ONU critica desperdício e pede ações de reaproveitamento da água

Apelo é feito no Dia Mundial da Água

Redação*

água_MorguefileA previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é de que, até 2030, a demanda por água no mundo aumente em 50%. Ao mesmo tempo, mais de 80% do esgoto produzido pelas pessoas volta à natureza sem ser tratado. Diante desse cenário, no Dia Mundial da Água, a organização mobiliza hoje (22) governos, setor privado e sociedade civil contra o desperdício, por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto e pelo reaproveitamento máximo das águas residuais urbanas.

As águas residuais são os recursos hídricos utilizados em atividades humanas que se tornam impróprios para o consumo, mas podem ser utilizados para outros fins após tratamento. Segundo a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas, fornecendo novas oportunidades de negócios.

Ainda segundo a ONU, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo usam fontes de água contaminadas por fezes para beber, e, a cada ano, 842 mil mortes são relacionadas à falta de saneamento e higiene, bem como ao consumo de água imprópria.

Para tanto, para garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos é necessária a implementação de políticas eficazes de saneamento e de reúso. A organização aponta que as águas residuais podem ser reaproveitadas na indústria, em setores que não precisam tornar a água potável para utilizá-la como insumo. É o caso de sistemas de aquecimento e resfriamento.

*Com informações da Agência Brasil

 

Pobreza e obesidade afetam mais mulheres que homens na América Latina e no Caribe

Dado é da FAO, que aponta diferença como outra faceta da desigualdade de gênero na região

Redação*

Maria Neida. Jatoba Black Community Association. Brazil.

Maria Neida – Jatoba Black Community Association – Brasil

De acordo com documento divulgado pela Organização das Nações para a Alimentação e a Agricultura (FAO), na América Latina e no Caribe, 26,8% das mulheres são consideradas obesas. Entre os homens, a taxa cai para 18,5%. Para a FAO, a diferença é outra faceta da desigualdade de gênero na região.

Segundo a Organização, índices de sobrepeso são sintoma da falta de acesso a serviços integrais de saúde e a educação nutricional. Outra causa é a pobreza, que também afeta desproporcionalmente as mulheres. Para cada cem homens pobres, há 121 mulheres vivendo na mesma condição na América Latina e no Caribe.

Para o organismo das Nações Unidas, países devem investir em políticas de proteção das mulheres no meio rural. Na região avaliada, a população do campo soma cerca de 121 milhões de pessoas, o que representa cerca de 20% da população total. Desse contingente, 48% são mulheres, um total de 59 milhões de indivíduos.

Na América Latina, 40% das mulheres que vivem no meio rural e têm mais de 15 anos de idade não possuem renda própria, embora algumas trabalhem diariamente de forma não remunerada.

Em média, nos países latino-americanos e caribenhos, a mão de obra feminina representa 20% do total de empregados pelo setor agrícola, mas mulheres continuam tendo acesso reduzido à terra, crédito, insumos de produção e mercados.

Os censos agrícolas indicam que, na região, a proporção de mulheres responsáveis por uma propriedade agrícola, formada majoritariamente por áreas de cultivo, varia de 8% em Belize e na Guatelama até cerca de 30% no Chile, Jamaica, Paraguai e Santa Lúcia. No México, a taxa chega a 32,2%.

Para as mulheres indígenas, que representam cerca de 10% das mulheres rurais da América Latina e Caribe, os direitos à terra muitas vezes significam direitos de propriedade coletiva e são fundamentais para sua segurança alimentar.

*Com informações da FAO

ONU cria dia da Gastronomia Sustentável

Data será comemorada a partir de 18 de junho deste ano

Redação*

10646823_926907020657117_7608035117607224025_nUma resolução da Assembleia Geral da ONU adotada no fim de 2016 reconhece a gastronomia como uma manifestação das diferentes sociedades associada à diversidade natural e cultural do planeta. Definiu-se que a partir deste ano, a ONU lembrará o 18 de junho como o Dia da Gastronomia Sustentável.

Na resolução, países concordam que modos sustentáveis de preparação dos alimentos podem ajudar a comunidade internacional a cumprir a Agenda 2030 da ONU. A Nações Unidas considera que a gastronomia ambientalmente responsável pode promover o desenvolvimento agrícola e a produção consciente de alimentos, além de fortalecer a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar das comunidades.

A recomendação da Nações Unidas é de que países alinhem as atividades para o Dia às prioridades nacionais.

*Com informações da FAO Brasil