 2015 pelo País para o mercado de substitutos do leite materno, mesmo com a resistência da indústria. Elogiou também a publicação de diretrizes alimentares pelo governo, em 2014, cujo objetivo foi encorajar pessoas a evitar alimentos ultraprocessados e a consumir produtos naturais, integrais e com menores quantidades de aditivos e conservantes.

O levantamento, no entanto, traz também mudanças negativas. O sobrepeso em adultos e a obesidade alcançaram um patamar de 54% e 20%, respectivamente, e a tendência, segundo o Centro de Excelência é de crescimento.

O Centro alerta que, mesmo tendo conquistado melhorias na distribuição de renda, o Brasil ainda enfrenta pobreza generalizada e a insegurança alimentar e nutricional continua a ser um problema em algumas comunidades.

*Com informações da FAO