Açúcar em debate

Produção de açúcar no mundo deve crescer de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas para 2017/2018, projeta LMC International

seminario-internacional-do-acucarReunindo líderes de importantes países produtores de açúcar no mundo, a LMC International e a Canaplan, com o apoio da Abag, realizaram em São Paulo ontem (7), o Seminário Internacional do Açúcar para traçar um panorama deste mercado e discutir desafios e soluções à demanda crescente pelo produto.

“A perspectiva para 2017/2018 é de que tenhamos um incremento de 8,5 milhões a 13,5 milhões de toneladas de açúcar no mundo”, projetou Martin Tood, diretor gerente da LMC International. Neste contexto de aumento de produção, Tood falou também sobre as expectativas para cada um dos países ou blocos representados. “No Brasil, o crescimento deve ser em torno de 1 milhão de toneladas; fechando a produção entre 39 milhões e 40 milhões de toneladas”, disse. “Na Índia, a produção deve aumentar em até 3,5 milhões de toneladas, passando para 26 milhões de toneladas. A Tailândia deve subir em 2,5 milhões de toneladas sua produção e, com isso atingir 12,5 milhões de toneladas; e a União Europeia também deve ter crescimento parecido, ultrapassando, assim, sua produção em 20 milhões de toneladas”, completou.

China

A China também foi alvo de discussão no evento. Apesar de ter capacidade para incremento em produção, o país crescerá ainda mais como importador. “Lá os produtores têm preferência por outras culturas pelo altíssimo custo de produção e pela escassa mão de obra. Por outro lado, o governo mantém uma política de preço atraente para que as pessoas permaneçam no campo”, disse Gareth Forber, diretor de Pesquisa de Açúcar, da LMC International.

“A consequência foi que os chineses absorveram mais importações. Na China Ocidental, há um déficit de 6 milhões de toneladas. O que não sabemos é como o país vai atender a isso; com estoque ou com mais importações?”, questiona Forber. “Há um estoque na China de 7 milhões de toneladas de açúcar, que está sendo liberado. Mas não há uma política clara de quanto será liberado pelo governo”, disse.