Frutas e verduras têm queda na maioria das centrais de abastecimento do País em 2016

De acordo com boletim Prohort, redução foi de 3,35% em relação a 2015

Redação*

00729Dados do último boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) apontam que preços de frutas e verduras caíram na maioria das centrais de abastecimento do País.

De acordo com o documento, preço das hortaliças, batata, tomate e alface continuam em baixa e menores em relação ao mesmo período de 2015. As hortaliças que apresentaram alta nas cotações em praticamente todos os mercados foram a cebola e a cenoura.

Entre as frutas, o grande destaque de queda de preços no período foi o mamão, que teve aumento da oferta em vários mercados e pouca demanda, por conta das festas de fim de ano e da maior procura por outras frutas tradicionais desta época.

Banana e laranja apresentaram tendência de alta de preços em grande parte dos mercados. A laranja continua escassa nos entrepostos atacadistas. Já a melancia apresentou aumento de oferta em todos os mercados em relação ao período anterior, com preços ainda sem uma tendência definida.

Outros produtos que apresentaram queda nas cotações foram abóbora (4%), couve-flor (12%), moranga e mandioquinha (18%), quiabo (22%), berinjela (24%), jiló (26%), batata-doce (28%) e espinafre (42%). Para frutas, os destaques foram goiaba (7%), melão (14%), uva (21%), manga (22%), caqui e tangerina (24%), pêssego (29%), limão (31%), ameixa (45%), amora (58%) e nectarina (63%).

Segundo o relatório, a consolidação desses números evidencia uma redução de 3,35% no volume comercializado em relação a 2015, e um aumento de 14,63% no valor total nesse segmento da comercialização de produtos in natura, explicado por fatores climáticos e econômicos.

*Com informações do Mapa

Processo de monitoramento e rastreabilidade de alimentos avança no Brasil

Experiências bem-sucedidas foram registradas em Santa Catarina; sistema de produção integrada agropecuário será implantado em outros estados

Redação*

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Parceria estabelecida entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para ampliar o acesso do agricultor a boas práticas de produção integrada agropecuária (PI Brasil) tem apresentado avanços.

Com o objetivo de reduzir custos de produção, com vantagens para o consumidor e o abastecimento de alimentos mais saudáveis, livres de resíduos que ofereçam riscos à saúde, a cooperação entre governo e o setor deverá expandir o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama).

De acordo com o Mapa, houve experiência piloto bem-sucedida em Santa Catarina, em mais de 30 grandes redes de supermercados. O Rama será implantado no Rio Grande do Sul e no Paraná. As centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) também deverão estimular seus fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

O Rama monitora e rastreia resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda de frutas, legumes e verduras para garantir que resquícios de defensivos agrícolas não estejam acima de níveis que ofereçam risco à saúde humana.

Agricultores irão receber treinamento para fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros.

A PI Brasil, que respalda o selo oficial “Brasil Certificado” é um Sistema de Produção capaz de produzir comida segura para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida. Na Europa, por exemplo, mais de 90% das frutas, legumes e verduras são produzidos neste sistema integrado.

*Com informações do Mapa

Índice CEAGESP apresenta queda de 3,1%

A retração é reflexo do recuo nos setores de frutas, verduras e pescados segundo a Companhia

Redação*

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Pela segunda vez consecutiva, o índice de preços da CEAGESP apresentou queda. A retração de 3,10% em maio é reflexo do recuo nos setores de frutas, verduras e pescados. Legumes e outros produtos mantiveram preços elevados, principalmente por causa das chuvas, segundo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo.

Ainda de acordo com a CEAGESP, mesmo com as chuvas fora de época nas regiões produtoras do Sul e do Sudeste, a tendência para os próximos meses é de redução dos preços.

Em maio, o setor de frutas caiu 6,53%. As principais quedas foram do mamão formosa (-37,8%), uva rubi (-34,3%), uva niagara (-27,2%), banana nanica (-24,2%) e melancia (-19,1%). As principais altas foram da goiaba vermelha (33,9%), manga tommy (33,5%), limão taiti (29,2%) e abacate (18,2%).

O setor de legumes registrou alta de 13,24%. As principais elevações foram da vagem macarrão (116,9%), quiabo (101,2%), abobrinha brasileira (46,4%) e pepino japonês (46,9%). As principais quedas foram do pimentão amarelo (-40,1%), beterraba (-32,5%), cenoura (-28,2%) e abóbora japonesa (-14,4%).

O setor de verduras recuou 15,17%. As principais quedas foram do coentro (-45,1%), salsa (-32,8%), alface lisa (-31,9%), almeirão pão de açúcar (-29,6%) e rúcula (-26,7%). As principais altas foram da couve-flor (33,5%), brócolis ninja (18,2%) e couve (8,9%).

O setor de diversos subiu 8,37%. Os principais aumentos foram da cebola nacional (16,1%), batata comum (15,1%), alho (9,1%) e amendoim (6,3%). Somente milho de pipoca (-4,2%) registrou retração no setor.

O setor de pescados registrou queda de 1,21%. As principais baixas foram da tainha (18,2%), robalo (18,1%), espada (-15,1%) e pescada (-14,4%). As principais altas foram da lula (81,3%), atum (34,1%) e badejo (20,3%).

O volume comercializado no entreposto de São Paulo caiu 4,47% em maio deste ano.

*Com informações da assessoria da CEAGESP