Mapa declara estado de emergência no Mato Grosso do Sul

Decreto é publicado em razão do surto da praga Helicoverpa armigera

Redação*

helicoverpa_armigera_fabiano_bastos-45-300x199O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou “estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Helicoverpa armigera no Estado do Mato Grosso do Sul, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais”.

O decreto foi publicado no Diário Oficial da União na última terça-feira (31/1).

A lagarta tem grande poder de destruição e atinge, principalmente, as lavouras de milho, soja e algodão.

 

Mapa renova estado de emergência fitossanitária no Maranhão

Medida é relativa ao risco de surto da praga Helicoverpa armigera em lavouras de milho, soja e algodão

Redação*

helicoverpa_armigera_fabiano_bastos-45-300x199O Ministério da Agricultura renovou o estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Helicoverpa armigera nas mesorregiões Leste e Sul do Maranhão. O decreto foi publicado nesta semana (14) e tem vigência de um ano.

A lagarta tem grande poder de destruição e atinge, principalmente, as lavouras de milho, soja e algodão.

Neste Estado, a emergência fitossanitária vem sendo adotada desde 2014. O controle é feito principalmente nas regiões de Balças, Chapadinha e Caxias. As áreas são as mais representativas na produção de grãos do Maranhão.

A medida atendeu a demanda de produtores para garantir a autorização do uso de um inseticida que não tem registro no Brasil para a contenção da praga – benzoato de emamectina.

*Com informações da Agência Brasil

 

Valor bruto da produção cai 2,6% em relação a 2015 e chega a R$ 518,1 bilhões

Este é o terceiro melhor resultado dos últimos 27 anos. A queda em relação ao ano passado deve-se à quebra do milho, que sofreu com a seca

Redação*

milho-300x225A Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) estima, com base em dados do mês passado, que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 2016 chegue a R$ 518,1 bilhões. Este é o terceiro melhor resultado desde 1989.

Em relação ao ano passado, houve, no entanto, uma diminuição de 2,6%, em consequência da queda de 21,2% na produção de milho, por causa da seca. A safra total do grão passou de 84,7 milhões de toneladas em 2015 para 66,7 milhões de toneladas este ano. O milho segunda safra foi o que mais contribuiu para essa diminuição. Por conta da queda na produção, o VBP do cereal caiu 7,1%.

Outros produtos que seguiram o mesmo caminho do milho foram o algodão (-15,2%), arroz (-15,4 %), cacau (-14,3%), laranja (-12,8 %) e tomate (-47,2%), entrre outros. “Isso também se deve à diminuição na quantidade, a preços menores ou aos dois fatores, dependendo da cultura”, diz, em nota, o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

Na pecuária, as maiores reduções foram da carne suína (-12,5 %), e leite (-12,1%). No caso desses dois produtos, a combinação preços mais baixos e produção menor levou à queda no faturamento.

Bons resultados

Mesmo com um VBP total 2,6% menor do que em 2015, o faturamento ainda é considerado elevado, segundo Gasques. Isso se deve a um grupo relativamente pequeno de produtos, mas que representam 54% do VBP total. São a soja (+2,9%), o café (+13,6 %), o feijão (+8,8%), o trigo (+26,6%), a banana (+40,8%); a batata-inglesa (+24,3%) e a maçã (+13,7%).

O VBP médio dos últimos três anos, de R$ 524,8 bilhões, deve se manter até o fim do ano, porque a colheita da maioria dos produtos já ocorreu, restando apenas as lavouras de inverno, como o trigo.

Na análise de desempenho por região, o Sul permanece na liderança do valor bruto da produção agropecuária (R$ 153,2 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$ 142,7 bilhões), Sudeste (R$ 140,8 bilhões), Nordeste (R$ 42,3 bilhões) e Norte (R$ 31 bilhões). Entre os estados, São Paulo e Mato Grosso estão na frente, seguidos por  Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Estes cinco estados respondem por 63% do VBP brasileiro.

* com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.