“Crescimento econômico sozinho não reduzirá a pobreza e a desigualdade”

É o que diz o último relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe, divulgado pelo PNUD

Redação*

DSC03715De acordo com último relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina e o Caribe divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nesta terça-feira (14), o crescimento econômico sozinho não reduzirá a pobreza e a desigualdade nesta região.

“Maior crescimento econômico não gera necessariamente maior progresso social: políticas diferentes devem estar presentes particularmente quando recursos fiscais, cruciais para expandir redes de proteção social, se reduziram”, disse Jéssica Faieta, diretora do PNUD para América Latina e Caribe.

Intitulado “Progresso Multidimensional: o bem-estar para além da renda”, o relatório mostra ainda que fatores determinantes para “tirar pessoas da pobreza” – educação de qualidade e emprego – são diferentes dos que “evitam a recaída dessas pessoas na pobreza” – existência de redes de proteção social e recursos domésticos.

O PNUD destaca que o bem-estar das pessoas deve refletir “mais do que a renda” e chama atenção dos líderes regionais para o “progresso multidimensional”. Isso inclui investir em habilidades para melhores oportunidades de emprego, assim como em sistemas financeiros que previnam endividamento excessivo e reduzam as diferenças de gênero.

O foco das ações do PNUD é a construção de resiliência, ou seja, da habilidade de absorver choques externos – crise financeira ou desastres naturais – sem que isso envolva grandes retrocessos.

*Com informações das Nações Unidas no Brasil

78% dos empregos no mundo dependem da água

Dado é da ONU; entre os setores mais atingidos estão agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura e mineração

Redação*

água_MorguefileNo Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22), Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos alerta que a falta de fornecimento seguro de água para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos.

Produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e com o tema “A Água e o Emprego”, o documento aponta que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos. “Nós temos algo em torno de 1,5 bilhão de pessoas no mundo que ainda têm problemas de acesso à água, seja em quantidade ou em qualidade. Isso afeta o emprego delas também”, disse Ary Mergulhão, coordenador do setor de Ciências Naturais da Unesco no Brasil.

A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia.

“A redução da disponibilidade hídrica vai intensificar ainda mais a disputa pela água por seus usuários. Isso afetará os recursos hídricos regionais, a segurança energética e alimentar e, potencialmente, a segurança geopolítica, provocando migrações em várias escalas”, diz o relatório.

O documento recomenda que cada país, conforme a sua base de recursos, potencialidades e prioridades, identifique e promova estratégias específicas e coerentes, bem como planos e políticas para alcançar o equilíbrio ideal entre os setores da economia e gerar o melhor resultado possível de empregos decentes e produtivos, sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos e do meio ambiente.

Para ter acesso ao relatório completo, clique aqui.

*Com informações da Agência Brasil