Valor bruto de produção é estimado em R$ 536 bilhões

Montante representa um aumento de 4,3% em relação ao ano passado

Redação*

algodaochapadao-300x200Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estimou nesta quinta-feira (13) o valor bruto da produção (VBP) em R$ 536 bilhões. O montante é 4,3% maior do que o alcançado no ano passado.

De acordo com a SPA, as 20 principais lavouras apresentam aumento real de 9,8% e a pecuária, um recuo de 6%. O valor das lavouras é de R$ 367,6 bilhões. Milho e soja representam 44,7% do valor das lavouras. A pecuária é estimada em R$ 168,4 bilhões. O aspecto mais relevante no resultado deste ano é o ganho de produtividade, cujo aumento médio é de 22,3%.

Os resultados mais relevantes são os do algodão (17,1%), arroz (18,8%), feijão (21,7%), milho (32,1%) e da soja (17,1%). O feijão de segunda safra teve acréscimo de 27,2% e o milho de segunda safra, de 43,4%.

Os dados de VBP regional mostram São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com maior nível de faturamento, representando 54,7% do VBP total. As regiões Sul e Centro-Oeste são responsáveis pela maior parte do valor bruto, seguidas pelo Sudeste, Nordeste e Norte. Os resultados favoráveis deste ano possibilitaram a recuperação de alguns estados como Piauí, Bahia e Maranhão que no ano passado tiveram fortes perdas econômicas por problemas de seca especialmente.

*Com informações do Mapa

Roraima é declarado zona livre de aftosa com vacinação

Expectativa do Mapa é de que AM e PA também sejam considerados livres da doença

Redação*

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou ontem (25) o estado de Roraima zona livre de febre aftosa com vacinação. Com isso, produtores do estado poderão vender carne bovina para as demais unidades da Federação, exceto para Santa Catarina, que é área livre da doença sem imunização. O próximo passo é submeter o reconhecimento do governo federal à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), para que Roraima possa vender também para o mercado externo.

A expectativa do Mapa é de que o Amazonas e o Amapá também venham a ser declarados nacionalmente como livres da doença com vacinação. Os dois estados são os únicos ainda sem esse status. Caso o Amazonas e o Amapá também consigam o reconhecimento do Mapa e da OIE, o Brasil terá todo o território livre de aftosa – 26 estados com vacinação e Santa Catarina sem vacinação.

*Com informações do Mapa

Rally da Pecuária dá largada à sua sétima edição

Em cenário de maior oferta e de preços até 10% menores, Agroconsult aposta em produtividade e eficiência como sobrevivência para o produtor

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Ao centro, Maurício Palma Nogueira, coordenador do Rally, e à direita, André Pessoa, da Agroconsult com patrocinadores da expedição em coletiva de imprensa

Sob o tema “Produtividade e eficiência – o que era diferencial agora é sobrevivência”, a sétima edição do Rally da Pecuária vai a campo a partir de 8 de maio para percorrer os principais polos pecuaristas. Com sete equipes técnicas, a expedição vai visitar 11 estados – Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Acre – em quatro etapas. “Fazendo uma analogia ao Rally da Safra, o produtor de soja que produzia 50 sacos estava em uma situação confortável; com os números do último Rally, observamos que o que produzia 60 está agora trabalhando para obter 70 e isso, consequentemente, vai fazer ou com que o que produzia menos passe a investir mais em tecnologia ou vai fazer com que deixe a atividade”, disse André Pessoa, sócio-diretor da consultoria Agroconsult, organizadora da expedição.

“A discussão na agricultura é gestão; aqui, a questão é saber se o cara quer ou não ficar na fazenda. A Pecuária não vai perdoar quem não investe em tecnologia”, disse Maurício Palma Nogueira, sócio da Agroconsult e coordenador do Rally da Pecuária. De acordo com a consultoria, haverá um aumento de 9,6% no abate de bovinos em relação ao ano passado. Serão abatidas cerca de 40,4 milhões de cabeças em 2017.

Ainda segundo a Agroconsult, das 6 milhões de cabeças excedentes, apenas cerca de 3,5 milhões serão abatidos. “Com a oferta superando o abate, os preços médios do boi gordo deverão ser de 7%a 10% inferiores aos do ano passado; o preço da carne também deve cair”, estima Nogueira.

“Quando há queda de preço, o produtor tende a desacelerar, a produzir menos. E o que o mercado decidiu é que quem oferta mais arroba é quem aguenta os preços mais baixos. É quem investe em tecnologia”, completou o coordenador.

A Agroconsult aponta que os produtores considerados ‘grupo de ponta’, ou seja, os mais tecnificados são cerca de 60 mil a 80 mil e têm uma produtividade média de 9 arrobas/ha/ano; os ‘intermediários’, que são hesitantes em investir em tecnologia ou descapitalizados somam de 220 mil a 270 mil e produzem, em média, de 3 a 8 arrobas/ha/ano; e os produtores que produzem até cinco arrobas/ha/ano, que são os mais resistentes, desconfiados e tradicionais, somam mais de 1 milhão e estão em processo de exclusão da atividade.