Pecuária movimentou R$ 483,5 bilhões em 2015

Dado é do último relatório divulgado pela ABIEC e corresponde a um crescimento de mais de 27% em relação ao ano anterior

Redação*

gado-nelores-ag133-300x178Relatório divulgado hoje (1/9) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) traz que a movimentação da cadeia produtiva da pecuária foi de R$ 483,5 bilhões em 2015. O valor corresponde a um crescimento de mais de 27% sobre o ano anterior.

O documento informa que, dos R$ 483,5 bilhões movimentados pela cadeia no ano passado, R$ 147,03 bilhões se devem a atividades como nutrição, sanidade, compra de insumos agrícolas, energia elétrica, manutenção etc. e nas próprias fazendas; R$ 145,88 bilhões nas indústrias; e R$ 176,36 bilhões no varejo. “Desde a primeira quantificação realizada em 2010, houve um crescimento de 44,7% no montante movimentado pela cadeia”, disse em nota, Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC.

De acordo com o relatório, as exportações de carne bovina geraram receita de US$ 5,9 bilhões em 2015, representando um recuo de 17% em relação ao ano anterior. A queda, segundo o documento, deve-se a problemas de ordem conjuntural em alguns dos principais mercados compradores da carne brasileira.

*Com informações da assessoria de imprensa da ABIEC

Pesca e aquicultura no Brasil devem crescer 104% até 2025

Estimativa da FAO aponta investimentos feitos no setor nos últimos anos como causa do crescimento

Redação*

1168584_435241791-300x225Relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) na última semana (7), “Estado Mundial da Pesca e Aquicultura 2016”, estima que o Brasil deve alcançar um crescimento de 104% na produção de pesca e aquicultura em 2025. Segundo o documento, este crescimento deve-se aos investimentos feitos no setor nos últimos anos.

“A FAO acompanha de perto o crescimento do setor pesqueiro no Brasil. As políticas públicas criadas especificamente para o setor e os investimentos comprovam que o país pode ser também uma potência importante na pesca e aquicultura. Sabemos que a demanda por esses produtos tende a crescer e por isso é necessário que os países invistam cada vez mais nessa área como vem ocorrendo no Brasil”, disse em nota divulgada pela FAO, Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

Ainda segundo o documento, a América Latina e o Caribe vão apresentar uma expansão importante na produção aquícola que pode chegar a 3,7 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 39,9% em relação a 2013-15, período em que foram produzidas em média 2,7 milhões de toneladas.

De acordo com a FAO, a pesca não deve crescer muito nos próximos anos e a produção total de peixes nesta região deve registrar 16,2 milhões de toneladas em 2025, 12,6% a mais que o nível alcançado em 2013-15.

Para estimular o consumo

A FAO está incentivando programas de compras públicas de peixe para abastecer os programas de alimentação escolar na América Latina e no Caribe.

No México, parlamentares estão debatendo atualmente um projeto de lei para incorporar esses produtos na alimentação escolar do país. Iniciativas parecidas também estão sendo desenvolvidas no Paraguai e na Guatemala. Outras ações similares devem acontecer também em Belize, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Panamá.

*Com informações da FAO

“Crescimento econômico sozinho não reduzirá a pobreza e a desigualdade”

É o que diz o último relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe, divulgado pelo PNUD

Redação*

DSC03715De acordo com último relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nesta terça-feira (14), o crescimento econômico sozinho não reduzirá a pobreza e a desigualdade nesta região.

“Maior crescimento econômico não gera necessariamente maior progresso social: políticas diferentes devem estar presentes particularmente quando recursos fiscais, cruciais para expandir redes de proteção social, se reduziram”, disse Jéssica Faieta, diretora do PNUD para América Latina e Caribe.

Intitulado “Progresso Multidimensional: o bem-estar para além da renda”, o relatório mostra ainda que fatores determinantes para “tirar pessoas da pobreza” – educação de qualidade e emprego – são diferentes dos que “evitam a recaída dessas pessoas na pobreza” – existência de redes de proteção social e recursos domésticos.

O PNUD destaca que o bem-estar das pessoas deve refletir “mais do que a renda” e chama atenção dos líderes regionais para o “progresso multidimensional”. Isso inclui investir em habilidades para melhores oportunidades de emprego, assim como em sistemas financeiros que previnam endividamento excessivo e reduzam as diferenças de gênero.

O foco das ações do PNUD é a construção de resiliência, ou seja, da habilidade de absorver choques externos – crise financeira ou desastres naturais – sem que isso envolva grandes retrocessos.

*Com informações das Nações Unidas no Brasil