Nove frigoríficos brasileiros serão liberados para exportação de carne de frango à União Europeia

Segundo Mapa, europeus sinalizaram exclusão de abatedouros da lista de exportadores vetados

Redação*

foto - Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

foto – Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que nove frigoríficos brasileiros foram liberados para a venda de carne de frango à União Europeia.

De acordo com o Mapa, a União Europeia sinalizou a exclusão desses abatedouros da lista de exportadores vetados e que, portanto, não haveria mais motivos técnicos para manter a suspensão.

A expectativa é de que a Comissão Europeia inicie a votação do fim da suspensão, processo que pode demorar alguns dias.

O ministro da pasta, Blairo Maggi, já havia informado que o bloqueio de carne de frango brasileira será levado à Organização Mundial do Comércio (OMC), já que na avaliação dele, os embargos estão ligados a uma questão comercial e não sanitária, argumentando que o País atende a todas as exigências dos europeus sob o aspecto sanitário.

*Com informações da Agência Brasil

 

 

Mapa suspende exportação de carne de frango da BRF à União Europeia

Ministério afirma que tomou a medida preventivamente

Redação*

frangoII_MorguefileEm comunicado a seus acionistas, na última sexta-feira (16), a BRF confirmou que teve parte de suas exportações de carne de frango para a União Europeia suspensas pelo Ministério da Agricultura a partir desta data.

Em nota, o Ministério afirma que adotou a medida preventivamente e que uma missão técnica seguirá para a Europa na próxima semana e deve prestar todos os esclarecimentos necessários paras as autoridades sanitárias locais.

A Associação Brasileira de Proteína Animal comentou a decisão do Ministério e afirmou que o caso envolve apenas divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados em relação à bactéria Salmonella spp e que isso, em termos práticos, não traz risco à saúde pública.

A Associação argumenta ainda que o Brasil exporta carne de frango para a Europa há mais de dez anos e que nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. Por isso, não haveria motivos concretos para o embargo. O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo.

*Com informações da Agência Brasil

 

Mesmo com queda de exportações em 2017, ABPA enxerga boas perspectivas para o setor produtivo para o próximo ano

Aumento de produção, retomada e conquista de mercados estão no horizonte da entidade em 2018

Ao microfone, Francisco Turra, presidente da ABPA

Ao microfone, Francisco Turra, presidente da ABPA

Depois de viver a pior crise de imagem, causada pela Operação Carne Fraca, deflagrada em março deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) contabiliza os prejuízos e traça boas perspectivas para o setor produtivo no próximo ano. “Dos 77 países que impuseram algum veto à carne brasileira, apenas três mantém o bloqueio (Santa Lúcia, Trinidad e Tobago e o Zimbábue). Internamente, o problema foi resolvido com mais facilidade e retomamos o consumo, mas lá fora foi mais difícil e até hoje sofremos consequências”, disse Francisco Turra, presidente da ABPA, em coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira (13), em São Paulo. “Só nos três primeiros meses após a Carne Fraca, deixamos de exportar 150 mil toneladas de carne. Isto ainda não foi recuperado”, completou.

Apesar disso, Turra enfatizou a retomada de mercados pelo Brasil e questões como a estabilidade do câmbio, a disponibilidade de milho e soja com bons preços e o aumento do consumo interno, que vinha caindo nos últimos dois anos. “Esta boa oferta de insumos e também os preços devem se manter em 2018. Não acreditamos em maior importação de milho, além dos núcleos onde isso se faz necessário, por questões logísticas”, disse Ariel Antônio Mendes, diretor de relações institucionais da ABPA.

Frango

De acordo com a ABPA, a produção brasileira de frango deverá fechar o ano em 13,056 milhões de toneladas, volume que supera em 1,2% 2016. A entidade prevê um crescimento de 2% a 4% para o próximo ano. As exportações totalizaram 4,320 milhões de toneladas (-1,2%), com uma receita de US$ 7,2 bilhões, valor 6% superior ao ano anterior. Para 2018, a expectativa é de que haja elevação de 1% a 3% em volume.

“Levando em consideração o aumento do consumo interno e as consequências da Operação Carne Fraca, não consideramos o resultado ruim. Não podemos nos esquecer de questões pontuais como a queda na importação pela China devido à maior oferta de carne suína, proteína mais consumida neste país. Não perdemos muito, mas deixamos de ganhar. Se não fosse a crise por que passamos, certamente estaríamos comemorando resultados bem mais expressivos”, disse Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados, da ABPA.

Suíno

A produção de suíno no País deve totalizar 3,758 milhões de toneladas, volume 0,5% superior ao produzido no ano passado. A ABPA acredita que em 2018, este volume seja superado de 2% a 3%. Foram exportadas 693 mil toneladas, queda de 5,4% em relação a 2016, mas com uma receita 9,5% superior, de US$ 1,624 bilhão. A perspectiva para o próximo ano é de o volume cresça de 4% a 5% em volume.

Ovos

O Brasil deve fechar 2018 com uma produção de ovos de 39,9 bilhões de unidades. O número é 1,8% superior ao obtido no ano passado. Para ABPA, a produção em 2018 deverá ser de 5% a 6% maior. Foram exportadas 5,834 mil toneladas (queda de 44%), com uma receita de US$ 8,1 milhões, retração de 42,5% na receita em relação a 2016.

Consumo interno

Segundo a ABPA, houve aumento do consumo interno. “Isso é devido à reação da economia a partir do segundo semestre deste ano”, disse Turra. O consumo per capita de frango ficou em 42 Kg/ano (+1,8%); o de carne suína foi de 14,7 Kg/ano (+1,7%) e o de ovos foi de 192 unidades/ano (+0,8%).