PIB do Agronegócio deve fechar em queda de 2% este ano

Estimativa é da CNA. Apesar do índice, entidade enxerga boas perspectivas para 2018

Redação*

algodaochapadao-300x200O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio deve fechar o ano com queda de 2% em relação a 2016. A estimativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com a entidade, até agosto, a queda acumulada no setor era de 2,6%, mas deve apresentar uma leve melhora nos índices dos últimos meses de 2017.

Apesar da retração, a participação do PIB do setor na soma de todas as riquezas do País em 2017 (PIB nacional) deverá ser de 23%.

Para 2018, a CNA prevê recuperação do PIB do Agronegócio, que poderá subir de 0,5% a 1%, dependendo do cenário político, das condições macroeconômicas e do mercado agrícola internacional.

Segundo João Martins, presidente da CNA, os resultados dependem de condições como a dissolução da incerteza política interna e a demonstração de que o agronegócio brasileiro é moderno e que tem assegurada a eficiência no âmbito da vigilância sanitária.

“A prioridade número um é começar a trabalhar para transformar esse país no maior produtor, o maior exportador de produtos lácteos. Segundo: cada dia mais interferir para que a defesa sanitária desse país esteja à altura do que o produtor precisa e espera”, disse.

Ainda de acordo com ele, a queda do PIB do Agronegócio este ano era esperada por consequência das Operações Carne Fraca e Carne Fria, da Polícia Federal.

Safras

Entre os produtos agrícolas que tiveram resultados positivos este ano, a CNA destacou o algodão, com uma safra de 939 mil hectares que permitiu que os estoques internos fossem quase dobrados, passando de 195 para 395 mil toneladas. O aumento no consumo foi de 4,5% (30 mil toneladas). Em todos os estados, a receita gerada pelo algodão foi superior ao custo operacional, de acordo com a CNA.

Outros destaques foram o café conilon, que conseguiu recuperar a piora do ano passado, ocasionada por um clima que não deu tréguas. No caso da cana-de-açúcar, que apresentou queda de 1,3% na produção e elevação de 17,7% no preço, os efeitos da renovação dos canaviais foram parcialmente contornados por meio de uma linha de financiamento específica.

O trigo e o leite ficaram em desvantagem. O custo do valor de produção é um fator importante, segundo a CNA.

Emprego

A CNA mostra também que, de janeiro a outubro deste ano, o setor agrícola foi responsável pela criação de 93 mil vagas de emprego, a maior expansão do indicador no campo nos últimos cinco anos. Na comparação com o mesmo período de 2016, a alta foi de 84%, segundo a CNA.

*Com informações da CNA

 

PIB do Agronegócio tem alta de 2,71%, de janeiro a julho

De acordo com a CNA e o Cepea, todos os elos tiveram alta, com destaque para o setor primário

Redação*

Assunto Principal: Colheita mecanizada de soja  Local: Bela Vista do Paraiso - PR  Data: 02/2015  Autor: Ernesto Reghran

Foto: Ernesto Reghran

De janeiro a julho de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro aumulou alta de 2,71% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o último boletim divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Em julho, o setor teve expansão de 0,13%. O segmento com melhor desempenho no ano é o básico, com alta de 3,96%, seguido por serviços (2,57%), insumos (2,4%) e indústria (1,65%).

Segundo o documento, o resultado foi puxado principalmente pela cadeia produtiva agrícola. Embora o segmento tenha apresentado queda de 0,04% em julho, o desempenho no ano é positivo, com crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2015.

Todos os elos na agricultura tiveram alta até julho, com destaque para o setor primário (6,52%), em razão da alta de preços e da expectativa de maior faturamento em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, café, trigo, cebola, cacau, banana, batata, laranja e mandioca.

Serviços, insumos e indústria tiveram variação de 3,61%, 2,64% e 0,07%, respectivamente. Já a pecuária variou 0,52% em julho e registra expansão de 0,76% no acumulado deste ano.

Insumos aparecem na dianteira, com crescimento de 2,07%, reflexo do bom desempenho da indústria de rações.

Para conferir o relatório na íntegra, clique aqui.

*Com informações da CNA