Chapada dos Veadeiros assegura título de patrimônio mundial

O Parque goiano corria o risco de perder o título por ter reduzido sua área por três vezes

Redação*

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A comunidade internacional assegurou o título de patrimônio mundial à Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afastou o risco que o Brasil corria de perder o título conferido à unidade de conservação (UC). A reação faz parte dos resultados da 41ª sessão do Comitê, que ocorreu nesta semana em Cracóvia, na Polônia.

A decisão vem um mês depois do aumento da área do Parque Nacional Nacional da Chapada dos Veadeiros, anunciado no início de junho. “Graças ao fundamental processo de ampliação dessa unidade de conservação, conseguimos o reconhecimento do Comitê do Patrimônio Mundial”, ressaltou o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em UCs do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cláudio Maretti.

Ampliação

O Comitê, órgão decisório da Convenção sobre o Patrimônio Mundial, felicitou o Brasil pela ampliação da unidade. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961, mas teve sua área reduzida por três vezes. Com isso, corria o risco de perder o título de patrimônio natural da Unesco. No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, no entanto, a UC foi ampliada de 65 mil hectares para 240 mil hectares, ou seja, quase quatro vezes o seu tamanho atual.

Além de Alto Paraíso, Cavalcante e Colinas do Sul, que já eram abrangidos pelo parque, os novos limites incluem parte dos municípios de Teresina de Goiás, Nova Roma e São João da Aliança.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente

78% dos empregos no mundo dependem da água

Dado é da ONU; entre os setores mais atingidos estão agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura e mineração

Redação*

água_MorguefileNo Dia Mundial da Água, comemorado hoje (22), Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos alerta que a falta de fornecimento seguro de água para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos.

Produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e com o tema “A Água e o Emprego”, o documento aponta que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos. “Nós temos algo em torno de 1,5 bilhão de pessoas no mundo que ainda têm problemas de acesso à água, seja em quantidade ou em qualidade. Isso afeta o emprego delas também”, disse Ary Mergulhão, coordenador do setor de Ciências Naturais da Unesco no Brasil.

A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia.

“A redução da disponibilidade hídrica vai intensificar ainda mais a disputa pela água por seus usuários. Isso afetará os recursos hídricos regionais, a segurança energética e alimentar e, potencialmente, a segurança geopolítica, provocando migrações em várias escalas”, diz o relatório.

O documento recomenda que cada país, conforme a sua base de recursos, potencialidades e prioridades, identifique e promova estratégias específicas e coerentes, bem como planos e políticas para alcançar o equilíbrio ideal entre os setores da economia e gerar o melhor resultado possível de empregos decentes e produtivos, sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos e do meio ambiente.

Para ter acesso ao relatório completo, clique aqui.

*Com informações da Agência Brasil