Monsanto abre inscrições para Programa de Estágio

Ao todo são 40 vagas; interessados devem se candidatar até 12 de abril

estágio_MonsantoA multinacional norte-americana Monsanto está com o processo seletivo aberto para o Programa de Estágio em Agronegócio 2018. Com 40 vagas em dez estados brasileiros (Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins), as oportunidades são para estudantes do último ano dos cursos de Agronomia, Engenharia, Administração, Biologia, Zootecnia, Ciências Agrícolas, Matemática e Estatística.

Para outras informações e inscrições, clique aqui.

 

*Com informações da assessoria de imprensa da Monsanto

Refúgio estruturado, um aliado das tecnologias Bt

Por Ana Paula Maranhão*

Ana Paula MaranhãoO potencial brasileiro para o agronegócio é reconhecido internacionalmente. O clima favorável que temos por aqui, somado ao know-how que é passado de pai para filho em famílias de agricultores e às novas tecnologias de agricultura digital, impulsionam a produção e melhoram os resultados a cada safra. Para consultores e especialistas, são esses resultados que têm contribuído para segurar a economia e o PIB do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária brasileira cresceu 15,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período em 2016.

Dentre as culturas que mais cresceram, o milho, ao lado da soja, ocupa posição de destaque na expansão da atividade agrícola no Brasil. Com a proximidade da safrinha de milho, chega o momento de discutir práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), a fim de reduzir possíveis danos econômicos e maximizar a produtividade na lavoura, sobretudo para as tecnologias Bt.

Sabe-se que insetos resistentes podem estar presentes na população antes da utilização de quaisquer métodos de controle. Por isso, é extremamente importante que boas práticas sejam adotadas para evitar a proliferação de insetos resistentes à tecnologia Bt. No Brasil, o MIP deve ocorrer de forma sistemática, adotando-se estratégias efetivas de controle de pragas no sistema produtivo das culturas de milho (o mesmo vale para soja e algodão).

Preservar a tecnologia Bt é uma responsabilidade de todos e deve ser compartilhada por cada elo da cadeia produtora de grãos e fibras. Isso significa que toda vez que um desses elos faz a sua parte, e, principalmente, fomenta as boas práticas do MIP, contribui para retardar a seleção de insetos resistentes. O aumento de insetos resistentes pode ocasionar grandes prejuízos financeiros e, principalmente, colocar em risco a longevidade e eficiência das biotecnologias.

Alguns pilares que compõem o MIP são essenciais para o manejo do milho em estágios iniciais da cultura. É o caso do refúgio estruturado. Com este método, é possível retardar a seleção de insetos resistentes ao manter uma população de pragas susceptíveis/sensíveis às proteínas Bt, para que ela possa acasalar com indivíduos resistentes e transmitir a suscetibilidade do Bt a gerações futuras.

Assim, torna-se possível prolongar a longevidade das tecnologias para que elas possam auxiliar nos altos índices de produtividade por mais tempo. Mas como isso é feito na prática? Para milho, recomenda-se que 10% da área total de plantio seja destinada ao refúgio (milho não Bt), com distância máxima de 800 metros entre culturas Bt e não Bt.

A evolução da resistência de pragas é o maior desafio para o uso de culturas que expressam proteínas Bt. Sem as práticas de Manejo Integrado de Pragas, essa tecnologia pode sofrer redução em sua eficácia e, consequentemente, na produtividade das lavouras. Assim, o plantio de refúgio estruturado é a principal ferramenta para evitar que isso aconteça e, para preservar os benefícios e facilidades trazidos pelo uso de biotecnologias. É essencial que essa boa prática seja feita de maneira correta, uma vez que estas tecnologias contribuem diretamente para o modelo de agricultura que temos hoje.

*é engenheira agrônoma, formada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente de Proteção a Biotecnologias e Estratégias de Refúgio da Monsanto.

Climate fecha parceria com startups de tecnologia agrícola no Brasil

Plataforma de subsidiária da Monsanto, lançada há seis meses, já atinge 550 mil hectares oferecendo serviços de agricultura digital de diversos fornecedores

revolucao

Santos: “A revolução digital tem a mesma relevância no agronegócio”

Pela amostra de interesse por parte dos produtores brasileiros, as novas tecnologias na agricultura vão ter uma adoção mais rápida do que o esperado até por uma empresa do setor famosa pelas inovações que oferece ao mercado, a Monsanto. Pois, apresentada aos agricultores brasileiros em maio deste ano, a plataforma de agricultura digital Climate FieldView apresentou uma velocidade de adesão acima do esperado e já está sendo adotada comercialmente em 550 mil hectares de lavouras de soja e milho, tanto no cerrado quanto no sul. A revelação foi feita pelo CEO da empresa na América do Sul, Rodrigo Peixoto Santos, em evento nesta quarta-feira, 06, em São Paulo.

“ A revolução digital acontece em todos os setores da economia e acreditamos que no agronegócio ela tem o mesmo impacto e a mesma relevância”, disse Santos, para quem o crescimento da produção de alimentos, fibras e energia terá que contar com essas tecnologias para se viabilizar. “As ferramentas digitais vão potencializar todas as revoluções que já aconteceram na agricultura nas últimas décadas, como as de melhoramento genético, biotecnologia, defensivos biológicos e práticas agrícolas como o plantio direto”, afirmou.

Para acelerar a oferta de novas tecnologias aos produtores, a Climate fez parcerias com diversas startups, inclusive brasileiras, e funciona como uma plataforma que o agricultor acessa e contrata o serviço para gerenciar sua produção e melhorar a gestão da propriedade. Em uma analogia com uma tecnologia que todo mundo usa, seria o smartphone com seus aplicativos.

Entre as parcerias anunciadas, estão a Checkplant, do Rio Grande do Sul, com o produto Farmbox, uma plataforma de gestão; a AEGRO, também gaúcha, com um software de gestão operacional e financeira; o brasileiro IBRA Laboratórios, para análise de solo e recomendações agronômicas individualizadas; e a norte-americana Veris Technologies, para leitura do solo em tempo real.

Essas empresas costumam ser ágeis e inovadoras, mas não conseguem acesso a todos os agricultores. Aí que entra a Monsanto, oferecendo, através de sua rede de RTVs e distribuidores, diversas tecnologias desenvolvidas por essas pequenas empresas, reunidas em uma mesma plataforma.

Sem revelar valores de quanto esperam faturar, Pedro Rocha, gerente de produtos da Climate para a América do Sul, diz que o preço limite por hectare é de R$ 15, em assinatura anual para ter acesso ao sistema e que o valor varia conforme a área. Além disso, o agricultor não é obrigado a adotar todos os “aplicativos”.

Segundo ele, a empresa já conversa “ativamente” com mais 25 parceiros e que a vantagem das startups brasileiras é que, além da multinacional incentivar a inovação no país, ela passa a contar com tecnologias desenvolvidas pensando nas peculiaridades da agricultura tropical.

Questionado sobre as limitações de conexão à internet nas áreas rurais do país, Rocha explicou que o agricultor reúne os dados no campo em seu tablet estando off line e depois o sincroniza no escritório, quando tem acesso à internet.

Ao produtor resistente em perder controle sobre seus dados, o CEO da Monsanto garante que eles “ pertencem ao produtor e que ele escolhe com quem vai compartilhá-los”.

Perguntado sobre quanto do US$ 1,6 bilhão que a Monsanto Company investe anualmente em desenvolvimento de novas tecnologias a empresa está direcionando para a Climate, Santos disse que não tem como saber,  mas que o futuro da empresa é na “agricultura digital” e que o retorno só virá no médio e longo prazos. “Essas tecnologias vieram para ficar e vão mudar a cara das empresas do agro e do perfil de seus profissionais “, completou.

Raio-X da lavoura

Martin Braun, um dos primeiros a adotar

Braun: pioneiro

Os irmãos Martin e Daniel Braun, que cultivam grãos em Primavera do Leste/MT, foram os primeiros a adotar a plataforma FieldView no Brasil, experimentalmente, em 2.200 ha em setembro do ano passado. “Sempre gostamos de mexer com tecnologia e nossas máquinas já eram compatíveis”, disse Martin. Segundo eles, a plataforma permitiu identificar problemas com maior facilidade. “Dá um raio-X da lavoura”, afirmou, assegurando que vão continuar a adotar.

Já Vanessa Bomm, que não é agrônoma e sim arquiteta, foi chamada pelo pai para ajudá-lo na gestão da fazenda, em Palotina/PR.

Vanessa

Vanessa

“Meu pai, que tem 70 anos, ficou interessadíssimo pela plataforma quando a conheceu, e eu o apoiei. Sua adoção, há uns seis meses, foi um dos fatores que me atraíram para trabalhar na gestão da fazenda”, contou.