ITAL realiza seminário sobre segurança de alimentos

Evento apresentará inovações para projeto de instalações e equipamentos sanitários para indústria alimentícia

Redação*

alimento processadoNo próxima dia 18, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, promoverá em Campinas/SP o II Seminário Projeto Sanitária para Indústrias de Alimentos.

Destinado a fabricantes e usuários de equipamentos e fornecedores de soluções sanitárias para a indústria alimentícia, atuantes nas áreas de engenharia, manutenção, projetos, qualidade, segurança e higienização, o evento tem por objetivo apresentar inovações para o projeto de instalações e equipamentos sanitários para a indústria para garantir mais segurança aos alimentos.

“É uma oportunidade de trocar conhecimento, experiências, e contribuir com o desenvolvimento do setor. Teremos profissionais de diferentes áreas, isso irá agregar muito na difusão de conceitos”, disse em nota, Danielle Ito, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA) do ITAL.

Para outras informações e inscrições, acesse http://bit.ly/2pdk5IO

Serviço

O quê? II Seminário Projeto Sanitário para Indústrias de Alimentos

Onde? Auditório Décio Dias Alvim | Av. Brasil, 2880 | Campinas/SP

Quando? 18 de maio, das 8h às 17h

*Com informações da assessoria

Açúcar em debate

Produção de açúcar no mundo deve crescer de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas para 2017/2018, projeta LMC International

seminario-internacional-do-acucarReunindo líderes de importantes países produtores de açúcar no mundo, a LMC International e a Canaplan, com o apoio da Abag, realizaram em São Paulo ontem (7), o Seminário Internacional do Açúcar para traçar um panorama deste mercado e discutir desafios e soluções à demanda crescente pelo produto.

“A perspectiva para 2017/2018 é de que tenhamos um incremento de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas de açúcar no mundo”, projetou Martin Tood, diretor gerente da LMC International. Neste contexto de aumento de produção, Tood falou também sobre as expectativas para cada um dos países ou blocos representados. “No Brasil, o crescimento deve ser em torno de 1 milhão de toneladas; fechando a produção entre 39 milhões e 40 milhões de toneladas”, disse. “Na Índia, a produção deve aumentar em até 3,5 milhões de toneladas, passando para 26 milhões de toneladas. A Tailândia deve subir em 2,5 milhões de toneladas sua produção e, com isso atingir 12,5 milhões de toneladas; e a União Europeia também deve ter crescimento parecido, ultrapassando, assim, sua produção em 20 milhões de toneladas”, completou.

China

A China também foi alvo de discussão no evento. Apesar de ter capacidade para incremento em produção, o país crescerá ainda mais como importador. “Lá os produtores têm preferência por outras culturas pelo altíssimo custo de produção e pela escassa mão de obra. Por outro lado, o governo mantém uma política de preço atraente para que as pessoas permaneçam no campo”, disse Gareth Forber, diretor de Pesquisa de Açúcar, da LMC International.

“A consequência foi que os chineses absorveram mais importações. Na China Ocidental, há um déficit de 6 milhões de toneladas. O que não sabemos é como o país vai atender a isso; com estoque ou com mais importações?”, questiona Forber. “Há um estoque na China de 7 milhões de toneladas de açúcar, que está sendo liberado. Mas não há uma política clara de quanto será liberado pelo governo”, disse.

Setor canavieiro em lenta recuperação

Após, período de profunda recessão, agronegócio canavieiro dá sinais de recuperação. Para ABAG, produtividade deve ser o foco agora

canavial-ed-300x246“Para atender à demanda global de açúcar de 3,5 milhões de toneladas/ano, o Brasil terá de montar quatro usinas por ano com uma produção de 2,5 milhões de toneladas, mantendo seu market share de 45% do mercado mundial. Em relação ao etanol, para suprir o mercado interno, o País terá de montar 10 usinas por ano”, disse Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em palestra a respeito da Modernização e de tendências do agronegócio canavieiro no Seminário de Planejamento Estratégico para 2017 – Retomada de Mercado e Desafios Tecnológicos – realizado pela ABIMAQ, nesta sexta-feira (7), em São Paulo.

“Há um crescimento na demanda por biomassa. Em contrapartida, o índice de plantio na região Centro-Sul, por exemplo, é de 18%; há queda e isso quer dizer que temos canaviais mais velhos. Sabemos que quando a idade média dos canaviais sobe, a produtividade cai”, completa Carvalho.

De acordo com ele, a tendência para os próximos três anos é de que os preços do açúcar e do etanol sejam altos porque há uma oferta abaixo da demanda. “A lógica é simples – Com a produtividade caindo, temos uma oferta menor. Temos de considerar ainda os altos índices de impureza do produto e a baixa renovação dos canaviais”, disse.

“Entramos num ciclo de alta e precisamos observar como vai reagir o mercado. Temos de melhorar a produtividade mesmo sem o crédito agrícola. Há uma recuperação lenta do setor, mas o que precisamos ter em mente é que produtividade é tudo”, finalizou.