Fundecitrus divulga levantamento da incidência do greening em SP e MG

A divulgação acontecerá na quinta-feira (29), às 9h30, na sede da instituição, em Araraquara (SP). Foram visitados mais de 2 mil talhões, com o objetivo de apurar a incidência e a severidade desta que é a pior doença da citricultura mundial  na principal região produtora de citros do Brasil

Redação

Fundecitrus_Foto Henrique SantosPara realizar o trabalho de inspeção, os funcionários do Fundo de Defesa da Citricultura – Fundecitrus visitaram mais de 2 mil talhões sorteados de acordo com a região, tamanho de propriedade e idade dos pomares, de forma que representem todo o parque citrícola.

O greening (ou huanglonbing/HLB)  é a doença mais destrutiva que ataca os pomares de citros do Brasil e a maior ameaça à citricultura mundial. Não existem variedades comerciais resistentes à doença e nem cura para as plantas contaminadas. Os frutos de ramos afetados não se desenvolvem, ficam pequenos, deformados e assimétricos. O suco de frutos doentes tem sabor mais ácido, menos açúcares e fica amargo.

O levantamento feito pelo Fundecitrus em 2016 apontou que o greening estava presente em 16,92% das laranjeiras (o estudo não abrange limões, tangerinas e pomares abandonados) do parque citrícola.

Para participar do evento de divulgação do levantamento é necessário fazer a inscrição pelo site: http://www.fundecitrus.com.br/cursos/inscricao

Serviço:

Divulgação do levantamento da incidência do greening

Data: 29/06/2017 (quinta-feira)

Horário: 9h30

Local: Sede do Fundecitrus – Av. Dr. Adhemar Pereira de Barros, 201, Vila Melhado (Araraquara/SP), CEP: 14807-040

Inscrições: http://www.fundecitrus.com.br/cursos/inscricao

SP e MG fecham safra 2016/2017 de laranja em 245,31 milhões de caixas

Volume é 18% menor em relação à safra anterior, de acordo com o Fundecitrus

Redação*

laranjaA safra 2016/2017 de laranja no parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais fechou em 245,31 milhões de caixas, de 40,8 Kg cada. O volume é 18% menor do que a anterior. Os dados são do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

De acordo com o levantamento, nesta safra foram colhidas 48,31 milhões de caixas das variedades Hamlin, Westin e Rubi; 13,62 milhões de caixas das variedades Valência Americana, Valência Argentina, Seleta e Pineapple; 74,17 milhões de caixas da variedade Pera Rio; 80,14 milhões de caixas das variedades Valência e Valência Folha Murcha; 29,07 milhões de caixas da variedade Natal. Da produção estimada cerca de 9,56 milhões de caixas foram produzidas no Triângulo Mineiro.

Segundo o Fundecitrus, a queda de frutos ficou abaixo do esperado devido, principalmente, à colheita que foi mais rápida neste ano. A quantidade de frutos por caixa foi alterada devido ao ganho de peso das laranjas sendo necessários 26 frutos a menos do que na estimativa inicial para compor uma caixa de 40,8 Kg. O crescimento dos frutos foi provocado pelo baixo número de laranjas por árvore.

Para ter acesso ao relatório completo, clique aqui.

*Com informações do Fundecitrus

Controle de psilídeo deve ser intensificado, alerta Fundecitrus

Período de chuvas intensas favorece aumento da população do inseto transmissor de HLB

Redação*

laranjaO Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgou alerta aos citricultores para o aumento da população do inseto transmissor de HLB (huanglongbing/greening). De acordo com a instituição, chuvas frequentes como as que ocorreram em janeiro, colaboram com a ocorrência de um pico no surgimento de brotações nos pomares. Esta fase de desenvolvimento das plantas é a preferida do inseto para se alimentar e reproduzir, o que impacta em maior infestação e contaminação nos pomares.

Em janeiro choveu em média 306 milímetros em todo o parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais, 28% a mais do que a média histórica que é de 239 milímetros, de acordo com informações da Somar Meteorologia. Nesse mesmo período, o alerta fitossanitário do Fundecitrus, que monitora o índice de presença do inseto em nove regiões do parque citrícola, apontou a presença de ao menos um psilídeo (inseto transmissor de HLB) para cada 10 armadilhas monitoradas pelo sistema e 27% das plantas estão com brotos novos.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus, Renato Bassanezi, os citricultores precisam estar atentos à presença de brotos e de psilídeos no pomar. “O momento é propício para que psilídeo se multiplique e transmita a bactéria para as plantas, por isso é necessário intensificar o controle”, diz.

“A ocorrência de chuvas todos os dias dificulta a aplicação, tanto no aspecto operacional quanto no efeito, pois lava os produtos. O indicado é que sejam feitas reaplicações logo após um período de chuvas seguidas para não deixar as plantas desprotegidas e assim diminuir as chances de infecção”, diz em nota o pesquisador do Fundecitrus, Marcelo Miranda.

*Com informações do Fundecitrus