Ribeirão Preto/SP recebe simpósio sobre melhoramento genético e biotecnologia na cana-de-açúcar

Inscrições são gratuitas, porém limitadas a 350 participantes

canavial-ed-300x246Com o objetivo de reunir instituições públicas e privadas que representem setores de pesquisa, produção e de políticas públicas para o setor sucroenergético e em áreas afins, a Embrapa em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Stab e Ridesa Brasil, realizam em 15 de março, em Ribeirão Preto/SP, o Simpósio Integração da Pesquisa Pública com Cana-de-Açúcar no Brasil.

Dividido em quatro painéis, o evento discutirá temas como a situação atual do setor sucroenergético e perspectivas; novas tecnologias para a cana-de-açúcar; sistemas de produção atual e melhoramento genético.

As inscrições são gratuitas. No entanto, o número de participantes é limitado a 350.

Para conferir programação completa, e se inscrever, acesse https://www.embrapa.br/simposio-cana

Serviço

O quê? Simpósio Integração da Pesquisa Pública com Cana-de-Açúcar no Brasil

Onde? Centro de Convenções do IAC | Ribeirão Preto/SP

Quando? 15 de março, das 9h às 20h

 

 

 

 

Protótipo de seletora de mudas de cana é premiado

Projeto desenvolvido por alunos de Engenharia da USP é reconhecido por inovação e sustentabilidade

Uma nova tecnologia poderá num futuro breve estar à disposição dos produtores brasileiros seguindo o caminho – da universidade ao campo. Isso porque um dos projetos vencedores da 9ª seletora-de-cana_1edição do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável trata-se de um protótipo para automação de seleção de mudas de cana-de-açúcar produzidas por meio do processo de pré-brotação.

De autoria dos estudantes da USP Fernando Antonio Torres Velloso da Silva Neto e Fernando Paes Lopes, de Engenharia Mecatrônica e de Henrique Oliveira Martins, de Engenharia Mecânica, o projeto teve início no laboratório de inovação da Poli/USP – Inovalab. “Estávamos trabalhando na seleção de produtos agrícolas com visão computacional, em que conseguimos separar características de interesse para determinada cultura como coloração, tamanho, volume, qualidade etc”, conta Fernando Paes Lopes.

“Observamos que o processo de muda pré-brotada, embora tivesse grande potencial em incremento de produtividade, topava em alguns entraves – a seleção de mudas e o alto custo seletora-de-cana_2operacional. Foi aí que decidimos direcionar os estudos para a cana-de-açúcar”, completa o professor Eduardo de Senzi Zancul, orientador do trabalho.

Capaz de identificar qualidade baseada no grau de desenvolvimento da muda e selecioná-la como apta ou não apta para o plantio, “a seletora contribui para uma maior eficiência durante a fase de plantio, reduzindo perdas e, consequentemente, melhorando a produtividade”, explica Lopes.

De acordo com eles, o custo desta tecnologia para os produtores giraria em torno de R$ 150 mil a R$ 200 mil. “As maiores vantagens da adoção desta seletora seriam um processo de seleção de mudas mais rápida e barata, além de um rendimento maior”, diz o professor.

Segundo os autores do projeto, a seletora pode ainda ser adaptada a outras culturas que utilizem técnicas de plantio semelhantes ao da cana-de-açúcar, como por exemplo, mudas florestais – pinus, eucalipto.

MPB (Muda pré-brotada)

Desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, o sistema de mudas pré-brotadas de cana é uma tecnologia de multiplicação que pretende contribuir para uma produção rápida de mudas, associando fatores como fitossanidade, vigor e uniformidade no processo de plantio.

O benefício deste sistema está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de cerca de 20 toneladas, no plantio convencional, para duas toneladas.

Confira aqui a lista dos projetos vencedores desta edição do Prêmio.

 

Maria, a nova tangerina

Desenvolvida pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico, a fruta deve chegar ao mercado somente em 2019

tangerina Maria IAC

A tangerina Maria

Quem se depara com uma nova variedade de fruta, verdura ou hortaliça na feira ou no hortifruti, por exemplo, nem imagina por quantas etapas aquele produto passou até estar na gôndola. Até chegar ao campo, onde será cultivada, a semente foi amplamente desenvolvida e estudada por pesquisadores, que durante anos, analisaram e selecionaram características favoráveis à sua comercialização – resistência a doenças e pragas, sabor, aparência, entre outros aspectos.

Para 2019, pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico (IAC) esperam disponibilizar para o mercado um novo tipo de tangerina, batizada de Maria por meio de um concurso interno do Centro. Fruto do cruzamento da laranja pêra e a tangerina tangor murcott, a variedade vem sendo desenvolvida desde 1997. “A Maria é uma variedade precoce (com colheita no mês de abril), possui um número bem menor de sementes no fruto, tem uma coloração alaranjada bem intensa e, além disso, é resistente ao CVC (amarelinho) e muito menos suscetível à doença fúngica mancha marrom de alternária”, explica Mariângela Cristofani Yaly, pesquisadora do Centro de Citricultura e coordenadora do projeto de desenvolvimento da variedade.

“A mancha marrom de alternária é responsável por 15 ou mais aplicações de fungicida durante um ano. Já ouvimos relato de produtor que chegou a fazer 25 por conta da doença. Com a Maria, essas pulverizações não serão necessárias”, comemora Mariângela.

No momento, Maria está sendo registrada e protegida junto ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Enquanto aguardamos a finalização deste processo, estamos realizando experimentações com a variedade junto aos produtores, que validarão conosco esta nova tangerina”, diz a pesquisadora.

Cultura Nota 10

Com o objetivo de ofercer aos citricultores um conjunto de cultivares, selecionadas por seu Programa de Melhoramento, com aptidão para o mercado de frutas in natura, o Centro de Citricultura desenvolveu o Programa Citricultura Nota 10.

Representando uma parceria entre o Centro de Citricultura, cuja responsabilidade é planejar a implantação de áreas com as novas cultivares, e produtores interessados em inovação tecnológica, cujo dever é manter essas áreas dentro de seu nível de manejo, o Nota 10 conta hoje com aproximadamente 60 variedades. “Todas pertencentes ao nosso banco de germoplasma”, informa Mariângela.