PIB cresce 0,2% e tem variação nula no primeiro semestre deste ano

Dados são do último levantamento do IBGE

Redação*

Dinheiro_01-300x197O Produto Interno Bruto (PIB) fechou o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na comparação com o primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a variação foi de 0,3%.

O PIB no segundo trimestre totalizou R$ 1,639 trilhão, sendo R$ 1,422 trilhão referente ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 216,5 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Os dados fazem parte da pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o PIB acumulado nos quatro últimos trimestres continua negativo em 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Com o resultado do segundo trimestre, o PIB fecha os primeiros seis meses do ano com variação nula em relação ao primeiro semestre de 2016.

O resultado positivo do segundo trimestre mostra a Agropecuária com variação nula, a Indústria com queda de 0,5% e os Serviços, que respondem por 73,3% do PIB, com alta de 0,6%.

Embora no semestre o PIB tenha mostrado variação nula com a indústria e os serviços fechando em queda acumulada, a agropecuária apresentou um expressivo crescimento de 15%.

*Com informações da Agência Brasil

IBGE anuncia início do Censo Agropecuário 2017

Durante cinco meses, IBGE deve percorrer 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o Brasil

Vando Nascimento, do IBGE

Vando Nascimento, do IBGE

De acordo com Vando Nascimento, coordenador técnico do Censo Agropecuário em São Paulo, os primeiros resultados serão divulgados em junho 2018 e os finais com análise, até dezembro de 2019. “A pesquisa será completamente digital, o que dá maior agilidade a todas as fases do estudo – processamento, análise e divulgação de resultados”, disse.

O coordenador falou ainda sobre as tecnologias adotadas para este Censo, como georreferenciamento do estabelecimento agropecuário, imagens de satélite, pontos de coordenada e localização do recenseador. “Tudo estará disponível no equipamento do recenseador”, disse. “Outra questão muito relevante refere-se ao questionário, que abordará todos os temas importantes para a pesquisa, de forma objetiva; de modo que o produtor fique interessado em contribuir com suas informações”, ressaltou. “É de extrema importância que o Censo tenha credibilidade junto ao produtor rural para que nosso contato seja facilitado”, disse Nascimento.

“Acredito que este Censo aqui em São Paulo, por exemplo, captará alguns fenômenos bem interessantes de agregação de valor, como a fungicultura, que tem crescido 18% ao ano; outro setor que tem se destacado é o de flores, com um crescimento de 12% ao ano”, disse Rubens Riseke, secretário-adjunto da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

IBGE estima safra de grãos em 238,6 milhões de toneladas

Volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016

Redação*

Valter CampanatoInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (8) que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano em 238,6 milhões de toneladas. O volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016, que foi de 184,7 milhões.

De acordo com o IBGE, as três principais lavouras de grãos do País deverão ter crescimento neste ano – soja (17,2%), arroz (14,7%) e milho (52,3%). Dezesseis dos 26 produtos pesquisados pelo IBGE deverão seguir na mesma tendência.

Segundo o levantamento, deverão ter aumento também de produção o feijão 1ª safra (40,6%), feijão 2ª safra (33,9%), café canephora (26,7%), cacau (10%), algodão herbáceo (7,3%), amendoim 2ª safra (38,1%), cevada (16,1%), cebola (1,4%) e batata inglesa 1ª (4,2%) e 2ª safras (0,7%).

Entre os dez produtos com queda na produção estão a cana-de-açúcar (-0,3%), o café arábica (-14,8%), a mandioca (-13%), o trigo (-9,5%), a laranja (-7,8%), o feijão 3ª safra (-2%) e a batata-inglesa 3ª safra (-5,8%).

A área colhida deve ficar em 60,9 milhões de hectares, 6,7% a mais do que em 2016. As três principais lavouras deverão ter alta – 2,1% na área da soja, de 17,2% na área do milho e 3,9% na área do arroz.

*Com informações da Agência Brasil