Colheita da safra de soja alcança 74% da área e do milho 63%

Segundo levantamento da DATAGRO, plantio da segunda safra de milho está praticamente concluído

Sergio Ranalli/Pulsar

Descarga de soja após a colheita, em Leópolis/PR. Foto: Sérgio Ranalli/Pulsar

A colheita da safra de soja 2017/18 no Brasil alcançou 74% da área semeada, considerando a data de 29 de março, contra 67% da semana anterior, apontam dados da DATAGRO Consultoria. Segundo o analista de grãos da DATAGRO Consultoria, Flávio Roberto de França Júnior, o ritmo de retirada da oleaginosa das lavouras está igual ao registrado em igual período de 2017, mas levemente superior ao percentual de 73% da média normal das últimas cinco temporadas.

 No caso da primeira safra de milho, a colheita atingiu 63% da área semeada, avanço moderado sobre os 56% da semana anterior. “O avanço só não foi maior porque os produtores estão dando preferência para finalizar a colheita da soja”, diz França Júnior. No entanto, de acordo com o analista, o ritmo de retirada do grão das lavouras segue atrasado em relação aos 73% registrados em igual período de 2017, e também sobre os 69% da média normal das últimas cinco temporadas.

 Já o plantio da segunda safra de milho chegou próximo aos 100% da área estimada para a cultura. O ritmo dos trabalhos, destaca França Júnior, foi inferior ao registrado na temporada anterior, mas próximo da média normal dos últimos cinco ciclos.

 Intenção de plantio nos EUA surpreende com área menor para soja e milho

 O relatório de intenção de plantio da safra 2018/19 dos Estados Unidos, divulgado no último dia 29 de março pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), aponta que a área a ser cultivada com soja deverá chegar a 36,01 milhões de hectares, recuo de 1% na comparação com a temporada anterior. Segundo França Júnior, o número ficou abaixo da expectativa média de mercado, o que acabou trazendo forte suporte para a Bolsa de Chicago (Cbot).

De acordo com o órgão, a expectativa é que a área plantada com milho atinja 35,62 milhões de hectares, queda de 2,4% ante o ciclo anterior. “O número veio abaixo da expectativa de mercado em torno dos 36,20 milhões de hectares”, ressalta França Júnior, que acrescenta: “se confirmado, esse será o quinto ano de retração na área semeada nas últimas seis temporadas”.

IBGE estima safra de grãos em 238,6 milhões de toneladas

Volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016

Redação*

Valter CampanatoInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (8) que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano em 238,6 milhões de toneladas. O volume é 29,2% maior do que a obtida em 2016, que foi de 184,7 milhões.

De acordo com o IBGE, as três principais lavouras de grãos do País deverão ter crescimento neste ano – soja (17,2%), arroz (14,7%) e milho (52,3%). Dezesseis dos 26 produtos pesquisados pelo IBGE deverão seguir na mesma tendência.

Segundo o levantamento, deverão ter aumento também de produção o feijão 1ª safra (40,6%), feijão 2ª safra (33,9%), café canephora (26,7%), cacau (10%), algodão herbáceo (7,3%), amendoim 2ª safra (38,1%), cevada (16,1%), cebola (1,4%) e batata inglesa 1ª (4,2%) e 2ª safras (0,7%).

Entre os dez produtos com queda na produção estão a cana-de-açúcar (-0,3%), o café arábica (-14,8%), a mandioca (-13%), o trigo (-9,5%), a laranja (-7,8%), o feijão 3ª safra (-2%) e a batata-inglesa 3ª safra (-5,8%).

A área colhida deve ficar em 60,9 milhões de hectares, 6,7% a mais do que em 2016. As três principais lavouras deverão ter alta – 2,1% na área da soja, de 17,2% na área do milho e 3,9% na área do arroz.

*Com informações da Agência Brasil

 

Soja: três segredos para a safra render e o agronegócio brasileiro melhorar

Por Fabiano Siqueri*  

sojaseca-199x300Após passar por uma situação difícil no último ano, seja do ponto de vista climático – por conta das secas em algumas regiões – e até mesmo econômico, os produtores rurais sentiram este impacto na safra e, consequentemente, no bolso. Apesar disso, o ano de 2017 começou com as cotações de soja acima dos valores referentes ao ano anterior, o que animou o produtor.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a tendência deste mercado é de uma constante melhora, pois existe a estimativa de 101,3 milhões de toneladas do grão para a safra 2016/2017. O valor é 4,9% maior em relação ao período de 2015/2016.

Como no mundo do agronegócio o ditado “você colhe o que você planta” é literal, é preciso ter um manejo de qualidade em todas as fases de reprodução para que tenhamos uma boa safra. Para isso é preciso seguir três passos essenciais:

Controle

A manutenção e vistoria regular da plantação são de extrema importância. É nelas que podemos identificar as necessidades do cultivo de forma precoce para que o tratamento se torne mais efetivo.

No caso da ferrugem, controle efetivamente nas variedades de soja mais precoces que são plantadas mais cedo com um ciclo mais curto. Isso impedirá que prejudique as lavouras mais novas e de ciclos que virão depois. Para isso indicamos o uso de produtos que tenham eficácia desde o momento da aplicação até a colheita para que esses materiais tenham menor inóculo possível ao final do seu ciclo.

Proteção

Os fungicidas são a coluna vertebral de um manejo qualificado. Com efeito de médio a longo prazo, os protetores são essenciais e dão um retorno extremamente positivo ao produtor.  São eles que completarão o programa de defesa e deixarão as ferramentas de manejo úteis por mais tempo.

Estratégia

Tenha uma gestão de risco conservadora e não se arrisque desnecessariamente.

Trace uma estratégia que contenha desde o preparo das sementes à colheita. Evite surpresas desagradáveis. Para isso, faça o levantamento de todos os riscos da lavoura e seus respectivos tratamentos em todas as fases.

*pesquisador da Fundação MT