Brasil aumenta em 9% a emissão de gases de efeito estufa

Este é o nível mais alto desde 2008, de acordo com SEEG

Redação*

O Brasil foi a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para a sociedade. Isto é o que aponta a última edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgado pelo Observatório do Clima.

De acordo com documento, as emissões de gases de efeito estufa subiram 9% em 2016 em comparação ao ano anterior. Este já é considerado o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004. Segundo SEEG, a atividade agropecuária é a principal responsável pelos gases de efeito estufa no país, respondendo por 74% das emissões em 2016. O número é resultado da soma das emissões diretas da agropecuária e das emissões por mudança de uso da terra.

Com esses índices, o Brasil está em 7° lugar no ranking mundial de emissões desses gases. O aumento de 27% no desmatamento na Amazônia foi responsável pela elevação nas emissões no ano passado.

Este foi o segundo ano consecutivo que o Brasil apresentou crescimento nas emissões de gases de efeito estufa depois do país ter passado anos controlado o desmatamento e a emissão desses tipos de gases.

*Com informações da Agência Brasil

 

Agropecuária é responsável por 69% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil

Emissões brutas do País chegaram a 1,927 bilhão de toneladas de CO2 em 2015

Redação*

gadoBalanço divulgado pelo Observatório do Clima na última quarta-feira (26) apontou que o setor agropecuário é responsável por 69% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Deste percentual, estão incluídos os poluentes decorrentes do processo digestivo dos rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento para abertura de novas áreas para a atividade econômica.

O setor de transportes é o segundo maior emissor de gases, com 11% do total. Em seguida, vem a indústria (em especial a metalurgia), com 9% e a produção de energia, incluídos a geração de energia e a fabricação de combustíveis, com 7%.

No ano passado, as emissões brutas do País chegaram a 1,927 bilhão de toneladas de CO2, 3,5% mais do que o 1,861 bilhão de toneladas registrado em 2014. Os números são do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg) do Observatório do Clima.

O lançamento de poluentes decorrentes do desmatamento, em especial para abrir terreno para pasto e plantações, caiu 69% entre 2005 e 2015. No mesmo período, os gases gerados pelo uso de energia cresceram 44%. “O Brasil tem um padrão de crescimento das emissões muito parecido com outros países em desenvolvimento”, ressaltou o coordenador do Seeg, Tasso Azevedo. Para comparar, ele mencionou que no mesmo intervalo as emissões mundiais de gases estufa cresceram 15%, ou seja, fora a redução do desmatamento, que segundo Azevedo aconteceu principalmente entre 2005 e 2010, o lançamento de poluentes no Brasil tem crescido.

Na análise por atividade econômica, 82% das emissões do ano 2000 estavam relacionadas à agropecuária, percentual que ficou em 69% neste ano. No mesmo período, os poluentes ligados aos transportes passaram de 6% para 11%.

Em relação às atividades agrícolas e à criação de gado, que totalizaram 1,3 bilhão de toneladas de CO2 em 2015, 33% das emissões estão concentradas no Centro-Oeste. Em seguida, vem o Sul, com 20% do lançamento de poluentes do setor e o Sudeste, com 19%. O estado com maior percentual de poluição desse tipo é o Mato Grosso (12%), seguido por Minas Gerais (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

*Com informações da Agência Brasil