Safra de grãos deve ultrapassar 288 milhões de toneladas em 10 anos

Projeção é de estudo realizado pelo Mapa e pela Embrapa

Redação*

soja exportação_DivulgaçãoAgência de Notícias do ParanáUm estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para os próximos dez anos foi divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com a pesquisa, a produção de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas. O volume corresponde a um acréscimo de 51 milhões de t em relação à atual safra 2016/2017 (237,2 milhões t) e um incremento de 21,5%. A previsão de crescimento de área plantada de todas as lavouras é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. A área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.

O estudo se debruçou sobre 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações.

O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste.

Para conferir o estudo completo, clique aqui.

*Com informações do Mapa

Publicada norma que simplifica importação e exportação de sementes e mudas

Medida deve ampliar a participação do Brasil no mercado internacional

Redação*

soja exportação_DivulgaçãoAgência de Notícias do ParanáFoi publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta terça-feira (18) a Instrução Normativa (IN) nº 25, no Diário Oficial, a respeito da simplificação dos processos de exportação e importação de sementes e mudas. A norma deve ampliar a participação do Brasil no mercado internacional.

“A revisão do marco legal foi necessária para adequação à realidade da produção e de comercialização, desburocratizando e dinamizando o setor. Também é oportuna ao possibilitar o uso de sistemas informatizados, que conferem maior transparência e agilidade a solicitações e análises de processos”, disse em nota, Virgínia Carpi, coordenadora de Sementes e Mudas do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), do Mapa.

A IN nº 25, que entra em vigor 30 dias após a publicação, tem como principal inovação a redução de formulários. A simplificação de procedimentos de exportação possibilitará, por exemplo, que o comunicado de exportação seja realizado logo após a colheita do campo de sementes, antes da definição do lote e do embarque das mudas ou sementes, sendo condicionado à existência do certificado ou termo de conformidade.

Esta revisão faz parte do Plano Agro+, do Governo Federal.

*Com informações do Mapa

Valor bruto de produção é estimado em R$ 536 bilhões

Montante representa um aumento de 4,3% em relação ao ano passado

Redação*

algodaochapadao-300x200Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estimou nesta quinta-feira (13) o valor bruto da produção (VBP) em R$ 536 bilhões. O montante é 4,3% maior do que o alcançado no ano passado.

De acordo com a SPA, as 20 principais lavouras apresentam aumento real de 9,8% e a pecuária, um recuo de 6%. O valor das lavouras é de R$ 367,6 bilhões. Milho e soja representam 44,7% do valor das lavouras. A pecuária é estimada em R$ 168,4 bilhões. O aspecto mais relevante no resultado deste ano é o ganho de produtividade, cujo aumento médio é de 22,3%.

Os resultados mais relevantes são os do algodão (17,1%), arroz (18,8%), feijão (21,7%), milho (32,1%) e da soja (17,1%). O feijão de segunda safra teve acréscimo de 27,2% e o milho de segunda safra, de 43,4%.

Os dados de VBP regional mostram São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com maior nível de faturamento, representando 54,7% do VBP total. As regiões Sul e Centro-Oeste são responsáveis pela maior parte do valor bruto, seguidas pelo Sudeste, Nordeste e Norte. Os resultados favoráveis deste ano possibilitaram a recuperação de alguns estados como Piauí, Bahia e Maranhão que no ano passado tiveram fortes perdas econômicas por problemas de seca especialmente.

*Com informações do Mapa