Brasil decide entrar com ação na OMC por embargo de carne de frango pela União Europeia

De acordo com Mapa, o bloqueio não se deu por questões sanitárias e sim, comerciais

Redação*

foto - Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

foto – Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou na última terça-feira (17) que o Brasil vai entrar com uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Europeia (UE), por conta do embargo às importações de carne de frango da BRF e de outros frigoríficos brasileiros. Maggi disse que a medida por parte da UE poderá afetar as negociações para um acordo de livre comércio entre Mercosul e o bloco europeu.

De acordo com o ministro, não se trata de um embargo sanitário e sim, comercial, já que o País não deixou de cumprir nenhuma exigência sanitária dos europeus.

O setor passa por problemas desde março do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Há cerca de um mês, quando foi realizada a terceira fase da Operação, que apontou um esquema fraudulento entre laboratórios privados e frigoríficos, que envolvia a concessão de laudos que atestavam a ausência de salmonela em carnes de aves, a situação piorou.

 

Produtor rural ganha cartilha sobre aproveitamento de resíduos da produção de bovinos de corte e de leite

Publicação, lançada esta semana pelo Mapa, traz orientações de como reduzir emissão de gases de efeito estufa, gerar renda e diminuir custos

Redação*

Imagem_rebanho_2O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou cartilha sobre o aproveitamento econômico dos resíduos bovinos de corte e de leite. A publicação tem o objetivo de auxiliar o produtor a gerar renda a partir dos resíduos e diminuir os custos de produção e também de reduzir os efeitos de gases de efeito estufa (GEE).

O estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo Mapa com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas intensivos brasileiros.

A pesquisa contemplou as tecnologias de gestão racional da água e dos alimentos, implantação de biodigestores, geração de energia elétrica por meio do uso do biogás produzido pelos dejetos, compostagem mecanizada e também o sistema de cama de serragem.

As atividades descritas no estudo priorizam o aproveitamento econômico dos resíduos e o consequente aumento de renda dos pecuaristas. O material também contém informações que estimulam o uso adequado do biofertilizante.

Atualmente, a agricultura, incluindo a pecuária, contribui com 14% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), sendo o terceiro maior setor responsável pela emissão desses gases. Do total de emissões de metano (CH4) e óxido nitroso (N²O), a pecuária contribui em termos globais com 35% e 65% dos respectivos gases, sendo que a América Latina ocupa a segunda posição na lista dos principais emissores de metano entérico, responsável por 23,9% do total, ficando atrás da Ásia.

O material foi produzido por consultores que, em 2017, mapearam as alternativas sustentáveis e economicamente viáveis de tratamento dos dejetos. As tecnologias são preconizadas pelo Plano ABC. Os técnicos percorreram os principais estados produtores de bovinos de leite e corte em sistemas intensivos, centros de pesquisas e propriedades modelos em tratamento de resíduos.

A cartilha apresenta ainda uma análise de viabilidade econômica das tecnologias de tratamento de dejetos de bovinos mitigadoras de emissões de gases de efeito estufa. Os processos tecnológicos consistiram na geração de energia elétrica a partir do biogás produzido dos dejetos de bovinos tratados em biodigestores e na compostagem dos dejetos e produção de biofertilizantes.

*Com informações do Mapa

 

 

Mapa suspende exportação de carne de frango da BRF à União Europeia

Ministério afirma que tomou a medida preventivamente

Redação*

frangoII_MorguefileEm comunicado a seus acionistas, na última sexta-feira (16), a BRF confirmou que teve parte de suas exportações de carne de frango para a União Europeia suspensas pelo Ministério da Agricultura a partir desta data.

Em nota, o Ministério afirma que adotou a medida preventivamente e que uma missão técnica seguirá para a Europa na próxima semana e deve prestar todos os esclarecimentos necessários paras as autoridades sanitárias locais.

A Associação Brasileira de Proteína Animal comentou a decisão do Ministério e afirmou que o caso envolve apenas divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados em relação à bactéria Salmonella spp e que isso, em termos práticos, não traz risco à saúde pública.

A Associação argumenta ainda que o Brasil exporta carne de frango para a Europa há mais de dez anos e que nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. Por isso, não haveria motivos concretos para o embargo. O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo.

*Com informações da Agência Brasil