Parceria entre a Agropalma e a Conservação Internacional completa 10 anos

Empresa e ONG desenvolveram projeto visando a produção sustentável do óleo de palma na Amazônia

Divulgação Agropalma

A Agropalma, braço do conglomerado Alfa, e a ONG ambiental Conservação Internacional (CI-Brasil) comemoram neste mês de dezembro dez anos de uma parceria que tem como objetivo garantir a proteção das florestas e promover a recuperação de áreas degradadas no CEB (Centro de Endemismo de Belém), no Pará, uma das regiões mais ricas e mais ameaçadas da Amazônia, e onde a empresa conta com seis unidades de extração de óleo. Nas comemorações, a divulgação, durante este mês nas redes sociais , de uma série de vídeos e materiais informativos abordando a parceria, mostrando o trabalho realizado e os resultados conquistados.

O projeto prevê difundir um modelo de produção sustentável do óleo, introduzindo novos modelos de produção e planejamento territorial, para ajudar os produtores locais e fixá-los na terra, procurando ainda minimizar os impactos negativos da produção, para conservar e recuperar o ambiente. Hoje, o CEB conta com mais de 1.000 famílias produtoras de palma sustentável e a região é responsável por 90% da produção nacional do óleo.

Engajamento

“É possível continuar produzindo óleo de palma, algo tão importante para a produção de alimentos no mundo, conservando e produzindo natureza”, assegura Rodrigo Medeiros, vice-presidente da CI-Brasil. Para ele, aliar-se a empresas tem sido mais efetivo do que simplesmente combatê-las. “As empresas são parcela significativa da economia e usam parcela igualmente significativa dos recursos naturais. Então, um futuro mais sustentável indubitavelmente passa pelo engajamento desses atores e a transformação do setor para melhores práticas”, diz.

“Estabelecemos essa parceria com uma ONG ambiental focada em ciência, de renome internacional, que pode nos trazer, além de expertise, uma visão sustentável de interação entre negócios e proteção da biodiversidade. Os benefícios palpáveis advindos do conhecimento da riqueza biológica local nos proporcionam elaborar as estratégias de controle, segurança, proteção. O fato de ser uma ONG internacional dá garantias e reconhece a qualidade do trabalho efetuado”, diz, por sua vez Marcello Brito, diretor executivo da Agropalma, que está instalada no município de Tailândia desde 1982 e hoje emprega 4.500 mil colaboradores.

Sobre os próximos passos após os dez anos de trabalho conjunto, já que a parceria continua, Brito diz que a empresa está estudando um plano de conexão de corredores ecológicos na sua região de atuação, que deve beneficiar a proteção e multiplicação da fauna.

Óleo de palma brasileiro: exemplo para o mundo

 Por José Luiz Tejon Megido*

Tejon2_resolução_menorExistem segmentos do agronegócio que são pouco comentados no Brasil, mas que são alvos de imensas críticas internacionais pelos abusos ambientais, sociais e exploração da natureza.

O óleo de palma extraído do dendê é um deles. É alvo de manifestações anticonsumo e costuma ser associado à morte de orangotangos na África, por exemplo. Em contrapartida, é exatamente nesse setor que o Brasil acaba de ganhar um relevante destaque e uma premiação invejada internacionalmente.

No segmento do óleo de palma, extraído do dendê, no Pará, a Agropalma, uma empresa brasileira, foi reconhecida como a Empresa do Ano na Amazônia. Recebeu o Prêmio Samuel Benchimol e Banco Amazônia de empreendedorismo consciente.

A Agropalma recebe ad value pelo seu produto, e hoje é a única no mundo a produzir óleo de palma ambientalmente sustentável. Isso porque ela atua com desmatamento zero há mais de 15 anos, possui várias certificações avançadas em sustentabilidade, de ONGs rigorosas e severas do mundo todo.

O óleo de palma é originado de uma atividade considerada inimiga do ambiente e da sociedade. Tem no Brasil uma revolução de gestão e um exemplo de orquestração de cadeia produtiva, incluindo a inclusão de agricultores familiares na preservação e no fornecimento do Dendê, com qualidade de vida, educação e ações sociais notáveis.

Assim se faz no agronegócio, o pressuposto está na organização e na administração de uma cadeia produtiva, que vai desde o campo até o consumidor final com sustentabilidade assegurada e certificada.

No caso do dendê ou óleo de palma, o prêmio dado à Agropalma é merecedor de um olhar pedagógico para todos os demais agentes. Não apenas para a palma, mas em todas as outras cadeias produtivas. E ainda por cima, gerando riqueza e humanismo na Amazônia brasileira.

Na palma da mão, o agronegócio do óleo de palma brasileiro, exemplo para o mundo!

* Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), diretor do Núcleo de Agronegócio da ESPM e comentarista da Rádio Jovem Pan.