Soja é responsável por somente 1,2% do desmatamento da Amazônia, conclui relatório

Informação é de documento da Moratória da Soja, acordo firmado há 11 anos por Governo, produtores e representantes da sociedade civil

Redação*

Aprosoja-JM-lowres-300x199Embora a área de plantio de soja tenha triplicado nos últimos 11 anos (de 1,14 milhão de hectares na safra 2006/2007 para 4,48 milhões de hectares durante a safra de 2016/2017), a oleaginosa respondeu somente por 1,2% do total desflorestado por corte raso (quando há remoção absoluta da vegetação de um local) na Amazônia. A informação é do relatório anual divulgado ontem (10) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e encomendado pelo Grupo de Trabalho da Soja (GTS).

O anúncio foi feito em reunião no Ministério do Meio Ambiente com entidades como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, que firmou compromisso proposto em 2006 pela Abiove, para impedir, a partir do segundo semestre de 2008, práticas em desacordo com o Código Florestal relacionadas ao cultivo do produto na região. Chamado de Moratória da Soja, o acordo envolve, além do governo e produtores, representantes da sociedade civil, como Greenpeace, WWF Brasil, The Nature Conservancy, o Earth Innovation Institute e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola.

Foi com base no monitoramento de 89 municípios de sete estados – Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Maranhão e Tocantins – que se concluiu que 98,8% do desmatamento não foram causados pela conversão de florestas para a sojicultora e que a redução média dos danos às florestas nos locais da cobertura foi de 85%, passando de 6.847 Km²/ano, no período de 2002 a 2008, para 1.049 Km²/ano, de 2009 a 2016. Além disso, a equipe evidenciou que apenas nove municípios concentravam 62% da soja preparada em uma cadeia irregular. Os sete estados abrangem 97% da área plantada dos sojicultores do bioma.

O documento traz ainda que Mato Grosso foi o estado que mais se desviou das técnicas que evitam a devastação, com um total de 36,1 mil hectares (76,3%) deteriorados. Em seguida, vieram Pará, com 7,4 mil hectares (15,7%), e o Maranhão, com 2,2 mil hectares (4,7%). Muito do sucesso considerado pelo grupo foi atribuído à ideia de que produtores souberam aproveitar áreas de pastagens, que já haviam sofrido danos em períodos que antecederam o pacto nacional de desmatamento zero.

As imagens captadas mostraram também que 47,4 mil hectares de plantio de soja, na safra 2016/17,em desflorestamentos realizados no bioma desde 22 de julho de 2008, sinalizando um aumento de 27,5% (37,2 mil há) em relação à safra passada, de 2015/2016. No decorrer dos últimos oito anos, foram desflorestados 4.107 mil ha na Amazônia, sendo que nos 89 municípios avaliados, na safra 2016/17, a área desflorestada foi de 839 mil ha, ou 20% desse total.

Com a moratória, a taxa média de desflorestamento observada nesses municípios foi 6,5 vezes menor do que no intervalo de 2002 a 2008.

Uma preocupação expressa durante a apresentação do relatório foi a de amplificar a moratória do bioma Amazônia para o Cerrado, que segundo os presentes ao encontro, é particularmente complexo.

*Com informações da Agência Brasil

Cerrado será monitorado por satélite a partir do ano que vem

Assim como já acontece com a Amazônia, dados sobre o desmatamento do bioma serão divulgados anualmente

Redação*

CerradoO Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou que a partir do próximo ano os números oficiais de desmatamento no Cerrado, assim como ocorre na Amazônia, serão divulgados anualmente. “Esperamos que essa informação possa contribuir para as políticas públicas e sensibilizar a sociedade sobre a importância do bioma e a necessidade de conservá-lo”, disse o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Sarney Filho disse também que está prevista a implantação de um sistema de alerta de detecção de desmatamento via satélite, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para apoiar os órgãos ambientais nas ações de fiscalização.

De acordo com o MMA, de 2013 a 2015, o Cerrado perdeu 18,9 mil Km² de vegetação nativa. Para conter este avanço, o ministro sugeriu o uso de recursos do Fundo Amazônia para financiar projetos no Cerrado nos estados que não fazem parte da Amazônia Legal, já que 20% dos recursos podem ser utilizados em sistema de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas.

Seguindo políticas já executadas na Amazônia, o ministro defendeu a necessidade de se estabelecer, no Cerrado, a moratória da soja e um termo de ajustamento de conduta para a carne. “Trata-se de uma necessidade tanto socioambiental como econômica, visto que o mercado internacional tem deixado muito claro que haverá cada vez menos espaço para a agropecuária sem base sustentável”, disse Sarney Filho.

A moratória da soja é um pacto ambiental voluntário, firmado entre o setor produtivo, organizações ambientais e governo, que proíbe o comércio, aquisição e financiamento de grãos produzidos em áreas desmatadas de maneira ilegal. Na Amazônia, teve início em 2006, como medida para conter o desmatamento.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente

 

 

 

Ministério do Meio Ambiente abre inscrições para cursos gratuitos

Até 23 de agosto, interessados podem se inscrever em cursos à distância nas áreas de gestão, educação ambiental e sustentabilidade

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu mais uma rodada de cursos gratuitos à distância sem tutoria. Interessados podem se inscrever no ambiente de aprendizagem virtual do site do Ministério (http://ava.mma.gov.br/) e escolher suas áreas de interesse, até 23 de agosto.

Os cursos abordam os temas – gestão de conflitos e parcerias e captação de recursos em unidades de conservação; fundamentos e práticas de educação ambiental para espaços educadores; geoprocessamento; guia para a produção de conteúdos de ensino à distância; igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável; participação social e sustentabilidade na administração pública.

De acordo com o MMA, o conteúdo produzido é livre, público e pode ser disponibilizado para uso por instituições parceiras.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente